TUDO O QUE SEMPRE ESCREVI E NUNCA MOSTREI A NINGUÉM!!!!!!! UM BLOG SOBRE SÉRIES DE TV, CINEMA, MÚSICA, AMIGOS E ASSUNTOS DIVERSOS.....
Mostrando postagens com marcador juventude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juventude. Mostrar todas as postagens
sábado, 5 de julho de 2014
Para Maria Eduarda, aos quinze, trinta e cinco, sessenta ou setenta anos.....
Minha querida sobrinha e afilhada,
Fazer quinze anos é um marco na vida de toda menina, de toda mulher. É aquele momento em que você começa descobrir todas as possibilidades da vida, você descobre que sonhos podem sim, virar realidade. Você absorve como uma esponja todas as experiências à sua volta e passa a acreditar que pode fazer diferença, pode ser tudo aquilo que você sempre sonhou. Também gera receio, porque você descobre que nem tudo será do jeito que você quer. É neste momento que você irá crescer como pessoa, encontrando o equilíbrio entre o desejar e o realizar.
Sua tia e madrinha não conseguiu estar próxima de você tanto quanto desejava, a distância é um empecilho cruel. Mas sei que você teve uma formação íntegra e que tem pais carinhosos e dedicados que torcem por você tanto quanto eu.
Se eu pudesse lhe embrulhar para presente todos os desencantos e decepções que você irá encontrar pelo caminho e despachar para bem longe de você eu o faria, mas na vida as coisas não funcionam assim, porque são os desencantos e decepções que a farão crescer e farão de ti uma pessoa cada vez mais feliz e certa do que deseja para sua vida.
Nunca se esqueça que você colhe o que você planta, sempre. Se for gentil, será tratada com gentileza, se for amorosa, amor nunca lhe faltará, se for determinada, a vida lhe oferecerá as maiores oportunidades. Faça de cada sonho um caminho a seguir, brigue pelas coisas que você acha que valem a pena e só dedique seu amor a quem merece ser amado por você. Tenha amigos ou amigas, poucos, mas bons de verdade, não é a quantidade que conta, é a qualidade. Valorize a família, são eles que estarão te esperando para te ajudar, se algo der errado. Leia, muito. A leitura é a porta para tudo o que você quiser fazer do seu futuro. Divirta-se, a vida sem diversão é muito chata. Seja curiosa, a curiosidade torna a vida mais interessante. Seja feliz, do seu jeito, não importa qual seja este jeito se ele te agrada. Não faz mal se te acham estranha, se você não for tão popular, se você prefere seu quarto à agitação das festinhas. É só você que vai poder descobrir o que te faz feliz, por mais absurdo que isto possa parecer para qualquer outra pessoa. Ame animais, plantas, livros, músicas, filmes e tudo mais que te agrade. Confie em você. O instinto é uma benção e você vai aprender a confiar nele. Seja diferente, pense diferente, você não é “todo mundo”, não é igual a mais ninguém. Dinheiro é bom, mas não é tudo. As coisas mais importantes de sua vida acredite, você não comprará nem com todo o dinheiro do mundo. Coma coisas gostosas agora, um dia você não poderá mais comer e vai sentir falta. Tenha sempre um espacinho dentro de você para abrigar uma eterna criança, não deixe esta criança dentro de você morrer jamais. E nunca, nunca mesmo, deixe de sonhar. Sonhar é o combustível que nos mantêm vivos, mesmo que os nossos sonhos sejam mais ambiciosos do que a realidade.
Eu te amo e estarei sempre torcendo por sua felicidade. Você pode não entender agora, mas somos mais parecidas do que você pode imaginar. Sua vida será linda, acredite nisto. Gente torcendo a favor não falta. Eu, inclusive. E teu tio Afonso e teu primo Bruno. E seus pais, sua irmã, suas avós, tias, pessoas que te amam.
Guarde isto que te escrevo. É provável que por enquanto você ache que tem uma tia chata e meio babaca , que se meteu a besta de te escrever uma mensagem no teu mural do Facebook, e isto é um saco. Mas guarde. Num dia nem tão distante assim, você vai reler isto tudo e vai pensar, a tia mala tinha razão em algumas coisas. Confie em mim, você vai querer guardar isto.
Te amo mais do que você possa mensurar, estarei sempre aqui da galeria torcendo por você, e, se um dia você quiser, vou continuar aqui para um papo, um conselho bobo, uma palavra de apoio, ou qualquer coisa assim. Eu sempre estarei por perto, mesmo tão distante.
Te amo demais garota e ponho a maior fé em você! Vá em frente, aproveite seus quinze anos e toda a sua vida, você está só começando e estarei aqui sempre torcendo e sonhando com você!
Parabéns meu anjo! Seja muito feliz!
( droga, eu sabia que ia acabar chorando, mas não faz mal, por você vale a pena!!!!!!)
Te amamos!
Débora, Afonso e Bruno
Ah!.... FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 13 de março de 2012
A Falsa Ecologia - Uma Reflexão
A FALSA ECOLOGIA
Eu estou longe de ser perfeita. Mas busco ser uma pessoa coerente. Desde sempre me preocupei, uma vez que tive um filho, com o planeta que iria deixar para ele, e, quem sabe, os filhos dele, netos que não sei se terei, viverem. Fui criada em uma época em que as pessoas retornavam as garrafas fossem de refrigerante, de cerveja ou de leite ( sim, sou do tempo em que se comprava leite em garrafas de vidro!), não haviam latinhas, garrafas pet e sacolinhas plásticas. Haviam sim, os sacos de papel pardo, para não dizer que a quitanda aproveitava o jornal do dia anterior para embrulhar os ovos e outras cositas mais... E sempre havia a voz imperiosa de minha avó ou de minha mãe dizendo para não jogar lixo no chão, não porque o planeta corresse algum risco, mas porque alguém ia ter que limpar a sujeira feita por mim e isto, nossa!, isto não parecia nada justo! Eu deveria ser responsável por meu próprio lixo!
É difícil para uma criança absorver a importância de tal conselho, mas também sou de uma época em que não se questionava os ensinamentos. A gente obedecia. Para o bem ou para o mal, a gente não se punha a discutir com os pais sobre a validade de uma ordem, a gente apenas acatava.
Houve sim, um momento em que me rebelei, em que achava que sabia mais que todos eles, que devia criar meus próprios conceitos. Claro, como todo jovem, eu questionei. Mas, eu não era exatamente uma rebelde sem causa. Me foi ensinado a sempre me informar antes de questionar. Ler, aprender, discutir, debater. Verbos que a juventude de hoje parece não saber mais conjugar.
Curioso como a vida é cíclica. Hoje me pego repetindo coisas que minha avó e minha mãe pregavam. Mas diferentemente da minha juventude, curiosa, revolucionária, interessada e questionadora, vejo uma geração que apenas digere o que lhes é imposto como certo ou errado. Às vezes acho que esta meninada tem preguiça de pensar...
Vamos analisar a questão das sacolas plásticas nos supermercados. Sacos plásticos são uma invenção relativamente atual, como as garrafas pet e as latinhas. Como disse antes, os estabelecimentos comerciais na minha infância/juventude não as utilizavam. Eu muitas vezes fui às compras usando um carrinho, destes que a gente usa na feira, ou uma sacola de lona qualquer. E muitas vezes tomei o ônibus, época em que o carro era um luxo que eu não podia me dar, carregando frutas e verduras amarfanhadas em uma única sacola, estratégica e matematicamente colocadas para que o abacaxi não estraçalhasse as folhas de alface antes de chegar em casa.
Eis que, ao surgirem, as sacolinhas passaram a ser o conforto de quem, apesar de precisar ainda subir em um ônibus ou andar quilometros à pé até seu destino, podia dividir o peso e separar folhas e frutas, legumes e verduras, com o benefício de não precisar mais carregar peso extra na ida às compras ( foram deixados de lado o carrinho e as sacolas de lona ).
Além do mais, havia um benefício extra: podia-se usar a mesma sacolinha para se acomodar o lixo, aquele que deveria ser despachado todos os dias ( ou dependendo da cidade, dia sim dia não).
Nada mais prático, nada mais adequado. Bastava- se educar as pessoas a usar as sacolinhas comedidamente, e não de forma irracional, usando-as para colocar não apenas uma casca de banana ou outra casca de fruta, mas aproveitado-a ao máximo.
Então, algum esperto, lobbista, com certeza, nos dias atuais vem dizer que o plástico leva cem anos para se decompor. Justo. Não posso questionar o prejuízo ao planeta. No entanto, me pergunto, se a sacolinha de plástico ralo e vagabundo ( convenhamos, só de olhar as sacolinhas de supermercado se rompem!!) leva cem anos para se decompor, quantos anos levarão para se decompor aqueles sacos de lixo reforçados que eles nos vendem a preços exorbitantes, com o intuito de embalar nosso lixo adequadamente? Aí, vou mais além e me pergunto porque os supermercados não estão descontando de suas mercadorias, o valor embutido das sacolinhas que antes adquiríamos ( gente, eu trabalho com comércio, creiam-me, nada é de graça na vida!), porque hoje continuamos pagando as mercadorias pelo preço de antes e ainda temos que pagar pelo saco de lixo que embalará os detritos que iremos despachar.....Sim, porque se colocarmos nosso lixo em uma caixa de papelão, como fazíamos em minha infância, seremos multados pela prefeitura!
Acomodação! Eu vejo que as pessoas hoje são movidas pela acomodação. Eu reciclo lixo. Sou daquelas que lava lata de atum cheia de óleo, pote de maionese e afins. Reciclando e levando ao depositário adequado ( tenho uma caçamba da prefeitura à quatro quadras de minha casa e não me furto ao trabalho de levar o lixo reciclável ao lugar adequado), sobra-me pouco lixo diário, coisa que, de forma responsável, uma ou duas sacolinhas de supermercado por dia dariam conta facilmente. Com um pouco de tempo e uma calculadora, cheguei à conclusão de que pagar dezenove centavos por uma sacolinha no supermercado sai mais barato do que comprar um rolo de sacos de lixo destes convencionais.
Fico incomodada quando as pessoas me olham atravessado nos mercados quando digo que vou pagar pelas sacolinhas biodegradáveis para levar minhas compras. Elas me olham como se eu estivesse cometendo um crime contra o planeta. Elas não sabem que fiz contas, que reciclo com responsabilidade, que me importo com o que vou deixar para meus netos ( se um dia os tiver). Elas não sabem que vivi em uma época em que ninguém se importava se eu teria futuro, mas, tudo bem. Eu tenho certeza que estou fazendo o correto. Não vou enriquecer aqueles que vivem de fabricar sacos de lixo, só porque alguém decidiu que isto é o correto.
Ninguém nos útimos quinze anos se importou se estava fazendo o melhor para mim, que estaria vivendo nesta época, mas nem por isto vou mandar a próxima geração se lixar. Faço o que minha consciência manda, e sei que é pouco para quem vem por aí, mas nem todos tiveram a criação que eu tive dos meus pais/avós, nem todos tiveram a criação que dei a meu filho. Falta separar o joio do trigo. É fácil e bonito se falar em salvar o planeta quando se faz cortesia com a cartola alheia. O que falta à geração de hoje é atitude com consciência. É saber porque esta ou aquela decisão é importante. Nao porque é moda, não porque está nos TT's, nem porque foi comentada no CQC, nem porque foi matéria do Fantástico. Apenas porque é o correto. Ler é importante. Informação com responsabilidade é tudo. Mas receio que a geração que vem vindo não terá tempo para isto...... Lamentável.......
Eu estou longe de ser perfeita. Mas busco ser uma pessoa coerente. Desde sempre me preocupei, uma vez que tive um filho, com o planeta que iria deixar para ele, e, quem sabe, os filhos dele, netos que não sei se terei, viverem. Fui criada em uma época em que as pessoas retornavam as garrafas fossem de refrigerante, de cerveja ou de leite ( sim, sou do tempo em que se comprava leite em garrafas de vidro!), não haviam latinhas, garrafas pet e sacolinhas plásticas. Haviam sim, os sacos de papel pardo, para não dizer que a quitanda aproveitava o jornal do dia anterior para embrulhar os ovos e outras cositas mais... E sempre havia a voz imperiosa de minha avó ou de minha mãe dizendo para não jogar lixo no chão, não porque o planeta corresse algum risco, mas porque alguém ia ter que limpar a sujeira feita por mim e isto, nossa!, isto não parecia nada justo! Eu deveria ser responsável por meu próprio lixo!
É difícil para uma criança absorver a importância de tal conselho, mas também sou de uma época em que não se questionava os ensinamentos. A gente obedecia. Para o bem ou para o mal, a gente não se punha a discutir com os pais sobre a validade de uma ordem, a gente apenas acatava.
Houve sim, um momento em que me rebelei, em que achava que sabia mais que todos eles, que devia criar meus próprios conceitos. Claro, como todo jovem, eu questionei. Mas, eu não era exatamente uma rebelde sem causa. Me foi ensinado a sempre me informar antes de questionar. Ler, aprender, discutir, debater. Verbos que a juventude de hoje parece não saber mais conjugar.
Curioso como a vida é cíclica. Hoje me pego repetindo coisas que minha avó e minha mãe pregavam. Mas diferentemente da minha juventude, curiosa, revolucionária, interessada e questionadora, vejo uma geração que apenas digere o que lhes é imposto como certo ou errado. Às vezes acho que esta meninada tem preguiça de pensar...
Vamos analisar a questão das sacolas plásticas nos supermercados. Sacos plásticos são uma invenção relativamente atual, como as garrafas pet e as latinhas. Como disse antes, os estabelecimentos comerciais na minha infância/juventude não as utilizavam. Eu muitas vezes fui às compras usando um carrinho, destes que a gente usa na feira, ou uma sacola de lona qualquer. E muitas vezes tomei o ônibus, época em que o carro era um luxo que eu não podia me dar, carregando frutas e verduras amarfanhadas em uma única sacola, estratégica e matematicamente colocadas para que o abacaxi não estraçalhasse as folhas de alface antes de chegar em casa.
Eis que, ao surgirem, as sacolinhas passaram a ser o conforto de quem, apesar de precisar ainda subir em um ônibus ou andar quilometros à pé até seu destino, podia dividir o peso e separar folhas e frutas, legumes e verduras, com o benefício de não precisar mais carregar peso extra na ida às compras ( foram deixados de lado o carrinho e as sacolas de lona ).
Além do mais, havia um benefício extra: podia-se usar a mesma sacolinha para se acomodar o lixo, aquele que deveria ser despachado todos os dias ( ou dependendo da cidade, dia sim dia não).
Nada mais prático, nada mais adequado. Bastava- se educar as pessoas a usar as sacolinhas comedidamente, e não de forma irracional, usando-as para colocar não apenas uma casca de banana ou outra casca de fruta, mas aproveitado-a ao máximo.
Então, algum esperto, lobbista, com certeza, nos dias atuais vem dizer que o plástico leva cem anos para se decompor. Justo. Não posso questionar o prejuízo ao planeta. No entanto, me pergunto, se a sacolinha de plástico ralo e vagabundo ( convenhamos, só de olhar as sacolinhas de supermercado se rompem!!) leva cem anos para se decompor, quantos anos levarão para se decompor aqueles sacos de lixo reforçados que eles nos vendem a preços exorbitantes, com o intuito de embalar nosso lixo adequadamente? Aí, vou mais além e me pergunto porque os supermercados não estão descontando de suas mercadorias, o valor embutido das sacolinhas que antes adquiríamos ( gente, eu trabalho com comércio, creiam-me, nada é de graça na vida!), porque hoje continuamos pagando as mercadorias pelo preço de antes e ainda temos que pagar pelo saco de lixo que embalará os detritos que iremos despachar.....Sim, porque se colocarmos nosso lixo em uma caixa de papelão, como fazíamos em minha infância, seremos multados pela prefeitura!
Acomodação! Eu vejo que as pessoas hoje são movidas pela acomodação. Eu reciclo lixo. Sou daquelas que lava lata de atum cheia de óleo, pote de maionese e afins. Reciclando e levando ao depositário adequado ( tenho uma caçamba da prefeitura à quatro quadras de minha casa e não me furto ao trabalho de levar o lixo reciclável ao lugar adequado), sobra-me pouco lixo diário, coisa que, de forma responsável, uma ou duas sacolinhas de supermercado por dia dariam conta facilmente. Com um pouco de tempo e uma calculadora, cheguei à conclusão de que pagar dezenove centavos por uma sacolinha no supermercado sai mais barato do que comprar um rolo de sacos de lixo destes convencionais.
Fico incomodada quando as pessoas me olham atravessado nos mercados quando digo que vou pagar pelas sacolinhas biodegradáveis para levar minhas compras. Elas me olham como se eu estivesse cometendo um crime contra o planeta. Elas não sabem que fiz contas, que reciclo com responsabilidade, que me importo com o que vou deixar para meus netos ( se um dia os tiver). Elas não sabem que vivi em uma época em que ninguém se importava se eu teria futuro, mas, tudo bem. Eu tenho certeza que estou fazendo o correto. Não vou enriquecer aqueles que vivem de fabricar sacos de lixo, só porque alguém decidiu que isto é o correto.
Ninguém nos útimos quinze anos se importou se estava fazendo o melhor para mim, que estaria vivendo nesta época, mas nem por isto vou mandar a próxima geração se lixar. Faço o que minha consciência manda, e sei que é pouco para quem vem por aí, mas nem todos tiveram a criação que eu tive dos meus pais/avós, nem todos tiveram a criação que dei a meu filho. Falta separar o joio do trigo. É fácil e bonito se falar em salvar o planeta quando se faz cortesia com a cartola alheia. O que falta à geração de hoje é atitude com consciência. É saber porque esta ou aquela decisão é importante. Nao porque é moda, não porque está nos TT's, nem porque foi comentada no CQC, nem porque foi matéria do Fantástico. Apenas porque é o correto. Ler é importante. Informação com responsabilidade é tudo. Mas receio que a geração que vem vindo não terá tempo para isto...... Lamentável.......
Assinar:
Postagens (Atom)




