quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FIC - PEDRAS NO CAMINHO - CAPÍTULO 1




Pessoal, esta foi a minha primeira FIC de Criminal Minds, espero que gostem! É minha forma de sofrer pelo Hotch, sempre!!!! Gosto de personagens que sofrem e ele me veio a calhar. Ok, admito, tenho uma paixonite por ele, ehehehe! Tenho várias Fics escritas, mas poucas divulgadas. Talvez tenha chegado o tempo de parar de esconder meus textos! Ela se inicia no final de Hopelless ( 05x04 ) , portanto conterá  SPOILERS!  Não chega a ser exatamente uma NC-17, mas contém linguagem adulta. Se não gosta ou não tem idade para isto, não leia! É uma FIC inserida no contexto da série, não tem caso próprio, nem unsub independente ( estas deixarei para postar mais para frente!).  É uma FIC de dez capítulos e foi escrita em 2009 - por sinal, ganhou como melhor FIC da comu H/P no ano ( que na época me rendeu uma homenagem feita pelo Márcio, uma montagem do Hotch me cumprimentando, quer prêmio melhor que este? ahahahaha!).


Brincadeiras à parte, há muito eu vinha escrevendo e engavetando, ou mostrando o que escrevo para poucos. Espero que minhas estórias, para fãs ou não fãs de Criminal Minds, tragam algumas horas de prazer, devaneio e diversão. O interessante é que você, leitor, conheça a estória original, mas acho que, mesmo sem conhecer, se houver curiosidade, da forma como foi concebida a FIC não deixará você totalmente na mão. Ela foi escrita também pensando em quem ainda não acompanha a série. Porque, convenhamos, se você ainda não não foi fisgado por Criminal Minds, será depois de começar a ler meus textos! Nestas estórias sem unsub próprio, eu procuro preencher as brechas deixadas pelos roteiristas e dar continuidade a aquilo que deveria ter sido apresentado no episódio, segundo meu ponto de vista.


Um eventual relacionamento entre Aaron Hotchner e Emily Prentiss nas Fics que escrevo nasceu na verdade na necessidade de criar algum romance no texto e Emily me pareceu ser a personagem mais adequada à necessidade literária. Não sou uma shipper fanática H/P, embora acredite no potencial de um relacionamento pautado nos dois personagens. Deixo claro que, na série, não há e não creio que possa existir relacionamento entre os dois personagens, no entanto, para fins literários, o relacionamento dos dois me serve enormemente.

Espero que vocês se  divirtam lendo como eu me diverti escrevendo. Se possível, deixe sua opinião sobre o meu texto. Ele será muito útil para os próximos trabalhos, sempre!

Para manter a tradição, deixarei sempre, no início de cada capítulo, uma frase e o nome de seu autor, como referência à singularidade da série. Obviamente, uma frase que, como tradicionalmente acontece no série original, pontua e classifica cada episódio.

Enjoy!!




PEDRAS NO CAMINHO  -  1


 

"PEDRAS NO CAMINHO?
GUARDO TODAS, UM DIA, COM ELAS,  VOU CONSTRUIR UM CASTELO... "


Fernando Pessoa





Deus, como ele se sentia cansado! De tudo. De todas as coisas ruins que via diariamente. Da miséria humana. De como o ser humano se degradava sem perceber, de como retrocedia. Estava muito cansado de tudo. Das restrições que a vida lhe havia imposto por conta do confronto com um ser tão desprezível e cruel como George Foyet. Estava cansado de abrir mão de uma vida, uma vida com seu filho, com a mulher que amou desesperadamente um dia, de uma vida normal. Então procurava se lembrar do porquê de suas opções e não conseguia. Já não lembrava porque caçar monstros um dia lhe trouxe prazer e recompensa. Queria sorrir de novo. Queria ser o cara que venceu a timidez e um dia se vestiu de pirata pelo amor de uma mulher, o pai que ensinaria seu filho a andar de bicicleta e rebateria uma boa bola, o cara que sairia para beber umas e outras com seu irmão por aí. Queria ter motivos para sorrir, mas já não podia se lembrar deles, pareciam parte de um passado distante.

Sorveu mais um gole da bebida forte e percebeu ao fundo algum comentário de Rossi para Prentiss. Resmungou alguma coisa que para eles deve ter sido convincente, pois a conversa entre eles continuou. Ir para seu escritório beber para relaxar após tanta barbárie pareceu a coisa certa a fazer naquele momento e ninguém contestou quando ele os chamou. Queria companhia. Queria sons que não fossem o do massacre de horas atrás. Seus amigos também pareciam precisar de companhia, embora parecessem melhor do que ele. 


Mas as vozes de seus colegas foram ficando distantes. Outro gole e buscou no seu mais profundo íntimo o porquê de abrir mão de uma vida para perseguir caras que matavam porque era divertido, porque não tinham nada melhor pra fazer. A vida parecia não fazer mais sentido nenhum. Por uma triste ironia todas as pessoas que mais amava estariam melhor sem ele. Seu filho voltaria a ter uma vida normal e até Haley, por quem nutria muita mágoa por ter ido embora sem sequer tentar de novo, mas que respeitava profundamente porque havia sido uma ótima mãe e tinha, ele sabia, segurado muitas barras sozinha enquanto ele estava pelo mundo, fazendo seu trabalho. Seu time, claro, seus meninos. Últimamente ele já não tinha certeza se seria um bom tutor para seus meninos, um bom chefe. Sua cabeça estava confusa e às vezes, nem sempre, mas às vezes, ele fazia coisas que recriminaria em seus subordinados. Talvez estivessem melhor sem ele. Seria mais fácil e mais coerente se estivessem sob o comando de olhos frescos, alguém cujos reflexos estivessem mais apurados. Mas doía. Doía porque houve um momento em sua vida em que ele já havia tido estes olhos frescos e seus reflexos sempre foram pra lá de apurados. Era o cansaço. 

Olhou para Emily e Rossi. Eles pareciam ter encontrado um assunto interessante pois o papo parecia animado. Emily comentou algo que pareceu ser sobre sapatos, como deveriam ser confortáveis para trabalhar e Hotch lembrou-se das centenas de pares de sapatos achados na fazenda dos porcos, tempos atrás. Fez força para afastar a lembrança e se concentrar no que seus amigos discutiam, mas a bebida e o cansaço venciam sua concentração. Percebeu vagamente que a conversa estava ficando barulhenta e isso era melhor que o silêncio de seu apartamento. 

- Hotch! Hotch! O que você acha? -  Rossi parecia ser uma voz a quilômetros de distância.
- O quê?
- Hotch, onde você está rapaz, esteve concordando comigo até agora, não me abandone assim, ela vai acabar comigo!


Hotch não se lembrava de ter concordado com nada, nem lembrava de ter ouvido qualquer palavra sobre o que conversavam, exceto algo sobre sapatos.


- Concordo, claro que concordo!
- Concorda nada, você nunca concordaria com isso! Rossi é um porco chauvinista, mas você é um sujeito decente! Emily riu ruidosamente.


A risada de Emily entrou em seus ouvidos como música. Rossi encheu o copo dos três mais uma vez. Eles precisavam deste alívio e de muitas bobagens ditas para aliviar o dia terrível que tinha sido aquele.


- Você não acha realmente que por ser uma mulher que carrega uma arma e sabe socar um canalha que eu tenho que me vestir de forma mais feminina para me lembrar que sou uma mulher, acha?


Hotch sabia que tinha caído numa armadilha. Não estava acompanhando a conversa, seus pensamentos estavam a milhas dali, mas sabia que sua resposta seria mortal e o colocaria em maus lençóis, qualquer que fosse a resposta.


- Ora Hotch, vamos lá, seja sincero. Você acha que preciso de salto agulha para me sentir feminina ?

- Eu, ah, eu....
- Não foi o que eu disse - se apressou Rossi - não ponha palavras na minha boca. Eu disse que empunhar uma arma não combina com uma mulher que usa lingerie de renda ou faz um bom jantar romântico, mas, pode excitar um homem. Rossi parecia decidido a exorcizar os fantasmas daquele dia provocando Emily. E, a princípio, estava conseguindo.
- Você é um canalha machista. Uma mulher pode dar uma boa surra em um homem e vestir um Dolce & Gabbana à noite sem crises de consciência. E, cozinhar para um homem, se isso bem lhe convir.


Hotch tentava entender como a conversa havia chegado naquele ponto. A exaustão, a bebida e a necessidade de extravasar pareciam ter chegado ao ápice, trazendo à baila um assunto muito mais íntimo do que os naturalmente abordados pelos agentes, a provocação era quase uma luta entre seus amigos. Olhando de fora parecia que estavam os dois prontos para se atracar. Ou para fazer sexo. 

Aquele pensamento incomodou Hotch tremendamente. David era seu melhor amigo e Prentiss sua subordinada e esses pensamentos lhe pareciam bizarros demais, especialmente neste dia. Ele sabia que precisava ir para casa, mas não tinha condições de dirigir. Tinha bebido mais do que de costume. E estava dentro de seu escritório. Não demoraria para alguém perceber que ele estava um passo além dos limites aceitáveis de uma dose para relaxar.


- Emily, não ligue para o que ele diz, você é uma mulher adorável e tenho certeza que sabe bem disto, não precisa que ninguém lhe diga. E se nosso amigo aqui conhecesse bem as mulheres não teria se casado três vezes, nem estaria dormindo sozinho esta noite, não acha?

- Ora, muito obrigada pela solidariedade masculina. Deveria ter pedido ajuda ao Morgan, ele entenderia o que quero dizer.
- Não resmungue Rossi, a vida é mais cruel do que perder uma discussão para uma mulher como a Prentiss. 

Emily riu novamente e lhe dirigiu um sorriso carinhoso.


- Nossa, você está péssimo!
- Vou pedir um táxi. Amanhã pego meu carro. Estou muito cansado para dirigir. Apaguem a luz ao sair. Preciso descansar.
- Espere. Eu te levo. Tenho que ir mesmo e bebi muito menos do que você! Não me custa nada deixá-lo em casa. É meu caminho.
- Não, está tudo bem. Eu chamo um táxi.
- Hotch, deixe a Emily te dar uma carona, afinal ela tem uma arma e você não vai querer discutir com ela, não é?  -  Rossi não perdeu a chance de se vingar. 

Ele estava cansado demais para discutir ou recusar. Pegou sua pasta, jogou alguns papéis dentro dela, tendo a certeza de que eles seriam inúteis e voltariam intactos para sua mesa no dia seguinte. Paciência. Depois de um dia como aquele era o que dava para fazer. 

Despediu-se informalmente de Rossi que voltou à sua sala, provavelmente para também pegar seus pertences e foi lentamente caminhando atrás de Prentiss sem dizer uma  única palavra. Olhou-a por trás enquanto caminhava por entre as mesas do Bureau e pensou que embora cansada e arrasada pelo dia que tivera ela ainda mantinha o vigor e a altivez, como se o dia difícil que tivera fosse só um detalhe. Ela era uma mulher excepcional e o homem que a conquistasse seria um sujeito de muita sorte.

Ele foi tirado de seus pensamentos pelo ruído do destravamento das portas do carro de Emily, já no estacionamento.


- Será que o Reid vai usar aquelas muletas por muito tempo? Emily quis puxar conversa.
- Não sei. Parece que serão mais umas seis semanas.
- Foi mesmo uma sorte a bala ter atravessado sem pegar nenhuma área vital.
-Tem razão. 


Enquanto Emily comentava sobre os efeitos da fisioterapia na recuperação de Reid, Hotch se entregava aos seus pensamentos. Queria saber porque aquela mulher linda, que teve uma criação esmerada, todas as oportunidades em sua vida, tinha escolhido caçar monstros como ele. Não era uma vida fácil, nem glamourosa, tão pouco tão bem remunerada assim. No entanto, era provável que ela também tivesse seus fantasmas para exorcizar, e ele lamentava por isso. Naquele momento não desejava que ninguém tivesse que sentir o que estava sentindo, aquele vazio típico de quem se perdeu e não sabe como se encontrar novamente. Muito menos uma mulher como Emily.


Ele demorou um pouco para perceber que ela se calara. Ficou claro que ela notou que ele não havia ouvido uma única palavra do que tinha sido dito até então. E lamentou. Não sabia bem o assunto, mas o som de sua voz ao longe lhe havia feito bem e ele queria mais. Sabia que estava sendo egoísta, pois não havia sido educado o suficiente para lhe retribuir a atenção, mas não estava nos seus melhores dias. 

O carro parou em frente ao seu edifício. Houve um silêncio meio constrangedor de segundos até que ela disparou:

- É melhor eu subir com você? Quero ter certeza de que você ficará bem.
- Não. Eu estou bem. Obrigado por me trazer até aqui. Com uma boa noite de sono amanhã estarei recuperado.
- Tem certeza?
- Sim, claro. Vou ficar bem. Obrigado por tudo. Ah, Emily, não preocupe seus colegas, eu vou ficar bem. Mesmo.
- Claro, jamais comentaria nada. Mesmo.
- Boa noite.
- Boa noite. Descanse. 


Hotch sabia que não teria uma boa noite. Não tinha uma boa noite desde que acordara naquele leito de hospital. Tinha pesadelos horríveis, acordava procurando por Jack e levava minutos até perceber que não estava em sua antiga casa e que Jack não estaria em seu antigo quarto. As cicatrizes ainda doíam e ele não queria tomar medicações que pudessem lhe tirar a clareza de pensamento. Abriu a porta, acendeu a luz, jogou sua maleta no sofá e desarmou o alarme. Enfiou-se no chuveiro e a água morna no corpo lhe pareceu um presente há muito desejado. Entregou-se àquele prazer sem pressa, procurando afastar os maus pensamentos e pensou em seu filho. Lembrar dele sempre era reconfortante. E voltou a se perguntar se um dia voltaria a vê-lo. Se voltaria a abraçá-lo. E num instante seus pensamentos reconfortantes se tornaram um novo pesadelo. Desligou o chuveiro, vestiu roupas confortáveis e jogou-se na cama, tentando não pensar em nada, apenas dormir. Com tantos pensamentos ruins em sua mente, sabia que precisaria focar em algo bom para relaxar e conseguir pegar no sono. Sorriu com a lembrança de infância de contar carneirinhos. Era só o que lhe faltava. Então, lhe veio à mente a risada de Emily, aquela que lhe parecera música, por alguns instantes, no escritório e se surpreendeu. Era um bom pensamento. Foi o seu último naquela noite. Ele adormeceu ouvindo música para seus ouvidos.


 O som da voz de Emily.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

I HAD TO BE YOU, DICK FARNEY E CHICO, DEVO TANTO A VOCÊS........

 

 


As coisas na minha época eram muito diferentes das coisas de hoje em dia. Tudo parecia ter uma certa magia, tudo era difícil, era um trabalho de Hércules.

 

 

 Eu nunca me senti muito inserida em uma única época. Minha adolescência bateu de frente com a era das discotecas, dos Bee Gees, de Donna Summer, de Glória Gaynor, das Frenéticas e seu inesquecível Dancing Days, do ABBA. E eu amava isto. Amava. Curti os anos de discoteca como se não houvesse amanhã. Com direito a collant preto de alcinha fina, saia com babados de renda preta, meias de lurex colorida e sandália branca de saltos indecentemente altos( que normalmente eu calçava já dentro do táxi -  ahhhhh, meus pais lendo isto....). E uma boa e fiel permanente nos longos cabelos presos apenas com fivelas coloridas que me permitia sentir-me a própria Diana Ross. 

 

 

Primeiro, bem antes disto, vieram as festinhas de aniversário nas garagens escuras contempladas apenas com celofane colorido nas poucas lâmpadas e com sorte, entre amigos com mais grana, o famoso globo de vidro que brilhava loucamente pendurado no teto. Havia ponche e cuba libre. No primeiro destes que me lembro, eu fui com um vestido vermelho e branco com anquinhas, na casa de uma amiga chamada Margarida, com um jardim maravilhoso, Barry Manillow cantando Mandy em alto e bom som e foi a primeira vez que experimentei um ponche. Tinha uns 15 anos e dancei muito para não me lembrar que o menino por quem eu estava "apaixonada" naquela semana estava flertando com uma amiga minha. Acho que era Wagner o nome dele. 

 

 

Quando tive idade para frequentar a Soutreen ( cortesia do Chico, um colega de trabalho que me apresentou a boate famosa na época em São Paulo, na região da Cidade Jardim), criei um repertório complexo de estórias para convencer meu pai de que estava estudando na casa de alguma amiga. Não, eu não estava fazendo nada de errado. Não usava drogas, não transava, não enchia a cara, não fazia nada que não permitiria que hoje meu filho fizesse. Apenas me acabava de dançar. Até não conseguir ficar em pé. Tinha 18, 19, 20 anos, estudava e trabalhava. Gastava meu próprio e pouco dinheiro e não prejudicava ninguém. Apenas me divertia dançando, acompanhada ou não. Na maioria das vezes, saía da boate no melhor horário ( como em todas as festas que ía), pois não podia comprar briga com meu pai, sob o risco de não convencer com outra desculpa na próxima semana. Era esse o esquema familiar. Obedecer ou obedecer. E, claro, aprender a driblar as dificuldades foi uma benção para sobreviver e ainda aproveitar um pouco a minha adolescência, ehehe! Virei especialista em trocar de roupa em locais estranhos e a me maquiar no táxi. Hoje dou risada disto  tudo, mas na época era um sufoco!

 

 Só que a sandália era branca...mas a meia era igualzinha!

 

 

Passava a noite inteira com um Campary na mesa, sempre com uma amiga ou duas, que era o que o meu mísero salário de estagiária na época permitia. Com o correr das horas era apenas um misto de gelo vermelho derretido à espera de um arremate. Não podia haver segundo round. Tinha que sobrar grana para o táxi que me levaria de volta para casa. Mas, para papai, tudo era errado. Dançar era errado. Chegar tarde era errado. Divertir-se era errado. Então, dentro de minhas possibilidades e com a saudável ajuda de algumas aulas noturnas desnescessárias na faculdade criei alguns artifícios para que pudesse apenas dançar sem ser posta de castigo ( sim, demorou para eu bater de frente com ele e me impor).  Às  vezes, podia contar com a cumplicidade da minha mãe. Outras vezes, com medo de metê-la em confusão, arranjava-me sozinha. 

 

 

Também haviam as férias em São Vicente ( ou apenas fins de semana, depois que comecei a estagiar) com os bailinhos de final de tarde onde um casal muito animado ( não consigo me lembrar agora o nome de nenhum dos dois) arrastava os móveis da sala para que a turma do Mário, da Mirella, do Dagoberto, da Sonia, da Sandra, do Hector e cia pudessem dançar ao som dos Carpenters. E, como era à tarde, eu não perdia a oportunidade de gastar o sinteko do apartamento do bom e velho Edifício Caravelas, onde eu tive ótimos dias, apesar das turbulências com meu pai sempre na minha cola.

 

Certamente minhas melhores lembranças de férias



 

Este, como outros do papai, eu guardo em vinil até hoje...

 


Mamãe gostava de ouvir Bossa Nova, papai era fã dos Cariocas, da Jovem Guarda e de Roberto Carlos. Havia ainda a influência marcante de meu avô materno, alucinado pelo tango de Gardel. E, no penúltimo ano de colegial, descobri, através dos discos do pai de uma boa amiga ( Célia, que morava na esquina do Juventus) o bom e velho Frank e o incomparável Chico. Devo admitir que quando ouvi  pela primeira vez I Had To Be You com meu parco e inconsistente inglês de segundo anista, prostei-me. My Funny Valentine me arrebatou de vez e ainda tinha What's New entre outras pérolas. Foi desta amiga também que peguei emprestado Meus Caros Amigos e, graças à Célia ( e ao pai da Célia, claro), Chico também virou paixão instantânea e eterna.  E, claro, um grande amigo chamado Javert me apresentou aos Beatles e isto foi inesquecível.

 

Meu primeiro Dorsey/ Sinatra foi este, mas em fita cassete, depois comprei em CD

 

Talvez por isto minha história musical seja tão eclética. Eu tenho uma memória musical invejável. Vários estilos disparam em mim sensações únicas. No meu carro o som vai de Emílio Santiago (a melhor voz desde sempre em minha humilde opinião) à Tony Bennett ou Plácido Domingo ( aqueles que bem me conhecem - neste caso, em especial , minha mãe, sabem que eu gostaria de ser lembrada por UNO e, profana heresia ao "Seu Antonio", meu adorado avô, não na voz de Gardel e sim na na voz do bom e velho Plácido), de A Will Survive à Coldplay, de El Dia Em Que Quieras à Samba de Verão ou.... 

 Minha Namorada

 

   

 

Aqui, a melhor versão de Uno que já ouvi ( perdão vovô!) Este meu CD tem um furo nesta faixa!

 

Chico. Ah! O bom e velho Chico. A Noiva da Cidade, João e Maria, Meu Caro Amigo, Modinha.... "e o dia amanheceu em paz....." Meu amigo Chico das horas boas e dos piores momentos. O Chico de  quando um namoradinho me gravou Morena Dos Olhos d'Agua em uma fita cassete e eu nem lembrei-me que não tinha olhos verdes. Ou azuis. Só achei naquele instante que ouvi, que fosse a Morena que o Chico cantava. Não há como descrever as artimanhas para gravar seus discos emprestados das amigas mais abastadas, no velho aparelho disposto pomposamente embaixo dos degraus do velho sobrado , usado, oficialmente, apenas sob a tutela do sr. meu pai. Frank e Chico eram assassinados, aos  poucos. Eu ligava o toca discos da família ( um móvel imenso, cujo tamanho, se correspondesse ao som, equivaleria a uma orquestra....) junto ao gravador manual  próximo à caixa de som e  rezava  para que não houvessem ruídos, não tocassem a campaínha, não passasse nenhum carro na rua. Era assim que se gravava na minha época quando não se tinha grana sobrando para "luxos" como discos ou fitas originais. Era assim que se ouvia de joelhos Blue Velvet, My Funny Valentine ou Gota d'Agua. Gravador colado na caixa de som da vitrola. E, às vezes, no meio, um cachorro latindo ou a mãe chamando para almoçar.... Sem contar o medo do papai descobrir que "alguém" tinha usado a vitrola sem ele estar junto. É, papai era assim mesmo...

 

  Foi com este disco do pai da Célia que conheci e me apaixonei por este grande cara....


 

E de empreitada em empreitada me apaixonei pela música, de boa qualidade, of course, todo dia mais um pouco. De Queen à Phil Collins, amei Cordilheiras, na voz de Simone (infenizei a vida de outro colega de escola, o Carlos Eduardo para gravar isto em fita para mim), me emocionei com Travessia na voz de Milton, com Andanças, vibrei com Simonal, com um Mustang Cor de Sangue, me apaixonei por tudo de Noel, de Cartola, de Maysa. Qualquer coisa com Sammy Davis Jr, com Johnny Mathis, sonhei com I Had To Be You. Curti cada instante de shows fantásticos como os de Lulu Santos, Rita Lee, Ivan Lins, MPB4, Barão Vermelho,Emílio Santiago, Paralamas e outros. Vasculhei o Museu do Disco em Sampa por meses até encontrar The Very Thought Of  You na voz da fantástica Billie Holiday, que precisou ser importado e me consumiu meio salário naquela época.

 

 

 

O rock comparecia todas as noites de sábado, das 22:00 às 00:00, na recém descoberta Rádio Jovem Pan ( também cortesia do Carlos Eduardo, colega do colegial). Kiss, Pink Floyd, Deep Purple, Alice Cooper, Emerson, Lake & Palmer, todos no último volume de um rádio meia boca e cheio de estáticas no refúgio do meu quarto, cuja porta só ficava encostada, nunca trancada - por falta de trinco - como modo de afrontar os bons costumes da família. Era o máximo do protesto. Incomodar pelo barulho, mesmo que não entendesse ainda bem o porquê. Mas quando ouvia Fred Mercury cantar, já não era protesto, embora parecesse, era paixão. E quando ouvi I Never Cry com o bom e velho Alice "errante " Cooper - sim, o cara com unhas e olhos pintados de preto -  descobri que nunca, nunquinha viveria sem ele em minhas memórias musicais.

 

Esta era no último volume ( ainda é quando filhote toca nos shows por aí!)

 

 

Ao som de Misty, no Passat dourado, eu namorei muito meu futuro marido. Era fita cassete, mas a capa era a mesma. Foram muitas noites, quando ele me buscava na saída da faculdade, ou manhãs, quando íamos juntos para o nosso trabalho.

 

 

Meus olhos sempre se encheram de lágrimas ao ouvir Core Ingrato e MalaFemmena, constantemente acompanhadas de estórias de minha avó sobre sua mãe italiana e seu velho pai emocionado e apaixonado por tais melodias. Ah, claro, as zarzuelas espanholas, também a mim apresentadas por minha avó italiana, mas claramente conhecedora da cultura espanhola, herança de meu avô. 

Finalmente, ao me casar, não podia escolher outra música para ser tocada que não fosse EU SEI QUE VOU TE AMAR - Vinícius, minha grande paixão desde as primeiras aulas de literatura, onde conheci sua poesia, antes de conhecer sua música. Meio que a estória da minha vida. Fato: Eu amo meu marido até hoje, com todas as nuances que a música reverencia. 

 

 Aqui com o fantástico Soneto da Fidelidade declamado por Vinícius

 

Música me move. Uns dias estou mais para Kate Perry, outros mais para Toquinho, algumas manhãs levanto totalmente  David Garret, outras tudo o que quero é ouvir baixinho Dick Farney cantar para mim Este Teu Olhar. Mas, de uma forma ou de outra, sei que fui uma criatura muito privilegiada: tive acesso ao que houve de melhor na música, fosse nas incursões de Gardel, nas pegadas divinas de Mercuri, nos lamentos de Johnny Mathis, nas canções mansas de Farney, nos recursos para lá de diários de Buarque. 

 

 Emílio Santiago, nossa "voz" favorita sempre nos acompanhando, embalando a estória das nossas vidas ( minha e do homem que amo)

 

 

Nunca me perguntem qual meu tipo de música. Eu cresci cercada por Zarzuelas, por samba canção, por Jazz, por tango, por bolero. Caruso me emociona, Granada me faz querer conhecer a terra de meu avô e Zeca Pagodinho me lembra de um tempo em que meu peso me permitia desafiar meu maridão ( também magrinho) na gafieira ( sorte minha, ele sempre foi um pé de valsa ). Eu não gosto de um tipo de música, eu gosto de música boa. E ponto.

 

 

Piston de Gafieira de Billy Blanco, com a modernidade do Zeca,

que sempre tocava em Interlagos

 

 

Hoje eu entro no You Tube e encontro quase qualquer música que eu queira. Meu marido se queixa porque não acho quase nada dos Diamonds, nosso conjunto predileto para dançar recém casada na minúscula sala do nosso " apertamento" em Guarulhos. A única fita cassete  com um show deles gravado na antiga TV Cultura para além de 30 anos passados, perdeu-se com o tempo. De certa forma acho bom. É como se existisse algo que não pudesse ser registrado. Parte da nossa estória que só existe em nossa memória. Algo que não houve tecnologia que pudesse registrar. Dançar ao som dos Diamonds foi algo só nosso, amor, e, graças a Deus, nossa memória é melhor que todos os bytes disponíveis neste PC!!!!!!( Só agora me dando conta, nem meio por cento dos que vão ler isto vão saber quem são os Diamonds, o que dá 3 ou quatro pessoas, se muito, ehehe!)

 

E, quando dou de cara com os ... eu te pego....Telós da vida, lembro de Chico cantando

"Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

 

Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido

E meu sapato ainda pisa no teu"

 

Pode não fazer o sucesso dos Telós da vida, mas e daí, versos assim nunca mais serão escritos e lavam minha alma toda vez que os ouço, ou deles me lembro.... 

 

 

Gastando o chão ao som destes quatro aí de baixo na melhor companhia: a do meu marido!

 

Eu respiro enquanto houver música, nunca vai me faltar amor enquanto houver música.... e, Afonso, sempre haverá a lembrança de  Interlagos, daquele conjunto incrível que começava tocando Diamonds.....e terminava tocando Moça, do Vando, passando por sambas canção e boleros, rosto colado, vontade do mundo inteiro parar só para a gente dançar por toda a vida, ainda que os garçons já tivessem tirado suas gravatas e a orquestra avisasse em desespero que aquela seria a nossa última música. Ainda que fossem quatro da matina e nós fossemos os únicos na pista de dança..... Sempre haverá Diamonds nos nossos corações. Mesmo que hoje os nossos corpos estejam cansados, a roupa não seja tão formal, e nós dancemos mais cedo na sala de casa porque amanhã é dia de trabalho. Nada importa: para nós, sempre haverão os Diamonds.... Ou, talvez o Emílio Santiago baixinho, porque o Bruno está estudando no quarto.......

 

 


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Criminal Minds - 7X15 - A Thin Line - Meus Comentários



Enfim, consegui assistir ao episódio!

Foi um bom episódio. No mesmo nível dos últimos, não excepcional, mas muito bom.


Embora a motivação politico/ discriminatória tenha sido bem explorada ( endosso todos os comentários sobre o Bonsonaro que ouvi nos últimos dias ), o ator que interpretou o unsub deixou a desejar. Um pouco talvez pela interpretação, que poderia ter sido mais marcante,mas de forma geral, o tema foi bastante atual e muito interessante.




Promo Oficial 7x15


Eu realmente não me importo em saber sobre o unsub com antecedência visto que desvendar o "bandido" é para mim apenas um mimo extra dado em alguns episódios. Na minha humilde opinião, desvendar um unsub faz mais sentido em um filme de duas horas onde você
 é apresentado à várias possibilidades e pode "brincar" com elas no desenrolar da trama. Como só temos 45 min em média, prefiro que CM se atenha ao processo de como eles chegam ao unsub, sinto falta das "dicas" que eles vão jogando no meio da trama, sobre o como chegaram lá! Prefiro Reid "lendo" a mente do sujeito, três passos à frente ou Rossi comparando-o a algum caso passado. Até porque, para quem acompanhou desde o início, desvendar o unsub, nunca foi uma prioridade em CM (alguns dos episódios que  adoro em CM, não tiveram a pretensão de esconder o unsub do público - MASTERPIECE, por exemplo, onde você  conhece o unsub desde o início e torna-se fundamental entendê-lo para deter as mortes). E, para mim, não faz diferença "adivinhar" o unsub, se não tenho tempo para  saber nada sobre ele e outros potenciais suspeitos. Em uma série como Mentalist ou L&Ordem, eles jogam vários suspeitos e você tem tempo para adivinhar o mais provável, mas o enfoque é outro, não é o caso de CM.

Gosto dos episódios que  mostram o tênue limite entre tornar-se um unsub ou manter-se" normal". Gosto deste enfoque. CM nunca foi uma típica série policial, daquelas em que você  tem que descobrir o bandido e os heróis saem salvando o mundo, chutando portas e derrubando todo mundo na porrada ( nem CSI, nem L&O, nem   24Horas, nem Havai-5-0) - respectivamente em termos de alusão). Seu diferencial sempre foi o da análise comportamental. 


Quanto à preocupação do Morgan, a cena final valeu apenas pela total naturalidade dos ótimos atores, mas vamos combinar que já deu, né? Já entendemos que o Morgan carrega toda a culpa do mundo nas costas, está na hora de seguir  em frente com isto! No que diz respeito ao treinamento, no entanto, NENHUM agente, traumatizado ou não iria deixar passar batido qualquer erro. Um coach está lá para exigir o máximo, não para ser simpático.


Quanto às queixas recorrentes sobre a falta de desenvolvimento de uma ou outra estória, pessoal, eles não fazem milagre! Quando você tem 7 personagens carismáticos ( e milhares de fãs desejando desesperadamente que  se explore a estória pessoal de cada um deles), além do compromisso de desenvolver uma trama que explore o lado negro do ser humano, e como ele é desvendado (desejo de quem assiste a série não pela equipe e sim pelos casos), tudo em episódios semanais de 45 minutos, se a gente for analisar friamente ( sem a comoção por um ou outro personagem), eles fazem milagre.



Nós temos hoje muito mais da equipe do que tivemos nas seis temporadas
 anteriores. Não dá para  querer que eles desenvolvam muito mais sobre as ex do Rossi, a mãe da Emily, as irmãs do Morgan ou como a Jéssica encara cuidar do filho do Hotch. Senão vira novela. Tudo tem que  ser apenas menção ( assim como eu espero que  seja com a namorada do Hotch, existe, foi devidamente apresentada ao filho e equipe, pronto, bola para frente!) Embora eu ADORE o Hotch, não quer dizer que eu vá querer que a série se foque apenas na vida dele. A  vida deles não pode ser o mote do episódio ( embora eles sempre tenham a delicadeza de relacionar o caso  ao " momento" de alguém da equipe). Eu acho que  seria mais simples para  os roteiristas se eles tivessem que focar apenas um casal de personagens, mas ali são 7!! E fica difícil ouvir os palpites de quem gostaria de ver o desenrolar da vida de cada um destes  7 personagens!!!! Resumindo.... eu acho que a série continua com boa qualidade ( se vocês acham que não, deveriam assistir a outras trocentas séries que acompanho e que estão mil vezes pior!)

Anyway, gostei do episódio, continuo torcendo pela minha série preferida, e que venha o próximo!


Bjos!

Criminal Minds - 7x14 - Closing Time - Meus Comentários


Por partes, feito o esquartejador... Vamos lá! ( Erguendo uma bandeira branca, ok?)

Primeiro, embora eu tenha chegado a pedir o link on p Carol na madruga de quinta, refleti melhor depois de um banho e achei melhor deixar para assistir em outra hora. Tinha tido um dia pedreira, estava muito aborrecida com a saída da Paget e não quis assistir o episódio já com um pé atrás. Fiz bem!


Gosto dos roteiros do Rick Dunkle ( contenham as pedras!! A vida real já me tem feito apanhar bastante nos últimos meses!), ele escreveu Conflicted, A Slave of Duty,  Exit Wounds, Coda - estes 3 eu adoro - além de outros.


Gostei muito do episódio. Não foi brilhante como vários ( já discutimos isto semana passada), mas foi muito bom. Gostei do caso, porque ele fala do crime cometido pelo mais banal e comum, porém o mais cruel dos motivos: amor e traição. Talvez por ser muito ciumenta e possessiva sempre me imagino em situações assim, ver minha melhor amiga com meu marido e de quebra criando meu filho, provavelmente eu estaria escrevendo agora da cadeia, ehehe! Sério, em uma semana de julgamento do caso Lindemberg, o caso não poderia ter sido mais atual.


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Gostei da sacada de esconder o corpo no "esmagador " de ferro velho, mas achei que eles acharam o corpo rápido demais - é o que acontece quando episódios  têm que sacrificar minutos a menos em detrimento de cenas da vida pessoal dos agentes - não posso nem reclamar, eu também pedi por isto! Mas, pela primeira vez em vários episódios eu vi eles voltarem a traçarem perfis. As discussões sobre o cara ser gay, depois hétero, as formas para descobrir como o unsub chegava nas vítimas, fazia tempo que eles não usavam o roteiro para "traçar perfis realmente - acertar, errar, tentar de novo!" A parte mais  mental da série que vai além da chutação de portas. Curiosamente, no mesmo episódio, onde eles voltam a mostrar como se traça um perfil ,eles põe a JJ em uma cena de ação.


Ponto para eles souberam equilibrar os dois fatores e com uma novidade ( o lugar comum seria o Morgan socar o cara!). Também achei normal a sacada da JJ ter treinado com o Morgan ( falaram de uma forma como se eles mal se falassem na equipe). Talvez porque a única coisa coerente é que eles tenham pouca coisa em comum, mas, formando uma " família ", como diz o Rossi, para quem mais qualquer um de nós pediríamos  ajuda neste tipo de atividade? Para o Reid ou o Hotch é que não seria. O elemento físico da equipe é o Morgan. Achei muito coerente e também legal saber que ela quer evoluir  e não ser vista com a eterna agente e ligação entre a equipe e as delegacias, etc...

A parte do Hotch: ( ainda bem que estou a km. de vocês, shippers que me seguem,  lesão corporal é só o que me falta!!!!)



Tenho que ser coerente com tudo o que venho dizendo até os últimos episódios.  Eu gostaria de ver Emily e Hotch juntos? Sim!! A produção avisou que isto não iria acontecer? Sim!! Então, como eu disse no episódio em que eles se encontram, eu acho que eles estão no caminho certo de mostrarem ele seguindo em frente! Não é com quem eu queria? Não! Mas eu não escrevo a série. Só as fics. Lá, eu me dou ao direito de escrever 50 capítulos sobre H/P, aqui eu só espero que  a estória, se não acontecerá como eu gostaria, ao menos aconteça com coerência. E, me desculpem novamente, mas eles estão sendo coerentes. A despeito de gostar do personagem ( do Hotch - vide que eu sou meio que totalmente ele, algumas coisas são tão parecidas que me dá medo!), eu acho coerente você  ter errado e seguir sua vida tentando corrigir os erros do passado! Quem vê a morte de perto,  como ele viu quase morrendo e depois perdendo a ex) como eu vi ( não a minha mas a do meu marido - não uma, mas duas vezes), tenta descobrir o que está fazendo de errado e tenta mudar! Ele não quer ser um cara sombrio, sozinho, e  infeliz  o resto da vida! Ele tem um filho para  criar, ter uma união estável pode ajudar. Não sei se só eu enxergo assim, achei emblemático, a olhada que  o Morgan dá ao sair da sala dele no final do episódio. É como se ele estivesse satisfeito em ver o chefe seguindo em frente e se afastando do abismo. Ele não precisou dizer nenhuma palavra. Estava tudo no modo de olhar e se afastar. 

O fato dele ter ido antes da data diz que ele está acordando! ( tá, ela
estar pronta esperando com a bolsa em cima da mesa foi forçada de barra, mas o episódio  só tem 45 minutos, quero crer que ele ligou para ela meia hora antes... ). As flores, o teatro ( ou cinema, sei lá) é a cara de um homem que está fora do mercado há muito tempo e sendo como ele é, não esperaria nada diferente dele. Ele é do tempo em que os homens aprendiam que deviam abrir a porta do carro para as mulheres e andar pelo lado esquerdo da calçada ( tá, a sei lá quantos anos atrás, desde a primeira e única namorada, as mulheres ainda adoravam estes paparicos, hoje em dia, já não vejo nada disto entre minhas amigas mais jovens). 


Eles quiseram enfiar uma cena de beijo sei lá porque no episódio, mas pelo menos tiveram a decência dele não tomar a iniciativa ( aí sim seria fora das características do personagem). Ao menos eles estão mostrando uma moça divertida - vide as brincadeiras na corrida.

Adorei a provocação do Rossi no elevador ( parece eu com uma amiga minha mais jovem 20 anos, tentando convencê-la de que vale investir num relacionamento). Adorei a Garcia com a foto do Morgan. Adorei a JJ explorando novos caminhos, adorei Reid contabilizando os ferimentos da JJ. Gostei também do episódio começar com alguém descobrindo os cadáveres e não os crimes já acontecendo.
Achei graça do Morgan dizendo que também tinha esquecido o dia dos namorados (quantas ele pensava em convidar p sair?? kkk). E gostei deles lembrarem que JJ ia sair para jantar fora com o Will no dia dos namorados. Anyway, apesar das más notícias da semana, eu gostei muito do episódio. Eu costumo dizer que não existem episódios  ruins em CM, apenas os memoráveis e os não tanto. Este está longe de ser memorável, mas foi um bom episódio!

Que venha  próximo! - porque apesar da imensa tristeza pela saída da Paget, eu não assisto a série por causa de apenas um outro personagem, então, vou lamentar muito, mas vou dar um voto de confiança.

Bjos carinhoso!

Criminal - 7X13 - Snake Eyes - Meus Comentários


Em uma série de qualidade você tem bons episódios e apenas alguns memoráveis ( por serem poucos é que fazem jus ao título). Quando assisto CM tenho em mente que ele é diferente porque não é uma série de ação e descobrir o unsub no final do episódio  é apenas um bônus. Sua característica principal nunca foi descobrir o unsub, e sim, entender o porque dele agir assim. Me cativam cenas como  a do Reid tentando convencer Rossi de que poquer é uma questão de matemática quando sabemos que Rossi é o melhor profiler que conhecemos, e, obviamente, sabemos que comportamento é uma das características básicas do poquer. Ou quando o unsub não consegue matar a mulher porque os ponteiros do relógio ainda não apontam para 8 hrs ( eu incluiria TOC na descrição da doença mas eles não tinham tempo para isso!). O recurso óbvio da moça da propaganda falando direto para o unsub sobre ele ter direito à ter a vida que sonhou resume milhares de explicações sobre a doença e seus vínculos com vícios em geral  (que quem é psicólogo reconhece de cara). 

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Não, não foi um episódio memorável, mas foi um bom episódio, competente ao mostrar um Dean Cain detonado ( missão difícil para um ator que ficou "marcado" por um personagem - a gente vê o nome dele e imediatamente a nossa memória nos remete à imagem de Clark Kent., síndrome semelhante à nossa imagem de David Duchovny
em Calfornication , após anos vivendo Mulder em Arquivo X). 

Agora, quanto à Garcia, tremi na base de pensar que eles usaram o corpo malhado do Shemar para alavancar o episódio. Me desculpem, longe de mim reclamar, como mulher, pela imagem esculpida do Deus negro, but, CM como série, não precisa  disto. Eles até poderiam ter explorado o assunto da mesma maneira sem mostrá-lo explicitamente, como dizer isto sem apanhar... bem, me deu a impressão de que ele havia escorregado em um  tonel de óleo, só se sai assim de um banho em filme pornô!!!!! E o Kevin fica parado na porta, sem explicação, ouvindo  ela falar com alguém por minutos( que eu saiba ele não é surdo) e quando ela abre a porta, ele não só não vê o Morgan, como também parece aceitar numa boa ela sair abruptamente e de pijamas para acompanhá-lo!!!!!!!!!!!!


Enfim, vou aceitar a licença poética, mas acho que se era para explorar o corpo do Shemar, eles poderiam ter feito de outra forma menos apelativa ( uma cena na academia do FBI teria o mesmo retorno!!!!!!!!!!!! e menos óleo!) - me perdoem, a idade me dá o direito de ser mais exigente!!!!!!.

Andei espiando aleatoriamente os tópicos da comunidade de CM e vi algo sobre um final de temporada feliz. Dá para trazer o Ed Bernero de volta??? Quero de volta  The Fischer King e Lo-Fi como final de temporada!! Acho que esta estória de mostrar aos fãs a vida pessoal do time está extrapolando e virando novelinha! Quando quero  ver novelinha vejo Brothers and Sisters, Revenge ou Gilmore Girls. Quero as cenas reconstruídas nos profiles, quero o Reid pirando em suas elucubrações, quero o sombrio. É deste material de  que CM sempre foi feito. As cenas do time têm que ser apenas um bônus, e não o resultado final. Desculpem se desagrado a maioria, mas cada série tem um motivo para existir. CM existe para mostrar o pior do ser humano ( tudo bem inserir o melhor no cenário, mas não pode ser o que rege a série, as cenas leves da equipe ao meu ver - modestamente falando - tem que ser um bônus e só!)). CM tem potencial, elenco e diretrizes para muitas temporadas, se quiser, mas não pode mudar o foco! Mudar o foco implica em perder a identidade e isso beira ao perigoso terreno da banalização, onde vale conseguir audiência não por méritos próprios, mas por recursos rasteiros, comuns às centenas de séries que já disputam espaço no mercado. 


Resumo final, gostei do episódio, fotografia correta, gostei do início com música tipo Frank Sinatra remetendo aos cassinos ( curiosamente, não foi cantada por ele!), mas achei a coisa do Morgan meio que forçar a barra. É claro q Garcia NUNCA teria ultrapassado os limites da amizade com Morgan, mas mesmo assim, achei a cena gratuita. A intenção talvez tenha sido boa, mas para mim, o resultado final não foi dos melhores!! Devo ser a única mulher a dizer isto, mas, enfim, assumo, a idade tem me tornado exigente demais!!!


Que venha o próximo!!!!! ( e, que, neste meio tempo a Érica tenha convidado o Ed p jantar e o papo tenha rendido boas sugestões!!!kkkkkkkkkk)


Bjos!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Criminal Minds - 7X 12 - Unknown Subject - Meus Comentários

Então,


Para não perder o hábito, amei o episódio!!!! Esse pessoal precisa ensinar às outras séries com mais de cinco anos de vida a se superar a cada dia e tirar água de pedra.

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A forma como eles conduziram o episódio, entrelaçando o caso, os sentimentos da Emily e as impressões do Hotch foi impressionante! Aliás, ao contrário da maioria, eu realmente acho que eles tem conseguido criar casos interessantes e diferentes a cada episódio, sem se deixar repetir e cair na mesmice. Pena que nunca mais vou ouvir Total Eclipse  Of  The Heart da mesma forma, ehehe!

Quanto à storyline, eles têm se mantido fiéis, a cena final disse mais que
a do jet, porque indica o início de uma ajuda que antes ela não havia pedido ainda ( mantendo sua promessa ao Hotch, coisa que ela poderia ter passado batido se não tivesse levado ele a sério). Duas coisas tem que serem aceitas: eles não tem tempo hábil para desenvolver passo a passo a relação da Emily com o resto da equipe, pois os casos não podem ficar à margem ( tem gente que só vê pelo caso!), então, temos que acompanhar a evolução pelos "momentos de ouro" como os de hoje, curtos, mas eficazes, dizem a que vieram e deixam claro que, embora subentendido, eles vão continuar acontecendo ( o que vai fortalecer a amizade entre os dois e ajudá-la a superar seus traumas). A outra coisa é que nós temos que confiar na condução dos roteiros. Eles tem que fazer 24 episódios por ano, não vão entregar de bandeja tudo em dois ou três episódios. 


Fazendo uma análise desde a volta da Emily, temos o reencontro na casa do Rossi, a conversa franca com Reid no avião, a necessidade de satisfazer o Morgan no novo treinamento, agora o Hotch se dispõe a ajudar, ou seja, as coisas estão caminhando e se encaixando. Não é porque não vemos que não acontecem. Dentro dos quarenta e cinco minutos disponíveis para a condução e resolução do caso e storyline, eles estão nos dando o que é possível, visto que a série não pode abandonar os casos, afinal CM se encaixa no tipo de série que oferece ao telespectador a possibilidade de assistir a episódios isoladamente e que oferece ganchos interessantes o suficiente para  incentivar o telespectador a acompanhar regularmente. Mas conheço muita gente que acompanha sem compromisso, só pelo unsub, e se dá para ver, ok, senão, não se estressa.

Voltando ao caso, adorei a participação da Dina Meyer, linda e com aquele olhar de "você destruiu minha vida", eheheh". A conversa dela com a Emily no final expressa bem o que deve sentir uma mulher que passa pelo que ela passou. A cicatriz no colo disse tudo...


Foto Bastidores
 


A edição de imagens só pagou mico ( ou não?) na cena final do avião ( na hora lembrei de The Fischer King, quando a edição deixa passar o Thomas rindo no elevador para frações de segundos depois sair sério dele com a Elle e o Morgan , memorável mico de CM, observado por aqueles fãs doidos que ficam dando pause quando assistem 10 vezes - ou seja, eu e mais uns malucos por aí) com o sorriso da Emily, segundos antes da cara de "bad day" exigida pela cena. Ou foi um mimo para os fãs de H/P? Eu acho possível...


De resto, claro que os demais membros da equipe ficaram meio à margem, porque era um caso "Emily/Hotch", mas ainda assim, foi a observação do Reid, sempre ele, que desencadeou o restante do caso.


Amei, enfim, o 150! Que venham os demais!!!


Ps.: Finalmente deram um jeito naquele cabelo do Hotch, viva a tesoura! Mas ainda precisam dar uma reforçada no cardápio dele, três fins de semana comendo feijoada e lasanha e ele fica no ponto, ehehehe!

 
Para quem questionou a JJ gostar do Rage Against The Machine, não a culpem, eu já curti eles, ( tá, foi mais na fase Chris Cornell, eles já haviam rompido) mas, não confie em rostinhos bonitos, eles às vezes também curtem rock pauleira, eheh!)

Sobre Sergio ser o homem perfeito...... vou fazer 25 anos de casada, então tenho background para afirmar: Sim! Se é para ser perfeito, só se for um gato, de resto, dá um trabalho.......ehehehhe!

Bjos,

domingo, 17 de junho de 2012

Criminal Minds - 7x09 - Self- Fulfilling Prophecy - Meus Comentários


Vamos lá: 

Do episódio em si eu gostei muito. Boa trama, elaborado, diferente. Esse ambiente de academia militar me dá medo! E casos com jovens me dão arrepios! Só estou achando desnecessário essa conduta sem limites do Morgan. Não foi só com a Strauss que ele demonstrou falta de respeito, também com o Hotch, que é seu chefe. Se ele ficou com problemas a resolver em relação ao Hotch ele que sente e resolva de uma vez. O que não dá para engolir é que ele desrespeite e peite o chefe o tempo todo e o próprio fique quieto, só ouvindo. Para ser sincera, já encheu. Ou é para render um embate épico entre os dois ou é para deixar quieta a estória e seguir em frente. Ele dar esporro na Strauss foi o máximo. Embora ela esteja erradíssima, não é um subalterno que entra assim na sala de um diretor chutando o pau da barraca. E se o Hotch estava a par, como entendi, pior ainda. Ele passar na sala do Morgan e chamá-lo para ajudar a confrontar a Strauss foi o máximo do desrespeito. Pelo menos, ao meu ver. No mundo empresarial que vivi, e que vivo hoje de forma diferente, as coisas não funcionam assim de jeito nenhum. O Morgan cuspiu o que pensava e o Hotch ouviu quieto, com cara de quem comeu e não gostou. Isto para mim não é nem de longe discussão.





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E sobre confiar, neste caso específico, não acho que, se o Hotch estivesse mesmo ao par do problema da Strauss, devesse comentar com o Morgan ou qualquer outro da equipe. As pessoas confundem o fato deles serem amigos, se protegerem e se cuidarem, com o fato da equipe ter alguém em posição de liderança. Foi assim com a decisão dele de não contar sobre a Emily e nem consigo imaginar um chefe comentando com um subordinado que o seu diretor tem um problema de alcoolismo e está tentando resolver. Seria o máximo da indiscrição, para não dizer fofoca.

Desculpem a franqueza,mas estes ataques chiliquentos do Morgan que late mas não morde e não levam a nada para resolver o problema de fato já me esgotaram a paciência. Por muito menos eu como chefe já o teria chamado para por as cartas na mesa e gostou, gostou, senão sabe onde fica a porta da rua. De duas uma, ou o Hotch logo logo vai ter uma explosão que vai sobrar para todo mundo ( não aguento ele tão passivo!), o que eu acho pouquíssimo provável ( eles não vão criar um climão na série, o momento disto já passou), ou, o que possivelmente vá acontecer é que, vai indo, indo e vai morrer meio que na praia, tipo, se resolve sozinho. Se for assim, será uma pena! 




Resumo da ópera: Odeio pontas soltas deixadas pelos roteiristas.


E não tem nada a ver com expectativa de spoiller, porque não sou de esperar demais deles. Quando eles falam que vai acontecer 100 e eu espero 10, porque é o que sempre acontece. É só porque com um minuto e meio de diálogos eles poderiam resolver uma situação pendente e seguir em frente, sem tanto nhenhenhem. 


Anyway, vamos continuar no aguardo. Os últimos episódios foram excelentes enquanto casos policiais, mas no que diz respeito ao arco criado  com a saída da Emily, ainda está deixando a desejar.

Que venha o próximo!

Bjos!