sábado, 19 de janeiro de 2013

Ah! As Celebridades.........

                                                                 

    Todos Os Nossos Ídolos São De Barro, Eu Só Não Queria Que Começasse A Chover Perto Deles

Não canso de dizer que quanto mais sabemos sobre um ator ou atriz, menor será a magia de seus personagens. Todos eles são gente como qualquer um, comem, bebem, tossem, engasgam, espirram e metem o dedo no nariz ( ok, parei com a escatologia! ). que eles tem um emprego que vende sonhos. Nem todo mundo tem discernimento para lembrar que o personagem é apenas algo que o ator ou atriz é pago para interpretar, assim como nem todos lembram que a mocinha áspera que te responde no telemarketing de um serviço qualquer é paga para dizer o que a empresa quer, não para necessariamente resolver seus problemas. Ou a recepcionista que sabe que o médico vai atrasar horrores, e a culpa nem é dela, e ainda assim ela vai ouvir impropérios diversos dos pacientes sem poder sequer tirar o sorriso do rosto.

Na maioria das vezes, quando vemos um filme, série, novela e afins, se acreditamos no personagem é porque o ator/atriz fez bem seu trabalho. É neste momento que, na maioria das vezes, o homem ou mulher por trás da máscara deixa de existir. Atores que fazem vilões não raro são vítimas de alguém que os ofende na rua e ficam felizes porque isto é um enorme elogio. Da mesma forma que tendemos a imaginar que a atriz que faz a mocinha não fala palavrões em seu dia a dia, não acorda nunca com a cara amassada pelo travesseiro e jamais tem distúrbios intestinais.

Quando somos envolvidos pelo enredo do que estamos assistindo, imaginamos um mundo onde só existem o Hotch, a JJ, a Penélope, os unsubs, etc...( para usar Criminal Minds - minha série favorita - como exemplo), porque é   para isto   que existem   todas estas   coisas ( filmes,   séries, novelas...), para criarmos, por uma, duas, tres horas, um mundo paralelo, onde existe a justiça, onde existem os mocinhos e os caras maus, onde os caras maus, via de regra são punidos, e, vez ou outra enganam a polícia, só para nos lembrar que na vida real também é assim. A vida é dura demais para não nos deixarmos levar em algum momento, seja pela fantasia de um livro ou de uma novela. Capítulo a capítulo de uma série ou livro, minuto a minuto de um filme ou novela, vamos nos tornando parte daquele mundo retratado em papel ou película, amenizando nossas dores, decepções e infinitas dificuldades do mundo real nos tornando íntimos do heroico mocinho, da mocinha cheia de esperanças, do vilão que tornou-se mal porque o mundo não foi justo com ele. Desejamos de fato conhecer aquele médico simpático e bom sujeito, o advogado que vai lutar pelas causas mais improváveis e irá vencer, a jornalista que irá desmascarar toda a rede de corrupção que envolve a história que acompanhamos vorazes para, de certa forma vingar-nos das mazelas do dia a dia. Uma verdadeira catarse.

Nada disto é errado. Não nos torna alienados, obtusos ou sujeitos sem o pé no chão, desde que saibamos separar alhos de bugalhos. Diversão e realidade. Ao contrário. Sonhar assim é uma saudável forma de repor as energias para a dura batalha diária da vida, onde os advogados, médicos, assassinos, jornalistas, psicopatas, cozinheiros, jogadores de futebol ou funcionários do governo tem rotinas muito diferentes daquelas que adoramos espreitar em nossos filmes e séries.

O que é errado, muito errado, é esquecer-se de que todos estes adoráveis personagens são vividos por atores e atrizes com vida própria, com um dia a dia igual ao nosso ( ok, antes de ser apedrejada, não tão igual ao nosso, porque não ando de Audi nem tenho rendimentos mensais astronômicos) e que são passíveis de erros.

Comecei a escrever isto porque tenho acompanhado meio a contragosto os fatos que envolveram a prisão do ator Thomas Gibson, de quem, muitos que me conhecem, sabem que sou fã. Acompanho seu trabalho em séries e cinema desde a época de Chicago Hope, nos idos de 1995/96 pela Globo, quando nem sonhava em ter um dia acesso fácil à internet ou à tv à cabo. Como com alguns outros poucos atores e atrizes, fui acompanhando sua trajetória, e com o advento da internet, obviamente tive acesso a outros trabalhos e inúmeras informações sobre sua carreira. Uma das coisas que sempre admirei nele, bem como nos outros que também admiro, foi sua discrição na vida pessoal. Eu evito ficar fuçando informações privadas, mas na rede, gostando ou não, acabamos reféns de informações que acabam vindo a reboque.

Quando eu passei a detestar saber a fundo sobre a vida dos atores e atrizes? No dia em que li, há muitos anos atrás, quando eu ainda era uma muito jovem apaixonada por um Mel Gibson delirantemente jovem, bonito e sofrido na pele do Capitão Daniel McCormick e ao som de Billie Holliday, uma reportagem sobre o ator que dizia, entre outras coisas, que ele comia alface com as mãos e que tinha trocado todos os seus dentes, pois os seus haviam apodrecido. Nunca mais pude ver Eternamente Jovem com os mesmos olhos, fossem as informações verdadeiras ou não. O fictício herói adoravelmente romântico e desejável dera lugar ao que era apenas realidade, algo que eu já tinha demais no meu dia a dia ( na época, nem sonharia que anos depois, ele ainda viria a fazer comentários racistas, homofóbicos e ameaçaria sua esposa, todas coisas fofas  de se conhecer sobre alguém que representa algo que admiramos).

Foi neste momento que decidi separar o joio do trigo. Tentar manter-me longe de informação demais. Mas, mesmo tomando cuidado ao ler uma entrevista profissional, com informações sobre futuros trabalhos ou coisa parecida sempre aparece algo pessoal, algo que eu dispensaria saber. Desta forma, disposta a não abandonar as informações profissionais, passei a me conformar com o que vinha junto a despeito do meu desejo e admirar profissionais que conseguiam manter sua vida pessoal distante dos holofotes.

E, desta forma, voltamos a Thomas Gibson. Provavelmente uma das coisas que sempre admirei nele foi o distanciamento da vida profissional da vida pessoal. De manter-se longe de escândalos e fofocas. Raras sempre foram as informações de cunho pessoal.



E então, eu que fujo de saber demais da vida de quem admiro na tela da tv ou do notebook, mesmo sem desejar, acabo sabendo de sua prisão por suspeita de dirigir embriagado. Não procurei por notícia alguma, mas três minutos de rede social foram suficientes para que eu acabasse sabendo mais do que gostaria de saber. Sério, nos primeiros minutos, apesar da contrariedade da notícia, dei risada sozinha. Pipocavam no twitter, no orkut ( meus verdadeiros amigos sabem que detesto o Facebook) mensagens para mim do tipo: "será que a Débora já sabe?"  Recebi inclusive um torpedo da Carol , minha linda mocinha de Vila Velha, pedindo para que eu não ficasse triste demais com a notícia. Achei graça das pessoas se lembrarem de mim imediatamente após tomarem conhecimento do fato.

Depois me aborreci. Primeiro porque sabia que nunca mais veria meus adorados Aaron Hotchner, Greg Montgomery, Dr. Daniel Nyland, Mitch Benson, Reg, Mark Ryan, Renny Ohayon ou Alexander Rotha com os mesmos olhos. Depois, porque sou daquelas mulheres cuja vocação primeira é ser mãe antes de ser diversas outras coisas e pensei em seus filhos, da mesma forma que penso nos filhos de qualquer pessoa que comete um crime, que é acusada justa ou injustamente, filhos que acabam pagando pelos pecados de seus pais. 

Fosse ele um sujeito comum, teria passado pelos trâmites legais e estaria em seguida, sujeito à penalização pelo seu delito ( não quis saber muito a respeito, então sequer sei se provou-se ou não ele estar embriagado). Mas ele não é um sujeito comum. É uma celebridade.

E, então, entramos no meu assunto favorito dos últimos tempos. A invasão de privacidade. Claro, não sei porque me espanto que alguém tenha filmado o momento da prisão, claro que alguém divulgou isto em um canal que vive de explorar as mazelas dos famosos, claro que todo mundo vai ver e dar palpites. Inclusive eu. Em uma semana em que um paparazzi morre atropelado por tentar uma foto de um suposto Justin Bieber sendo parado pela polícia, ou algo assim ( prestei mais atenção no fato do atropelamento do que no que o paparazzi queria flagrar), não consigo deixar de pensar no assunto. Um monte de gente decepcionada com o ator que porque era um "bom moço" e não deveria ter feito a besteira que fez. 

Eu endosso a decepção, mas sob outro ponto de vista. Ele para mim era um bom moço porque eu nunca antes soubera muita coisa de sua vida pessoal. No fundo, ali, soterrado em um lugar por onde nunca quero caminhar, eu sempre soube que bons moços por completo não existem e que eu deveria saber de menos para não me decepcionar demais. E a besteira por ele cometida é um delito sim, mas, longe de julgá-lo por suas más decisões, ele deveria como toda pessoa que vive de sua imagem pública ter tomado mais cuidado com seus atos. Vive-se hoje um momento inédito onde uma celebridade suspira e vira notícia. Alguns, menos talentosos ou mais egocêntricos, anseiam pelo momento de estamparem as páginas de noticiários jornalísticos, outros incautos, lamentam o excesso de exposição, como eu imagino ser o caso do Thomas Gibson. Aos cinquenta anos, sempre discreto, casado há quase vinte anos, pai de três filhos e aparentemente ( eu disse aparentemente ) dedicado à família e à carreira, imagino que ter um vídeo onde é visto sendo jogado no chão por policiais para ser algemado tenha sido um momento constrangedor, para dizer o mínimo.

Longe de mim julgar alguém de quem eu conheço tão pouco, para não dizer nada além daquilo que me diverte todas as noites de quarta feira, por volta das vinte e três horas, ou seja, sua atividade profissional. Longe de mim, defender ou condenar alguém que foi detido por fazer o que eu me privo de fazer, misturar bebida e direção. 

Sobra apenas a certeza de que sempre precisamos separar o ator do personagem, mas esta pode ser uma tarefa ingrata. Culpa do profissional que não soube preservar sua integridade já que é pessoa pública ou, quem sabe, de uma mídia que transforma estas pessoas em alvo fácil para audiência, alimentando seu público com a desgraça alheia, seja ela justa ou não? Ou ainda, culpa do público, que se serve do alimento oferecido pela mídia, deleitando-se com detalhes sórdidos sobre a vida daqueles que interpretam seus personagens favoritos no cinema ou na tv

Na minha modesta opinião uma mistura de todas estas coisas. Primeiro o ator, se cometeu, não deveria cometer um delito, não porque é pessoa pública, mas porque lei se respeita. Eu gosto de beber socialmente, mas me privo do ato, não porque eu posso ter minha capacidade comprometida, mas porque é lei, e pronto. Lei para mim, não se discute. Se respeita. E se eu posso me privar, ele pode, qualquer um pode. Segundo porque, hoje em dia, todo mundo parece cuidar melhor da vida do outro do que da própria vida. Não fosse esta maldita invasão da privacidade alheia na internet, eu, que jamais desejaria destruir a imagem que tenho de personagens que adoro em um click desavisado soube mais do que  desejaria saber sobre o humano por trás do personagem. Terceiro porque não se consegue escolher o que se deseja saber no mundo globalizado de hoje. Se eu escolho entrar no twitter para saber se há uma review interessante para ler ou uma atualização de um blog que acompanho, em um passar de olhos acabo tendo acesso a mais informação do que gostaria.

Tenho que deixar claro que abomino este tipo de imprensa que sataniza ou endeusa seres humanos com mais facilidade do que eu possa estar digitando este texto agora. Não consigo imaginar uma atriz que não possa bocejar entediada com medo de ser flagrada, um cantor que não possa tomar sol sem ter seu corpo minuciosamente avaliado, uma princesa que tenha que dividir suas crises de enjo com o resto do mundo. Deve ser horrível e ser bem pago pelo seu trabalho não deveria ser desculpa por tal invasão. Óbvio, não me refiro àqueles que, para se auto promoverem, comunicam passo a passo à imprensa, à espera de publicidade gratuita.

De minha parte sei que, por mais isenta que tente ser, vai demorar um bom tempo para que eu veja Thomas Gibson interpretando Aaron Hotchner ou qualquer outro personagem, sem que de imediato me lembre antes do ator e suas peripécias. É ingenuidade de minha part eu sei, querer manter distante assim personagem e seu interprete, mas eu sou ainda da escola antiga. Hoje ninguém parece ligar para isto, no mundo instantâneo em que vivemos, a maioria das pessoas já está no próximo escândalo, na próxima fofoca. Mas para mim, que exerço o sagrado direito de exorcizar meus fantasmas em 48 minutos de pura fantasia a cada episódio de uma série que acompanho ou cada quadro de um longa que assisto isto incomoda de uma forma que não sei explicar nestas linhas.

Me resta tomar mais cuidado com o que leio e rezar para que os homens e mulheres por trás dos heróis e vilões que encantam meu lado lúdico sejam ao menos mais discretos, já que pedir para que a imprensa sensacionalista suma da face da terra seria pedir demais. 

E, tudo bem, já que eu ponho a cara a tapa neste blog, escrevendo tudo o que eu penso, podem me julgar à vontade. Não será, de fato, neste caso, invasão de privacidade, rs, rs...

 


Ah! As Celebridades.........

                                                 ou 

      Todos Os Nossos Ídolos São de Barro, Eu Só Não Queria Que          Começasse A Chover Perto Deles...


Não canso de dizer que quanto mais sabemos sobre um ator ou atriz, menor será a magia de seus personagens. Todos eles são gente como qualquer um, comem, bebem, tossem, engasgam, espirram e metem o dedo no nariz ( ok, parei com a escatologia! ). que eles tem um emprego que vende sonhos. Nem todo mundo tem discernimento para lembrar que o personagem é apenas algo que o ator ou atriz é pago para interpretar, assim como nem todos lembram que a mocinha áspera que te responde no telemarketing de um serviço qualquer é paga para dizer o que a empresa quer, não para necessariamente resolver seus problemas. Ou a recepcionista que sabe que o médico vai atrasar horrores, e a culpa nem é dela, e ainda assim ela vai ouvir impropérios diversos dos pacientes sem poder sequer tirar o sorriso do rosto.

Na maioria das vezes, quando vemos um filme, série, novela e afins, se acreditamos no personagem é porque o ator/atriz fez bem seu trabalho. É neste momento que, na maioria das vezes, o homem ou mulher por trás da máscara deixa de existir. Atores que fazem vilões não raro são vítimas de alguém que os ofende na rua e ficam felizes porque isto é um enorme elogio. Da mesma forma que tendemos a imaginar que a atriz que faz a mocinha não fala palavrões em seu dia a dia, não acorda nunca com a cara amassada pelo travesseiro e jamais tem distúrbios intestinais.

Quando somos envolvidos pelo enredo do que estamos assistindo, imaginamos um mundo onde só existem o Hotch, a JJ, a Penélope, os unsubs, etc...( para usar Criminal Minds - minha série favorita - como exemplo), porque é   para isto   que existem   todas estas   coisas ( filmes,   séries, novelas...), para criarmos, por uma, duas, tres horas, um mundo paralelo, onde existe a justiça, onde existem os mocinhos e os caras maus, onde os caras maus, via de regra são punidos, e, vez ou outra enganam a polícia, só para nos lembrar que na vida real também é assim. A vida é dura demais para não nos deixarmos levar em algum momento, seja pela fantasia de um livro ou de uma novela. Capítulo a capítulo de uma série ou livro, minuto a minuto de um filme ou novela, vamos nos tornando parte daquele mundo retratado em papel ou película, amenizando nossas dores, decepções e infinitas dificuldades do mundo real nos tornando íntimos do heroico mocinho, da mocinha cheia de esperanças, do vilão que tornou-se mal porque o mundo não foi justo com ele. Desejamos de fato conhecer aquele médico simpático e bom sujeito, o advogado que vai lutar pelas causas mais improváveis e irá vencer, a jornalista que irá desmascarar toda a rede de corrupção que envolve a história que acompanhamos vorazes para, de certa forma vingar-nos das mazelas do dia a dia. Uma verdadeira catarse.

Nada disto é errado. Não nos torna alienados, obtusos ou sujeitos sem o pé no chão, desde que saibamos separar alhos de bugalhos. Diversão e realidade. Ao contrário. Sonhar assim é uma saudável forma de repor as energias para a dura batalha diária da vida, onde os advogados, médicos, assassinos, jornalistas, psicopatas, cozinheiros, jogadores de futebol ou funcionários do governo tem rotinas muito diferentes daquelas que adoramos espreitar em nossos filmes e séries.

O que é errado, muito errado, é esquecer-se de que todos estes adoráveis personagens são vividos por atores e atrizes com vida própria, com um dia a dia igual ao nosso ( ok, antes de ser apedrejada, não tão igual ao nosso, porque não ando de Audi nem tenho rendimentos mensais astronômicos) e que são passíveis de erros.

Comecei a escrever isto porque tenho acompanhado meio a contragosto os fatos que envolveram a prisão do ator Thomas Gibson, de quem, muitos que me conhecem, sabem que sou fã. Acompanho seu trabalho em séries e cinema desde a época de Chicago Hope, nos idos de 1995/96 pela Globo, quando nem sonhava em ter um dia acesso fácil à internet ou à tv à cabo. Como com alguns outros poucos atores e atrizes, fui acompanhando sua trajetória, e com o advento da internet, obviamente tive acesso a outros trabalhos e inúmeras informações sobre sua carreira. Uma das coisas que sempre admirei nele, bem como nos outros que também admiro, foi sua discrição na vida pessoal. Eu evito ficar fuçando informações privadas, mas na rede, gostando ou não, acabamos reféns de informações que acabam vindo a reboque.

Quando eu passei a detestar saber a fundo sobre a vida dos atores e atrizes? No dia em que li, há muitos anos atrás, quando eu ainda era uma muito jovem apaixonada por um Mel Gibson delirantemente jovem, bonito e sofrido na pele do Capitão Daniel McCormick e ao som de Billie Holliday, uma reportagem sobre o ator que dizia, entre outras coisas, que ele comia alface com as mãos e que tinha trocado todos os seus dentes, pois os seus haviam apodrecido. Nunca mais pude ver Eternamente Jovem com os mesmos olhos, fossem as informações verdadeiras ou não. O fictício herói adoravelmente romântico e desejável dera lugar ao que era apenas realidade, algo que eu já tinha demais no meu dia a dia ( na época, nem sonharia que anos depois, ele ainda viria a fazer comentários racistas, homofóbicos e ameaçaria sua esposa, todas coisas fofas  de se conhecer sobre alguém que representa algo que admiramos).

Foi neste momento que decidi separar o joio do trigo. Tentar manter-me longe de informação demais. Mas, mesmo tomando cuidado ao ler uma entrevista profissional, com informações sobre futuros trabalhos ou coisa parecida sempre aparece algo pessoal, algo que eu dispensaria saber. Desta forma, disposta a não abandonar as informações profissionais, passei a me conformar com o que vinha junto a despeito do meu desejo e admirar profissionais que conseguiam manter sua vida pessoal distante dos holofotes.

E, desta forma, voltamos a Thomas Gibson. Provavelmente uma das coisas que sempre admirei nele foi o distanciamento da vida profissional da vida pessoal. De manter-se longe de escândalos e fofocas. Raras sempre foram as informações de cunho pessoal.



E então, eu que fujo de saber demais da vida de quem admiro na tela da tv ou do notebook, mesmo sem desejar, acabo sabendo de sua prisão por suspeita de dirigir embriagado. Não procurei por notícia alguma, mas três minutos de rede social foram suficientes para que eu acabasse sabendo mais do que gostaria de saber. Sério, nos primeiros minutos, apesar da contrariedade da notícia, dei risada sozinha. Pipocavam no twitter, no orkut ( meus verdadeiros amigos sabem que detesto o Facebook) mensagens para mim do tipo: "será que a Débora já sabe?"  Recebi inclusive um torpedo da Carol , minha linda mocinha de Vila Velha, pedindo para que eu não ficasse triste demais com a notícia. Achei graça das pessoas se lembrarem de mim imediatamente após tomarem conhecimento do fato.

Depois me aborreci. Primeiro porque sabia que nunca mais veria meus adorados Aaron Hotchner, Greg Montgomery, Dr. Daniel Nyland, Mitch Benson, Reg, Mark Ryan, Renny Ohayon ou Alexander Rotha com os mesmos olhos. Depois, porque sou daquelas mulheres cuja vocação primeira é ser mãe antes de ser diversas outras coisas e pensei em seus filhos, da mesma forma que penso nos filhos de qualquer pessoa que comete um crime, que é acusada justa ou injustamente, filhos que acabam pagando pelos pecados de seus pais. 

Fosse ele um sujeito comum, teria passado pelos trâmites legais e estaria em seguida, sujeito à penalização pelo seu delito ( não quis saber muito a respeito, então sequer sei se provou-se ou não ele estar embriagado). Mas ele não é um sujeito comum. É uma celebridade.

E, então, entramos no meu assunto favorito dos últimos tempos. A invasão de privacidade. Claro, não sei porque me espanto que alguém tenha filmado o momento da prisão, claro que alguém divulgou isto em um canal que vive de explorar as mazelas dos famosos, claro que todo mundo vai ver e dar palpites. Inclusive eu. Em uma semana em que um paparazzi morre atropelado por tentar uma foto de um suposto Justin Bieber sendo parado pela polícia, ou algo assim ( prestei mais atenção no fato do atropelamento do que no que o paparazzi queria flagrar), não consigo deixar de pensar no assunto. Um monte de gente decepcionada com o ator que porque era um "bom moço" e não deveria ter feito a besteira que fez. 

Eu endosso a decepção, mas sob outro ponto de vista. Ele para mim era um bom moço porque eu nunca antes soubera muita coisa de sua vida pessoal. No fundo, ali, soterrado em um lugar por onde nunca quero caminhar, eu sempre soube que bons moços por completo não existem e que eu deveria saber de menos para não me decepcionar demais. E a besteira por ele cometida é um delito sim, mas, longe de julgá-lo por suas más decisões, ele deveria como toda pessoa que vive de sua imagem pública ter tomado mais cuidado com seus atos. Vive-se hoje um momento inédito onde uma celebridade suspira e vira notícia. Alguns, menos talentosos ou mais egocêntricos, anseiam pelo momento de estamparem as páginas de noticiários jornalísticos, outros incautos, lamentam o excesso de exposição, como eu imagino ser o caso do Thomas Gibson. Aos cinquenta anos, sempre discreto, casado há quase vinte anos, pai de três filhos e aparentemente ( eu disse aparentemente ) dedicado à família e à carreira, imagino que ter um vídeo onde é visto sendo jogado no chão por policiais para ser algemado tenha sido um momento constrangedor, para dizer o mínimo.

Longe de mim julgar alguém de quem eu conheço tão pouco, para não dizer nada além daquilo que me diverte todas as noites de quarta feira, por volta das vinte e três horas, ou seja, sua atividade profissional. Longe de mim, defender ou condenar alguém que foi detido por fazer o que eu me privo de fazer, misturar bebida e direção. 

Sobra apenas a certeza de que sempre precisamos separar o ator do personagem, mas esta pode ser uma tarefa ingrata. Culpa do profissional que não soube preservar sua integridade já que é pessoa pública ou, quem sabe, de uma mídia que transforma estas pessoas em alvo fácil para audiência, alimentando seu público com a desgraça alheia, seja ela justa ou não? Ou ainda, culpa do público, que se serve do alimento oferecido pela mídia, deleitando-se com detalhes sórdidos sobre a vida daqueles que interpretam seus personagens favoritos no cinema ou na tv

Na minha modesta opinião uma mistura de todas estas coisas. Primeiro o ator, se cometeu, não deveria cometer um delito, não porque é pessoa pública, mas porque lei se respeita. Eu gosto de beber socialmente, mas me privo do ato, não porque eu posso ter minha capacidade comprometida, mas porque é lei, e pronto. Lei para mim, não se discute. Se respeita. E se eu posso me privar, ele pode, qualquer um pode. Segundo porque, hoje em dia, todo mundo parece cuidar melhor da vida do outro do que da própria vida. Não fosse esta maldita invasão da privacidade alheia na internet, eu, que jamais desejaria destruir a imagem que tenho de personagens que adoro em um click desavisado soube mais do que  desejaria saber sobre o humano por trás do personagem. Terceiro porque não se consegue escolher o que se deseja saber no mundo globalizado de hoje. Se eu escolho entrar no twitter para saber se há uma review interessante para ler ou uma atualização de um blog que acompanho, em um passar de olhos acabo tendo acesso a mais informação do que gostaria.

Tenho que deixar claro que abomino este tipo de imprensa que sataniza ou endeusa seres humanos com mais facilidade do que eu possa estar digitando este texto agora. Não consigo imaginar uma atriz que não possa bocejar entediada com medo de ser flagrada, um cantor que não possa tomar sol sem ter seu corpo minuciosamente avaliado, uma princesa que tenha que dividir suas crises de enjo com o resto do mundo. Deve ser horrível e ser bem pago pelo seu trabalho não deveria ser desculpa por tal invasão. Óbvio, não me refiro àqueles que, para se auto promoverem, comunicam passo a passo à imprensa, à espera de publicidade gratuita.

De minha parte sei que, por mais isenta que tente ser, vai demorar um bom tempo para que eu veja Thomas Gibson interpretando Aaron Hotchner ou qualquer outro personagem, sem que de imediato me lembre antes do ator e suas peripécias. É ingenuidade de minha part eu sei, querer manter distante assim personagem e seu interprete, mas eu sou ainda da escola antiga. Hoje ninguém parece ligar para isto, no mundo instantâneo em que vivemos, a maioria das pessoas já está no próximo escândalo, na próxima fofoca. Mas para mim, que exerço o sagrado direito de exorcizar meus fantasmas em 48 minutos de pura fantasia a cada episódio de uma série que acompanho ou cada quadro de um longa que assisto isto incomoda de uma forma que não sei explicar nestas linhas.

Me resta tomar mais cuidado com o que leio e rezar para que os homens e mulheres por trás dos heróis e vilões que encantam meu lado lúdico sejam ao menos mais discretos, já que pedir para que a imprensa sensacionalista suma da face da terra seria pedir demais. 

E, tudo bem, já que eu ponho a cara a tapa neste blog, escrevendo tudo o que eu penso, podem me julgar à vontade. Não será, de fato, neste caso, invasão de privacidade, rs, rs...

 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Teatro de Fantoches e Outras Estórias...





Meu primeiro teatro de fantoches surgiu há uns vinte e tantos anos atrás, de uma caixa de geladeira cuidadosamente reforçada com fita adesiva e vários metros de juta e feltro costurados a mão para forrá-la. Era uma tentativa ainda que tosca, de incrementar a famosa hora da estória nas festas infantis. Sem muito dinheiro, mas cheia de disposição e ideias férteis na cabeça, metia-me em um espaço de setenta centímetros e passava meia hora abaixada ali dentro, mãos erguidas, manipulando bonecos, contando estórias, criando vozes para personagens de fábulas que encantavam adultos e crianças. Foi, como tudo o que eu criei em festas, um começo bem difícil. Não que as crianças não prestassem atenção quando eu contava as estórias sentada no chão com elas, despida de qualquer recurso extra, mas a ideia de apaixoná-los com os bonecos me cativou. 



Sem falsa modéstia, eu sempre contei estórias muito bem. Tive boa professora. Eram naquelas tardes de temporal em São Paulo, quando os    raios riscavam o   céu para todos os lados, que minha mãe saía-se melhor, contando infinitas vezes sobre os mesmos personagens, com o intuito de distrair, a mim  e a meus irmãos, daquilo que nos trazia medo. Eu gostava tanto das estórias que chegava a esperar ansiosa pela chuva do fim de tarde para ouvi-la novamente. Isto e mais alguns outros fatores ( a biblioteca municipal era meu refúgio para os momentos dramáticos da família ) me levaram a ser uma leitora voraz, um rato de biblioteca, que aos treze anos já havia lido de Graciliano Ramos à Madame Bovary, de Angélica de Madame Dupré ao Sherlock de Arthur Conan Doyle.

No entanto, nem todo leitor contumaz é um bom contador de estórias. Mas, então, eu virei mãe. E passei a dividir com meu filho o prazer de, inicialmente contar estórias e, mais tarde, ler livros com ele. Foram raras as noites em que eu não contasse ao menos, palavras dele, uma estória rapidinha. Naqueles dias em que eu estava caindo de cansada, com sono, louca por uma cama, uma estória rapidinha era a solução. Mas, não raro, o sono ia embora quando me empolgava, eu em contar, ele em ouvir, mais uma estória maluca que misturava personagens de ficção ou vida real.

Por isto, fazer o teatro de fantoches era um prazer. Tinha uma fábula, a do Ratinho e o Leão de La Fontaine, cujas palavras e vozes dos personagens quase saíam sozinhos da minha boca, tantas vezes que contei.


E, com o tempo, a caixa velha de papelão deu lugar a uma estrutura com canos de plástico e diversos encaixes, tecidos mais sofisticados e personagens maiores e mais bem elaborados. E eu continuava feliz em me espremer por quarenta, cinquenta minutos em um espaço pequeno e apertado, para brincar de contar estórias com as crianças da festa. Era quase um milagre eu me divertir tanto e ainda ser paga por isto. Vieram o microfone, a caixa de som, uma música para o fundo musical e aquelas horas eram, até bem pouco tempo, as melhores da festa.



Mas o tempo passou. Em um dia, durante uma estória, uma criança com não mais que cinco anos de idade  me perguntou porque a menina sozinha na floresta não usava o celular para chamar um táxi e outro sugeriu em outro dia que o leão não tivesse medo de dar ( sic) " umas porradas no ratinho para ele aprender". Não demorou muito tempo desde então, para que meu teatro tivesse que disputar espaço com outras coisas mais high tech, e, para adequar-me e não perder mercado rendi-me ao desfile de modas com direito a maquiagem e camarim, orientando minhas recreadoras a tentarem não maquiar as meninas como se fossem mini adultas. Hoje, nos cabides à disposição das convidadas, muita coisa com brilho, muito rosa choque, inúmeros boás de penas coloridas, chapéus e colares cheios de contas. Todas querem ser Gisele ou algo assim, então eu coloco "Tô Nem Aí" com a Luka cantando a plenos pulmões e elas adentram no tapete vermelho ( a Denilda jura que aquela passarela que eu estendo no chão é cereja ) consagrando este o melhor momento da festa, junto com os brigadeiros e as lembrancinhas, desbancando de vez meu velho e bom teatro. 



Quanto aos meninos, quando eles não estão se estapeando com bexigas de canudo em forma de espada, a recreadora tenta diverti-los com um jogo de futebol, até que o desfile acabe e eles possam todos juntos, voltar ao bom e velho Vivo ou Morto, brincadeira antiga, mas que ainda cativa as crianças de hoje em dia.




Às vezes sinto vontade de voltar com o teatro nas festas de salão, mas basta pensar que, em meio às crianças pequenas e atentas surgirá um pai que bebeu demais e irá avacalhar em alto e bom som com meu texto ( como já aconteceu mais de uma vez - os pais de hoje exageram na bebida em festas infantis de forma vergonhosa!) ou um moleque maior cuja missão será derrubar a estrutura do teatro no chão, só para provar aos pequenos que ele tinha razão e era uma "tia" falando lá dentro, que eu desconsidero a idéia. Nunca fui  uma profissional de teatro, apenas alguém que gosta de divertir crianças com  estórias e, se elas preferem se divertir de outra forma, tudo bem, eu preciso me adequar ou serei soterrada pelas outras inúmeras casas de festas que estão surgindo por aí.



Continuo fazendo o teatrinho nas festas em escolas, onde tenho um controle maior sobre quem assiste e conto com a ajuda das professoras para organizar a bagunça. Mas não demora a chegar o tempo em que o teatrinho será vencido pelo camarim e outras atividades mesmo nas escolas. Já tenho mães me perguntando se posso encaixar as duas coisas na festa e, se não, se posso fazer o desfile ao invés do teatro.



Pode ser que eu acabe deixando de fazer o teatro, mas uma coisa é certa. Em minhas festas ainda se toca para crianças, música de criança. O dia que eu tiver que tirar as melodias infantis para colocar funk, axé, pagode ou sei lá mais o quê para eles se divertirem, será o dia em que estarei pedindo minha aposentadoria. Já me indispus com cliente que tirou meu cd do aparelho para colocar uma pérola chamada funk do caveirão. Sem comentários. Minha única exceção fica por conta do momento do desfile, porque também seria sem noção fazê-las desfilar ao som do Pai Francisco. Aí até rola a tal da Luka - que as meninas amam, o Skank ou o Jota Quest. Mas só.



Quanto às estórias, me restam meus sobrinhos. A mais nova outro dia também me disse que o menino perdido devia usar um celular sempre que sai de casa. Sinais dos tempos. Um dia, talvez, eu tenha netos. E, talvez, para eles eu também possa contar estórias, sair rugindo como um leão zangado ou engrossando a voz para parecer um pirata conquistando os mares. Ou fazendo a voz enfraquecida e triste da Dona Baratinha que padece com a viuvez do Sr. João Ratão.



Enquanto isto, vou escrevendo......

Criminal Minds - 8x11 - Perrenials - Meus Comentários

 POR PARTES, FEITO O ESQUARTEJADOR, EEHEHE!


Sobre este episódio, demorei demais a assistir, por conta de estar longe da internet, mas gostei com ressalvas. O interessante nesta temporada é que eles  voltaram a valorizar as  tais "mentes criminosas - leia-se doentias" explorando detalhes escatológicos e nada sutis para mortes mais impactantes ainda ( vide matar uma quase carmelita) ou, quase matar uma criança. A grande sacada da série, no meu modesto ponto de vista , não é adivinhar o assassino através de pistas, mas entender suas motivações. Para adivinhar assassinos temos vários CSI's, NCIS, Castle, Bones, Mentalist e uma variação sem fim de shows ( nada contra nenhum deles, assisto vários, cada um por um motivo). A motivação de CM é exatamente entender o que leva um sujeito a cometer um determinado crime , e, nisto, eles se superam a cada dia, dando-nos casos dos mais diferentes possíveis. Acho que eles encontraram um equilíbrio entre o pessoal ( neste epi p exemplo, a Penélope  preocupada com os ferimentos do Morgan) e os casos.


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Torço por um seriador doido feito o cara do The Fisher King, e minha modesta aposta continua sendo a do professor de fotografia da sexta temporada, aquele que saiu impune, enquanto o "parceiro " pagava o pato tomando um balaço na testa debaixo d'agua, cortesia do meu querido Hotch mergulhador. Torço para que eles explorem lentamente este seriador, capítulo a capítulo, sem pressa alguma. Hoje em dia, quando pego o jornal, me pego tentando entender o porque de um crime brutal, e, gostanto ou não, me lembro de Criminal Minds. Espero que o assunto seja muito bem explorado.

Lamento ter que admitir, mas na minha humilde opinião, o ator q fez o unsub deixou um pouco a desejar. Esperava dele mais dramaticidade, mais traquejo, e que me fosse um pouco mais convincente.

O episódio pecou pelo excesso de informações mal resolvidas, um tema como a crença na reencarnação como motivação merecia ser melhor explorado, mesmo que do ponto de vista do unsub. Anyway, a direção preferiu chocar com imagens escatológicas ( os vermes e tal ) na expectativa de que questões mais profundas se perdessem pelo caminho. Deve ter funcionado para quem viu como passatempo. Eu, no entanto, sempre espero de CM um algo a mais e, desta vez, não recebi. Foi um bom episódio. E só.


Que venha o próximo. Aliás, expectativas a mil pela direção do Thomas, só o conheço dirigindo comédias, então, para mim, tudo também é novidade!



No aguardo.....



Até mais!


Criminal Minds - 8x09 - Magnificent Light - Meus Comentários


Outro ótimo episódio de CM. No princípio achei que eles iam explorar a coisa da auto ajuda de uma forma negativa, mas eles não depreciaram a técnica ( da auto ajuda). A necessidade das pessoas hoje de terem seus 15 minutos de fama ( para o unsub isso ia bem além de 15 minutos), aliado à alteração cerebral, que o levavam a crer que poderia ser um salvador do mundo foi interessante o suficiente para manter-me atenta ao episódio. Já havia visto este ator ( que faz o unsub) em outras séries e ele já meio que tem cara de doido. Fiquei curiosa para saber mais sobre a sinestesia.




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A iniciativa do palestrante em fazer-se passar como compreensivo e ativo junto ao unsub me lembrou aquela mãe no episódio do adolescente que matava para se vingar da mãe que não o amava. Pessoas com sangue frio e equilíbrio suficientes para tentar manipular o unsub e assim, tentar uma chance de escapar ( no caso da mãe ela tirou o cara da casa para salvar os filhos).

A fotografia colaborou e muito para o episódio tornar-se ainda melhor e gostei do fato deles irem chegando ao ponto aos poucos, gosto quando eles erram até chegar à conclusão definitiva.






Eu gosto demais da Garcia, mas às vezes ela me irrita. Eu entendo que eles precisavam chegar no ponto do Morgan na festa ( bem como colocá-lo num smoking e num carro super/hiper fantástico - não sei nem que carro é aquele, mas quem entende de carro deve ter achado o máximo - para alegrar  parte da ala feminina), mas ela às vezes força a barra até ser inconveniente.

Tive a impressão que o cara pegou a taça para aproveitar digital do Morgan ou eventualmente da Garcia ( só vi uma vez, não tive certeza absoluta de quem era a taça). Eu posso estar muito enganada, mas a foto do cara sem perna não me pareceu ser de nenhuma das vítimas do caso The God Complex, do enfermeiro que queria implantar a perna na mulher. Tenho que ver de novo, a princípio ele estaria acompanhando os casos da equipe de perto, mas não me lembro de uma vítima homem tão jovem ( o jovem que eu me lembre era negro.) Mas que o cara vai infernizar, ah, isso vai!

Que venha o próximo!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Criminal Minds - 8x08 - The Wheels On The Bus - Meus Comentários


Foi mais um ótimo episódio. Retrata basicamente a desumanização das últimas gerações, a coisa de tratar o ser humano como coisa, não como gente. Não quer dizer, obviamente, que todo mundo que joga estes jogos se torne um assassino frio e desumano ( meu filho não só joga como cria jogos), por isto, apenas por isto, achei que eles poderiam ter aprofundado um pouquinho mais a personalidade dos dois irmãos. Foi, na minha opinião, o único pecado do episódio. Um jogo, como uma série, um livro, uma novela ou um jogo de futebol,  funciona como uma catarse. Guardadas as proporções, é como dizer que você ama um personagem de série, mesmo sendo bem casado. O jogo é um instrumento como outro qualquer para se descarregar a adrenalina e não arrumar uma briga no trânsito, por exemplo. Mas, não se pode negar que há hoje uma tendência de enorme despersonalização, de não ligar para a dor do próximo, de passar por uma criança na rua pedindo esmola e não se chocar ( nunca vou aceitar isto, mas entendo o processo). É assustador, mas incrivelmente real. E isto o episódio foi primoroso em demonstrar.


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O episódio foi de arrepiar e cumpriu sua missão de manter -nos grudados na poltrona. E ninguém que torceu pela moça ou pelo rapaz precisa se preocupar.  Era uma questão de sobrevivência.  O objetivo era se crer que não havia saída para um ou outro.

Para quem pensou em resmungar sobre o Rossi conhecer tanto sobre jogos, basta lembrar que era ele jogando com a Seaver na sexta temporada. E, claro, aos jovens resta a resignação de que nós, já de meia idade, também nos interessamos por jogos, mesmo que isto pareça ser apenas coisas para os descolados abaixo dos trinta.

A fotografia foi interessante e precisa no quesito suspense, já que o ponto de vista do episódio foi, muitas vezes o ponto de vista dos jogadores. Fica aí um elogio à  iluminação, apropriada para manter a fotografia interessante. A edição também foi fundamental, pelos mesmos motivos. Eu quase não jogo mas, acompanho quem joga e observo os gráficos e posso dizer que em certos momentos, a ação parecia estar mesmo sendo conduzida através de um jogo.



Tudo isto são detalhes técnicos, visto que o que choca mesmo no episódio é a desumanização dos personagens. O  comentário final do irmão sendo preso é de dar arrepios. Nada muito diferente do jovem que passa por uma criança pedinte na rua e consegue seguir em frente sem sentir nada a respeito ( dar ou não esmola é uma outra discussão, o questionamento fica por conta de se incomodar ou não com a situação).
 Quanto à Garcia e Rossi, eles são ícones de suas gerações. A Garcia ter tres telefones é o retrato da geração atual que morre se faltar luz ou conexão com a internet, totalmente dependente destes instrumentos, uma geração subjulgada pela necessidade de ser onipresente, de estar em todo lugar e nenhum lugar ao mesmo tempo.  O Rossi, bem o Rossi é a minha geração, resolve os problemas com uma boa taça de vinho ( odeio whisky), uma boa música ( Tony Bennett - o Rossi aprovaria - ou Vinícius, e umas horinhas em silêncio. Bem retratado. Desnecessário dizer que aprecio mais a minha geração do que a da Garcia, anyway...

Ótimo episódio de uma ótima temporada. Que venha o próximo.

Bjos!