domingo, 10 de março de 2013

Criminal Minds - 8x16 - Carbon Copy - Meus Comentários


Então, como  sempre, nem sei por onde começar a não ser elogiando, e muito, este novo episódio de Criminal Minds.

Tenho lido alguns comentários de pessoas que dizem que Criminal Minds já não é o mesmo, que boas mesmo foram as primeiras temporadas e coisa e tal. Mas sou daquelas pessoas que agradecem a Deus pela série já não ser a mesma. De mesmice basta a coleção de episódios de CSIs da vida, onde tudo é tão previsível que nos primeiros minutos já dá para saber tudo o que vem a seguir. 



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Acho que as pessoas que reclamam da falta de bons roteiros em Criminal Minds nas últimas temporadas são as mesmas pessoas que têm dificuldades em seguir em frente com determinadas coisas na vida. Aquelas pessoas que se sentiram ofendidas pela demissão das atrizes dois anos atrás e não superam o fato de que na vida coisas acontecem e devemos aprender a lidar com elas. Mais claro que isto impossível. Duas atrizes foram demitidas da mesma forma, uma retornou e não cansa de dar entrevistas dizendo que está feliz pela nova chance, outra pediu para sair porque se sentiu desgostosa e infeliz com o acontecido. Pessoas são assim. Lidam de forma diferente com problemas semelhantes. É a maravilha da individualidade.
 

No entanto, a saída de Paget Brewster marcou alguns fãs da série de forma irreparável ( vejam bem, gosto da atriz, adorava a personagem, não tenho qualquer motivo para não me solidarizar com ela e sua decisão). Mas é isso. Decisões. A vida é feita delas. E a gente segue em frente. 

Acho que apenas isso justifica tantas críticas a uma série que chega ao seu oitavo ano com uma audiência de 10 e poucos milhões, feito realizado por muito poucas séries com este tempo de exibição.  Em uma época onde as séries são canceladas com tres ou quatro episódios por absoluta falta de audiência, acho que estes números dizem alguma coisa.

Mas não estou aqui para falar de números. Quem achar que a série já não é mais a mesma deve deixá-la de lado e acompanhar outras tantas que a tv nos oferece. Estou aqui para falar de Carbon Copy, um episódio de qualidade irreparável em vista de outros exemplares televisivos. 

Para início de conversa, os roteiristas nas primeiras falas já deixam claro através de considerações dos personagens que uma perseguição assim já existiu, lembram de The Fisher King e de Randall Gardner, antes que qualquer um de nós diga: "poxa, outra vez alguém perseguindo a equipe toda?" Encaro isto como um elogio à inteligênca da audiência, visto que, uma vez que irão explorar um tema já visitado, eles têm ao menos a dignidade de esclarecer que isto pode ser de certa forma comum, ou, no mínimo, passível de acontecer de novo. Em outras palavras, esclarecem que sabem que estão revisitando o tema. 





Nada no episódio ficou mal amarrado. Eles deixam claro que têm conhecimento de casos semelhantes ao que foram investigados, mas que a motivação é diferente. Além do que, alguns pequenos toques de requinte trazem uma credibilidade maior à ação. Exemplos disto são a legista se assustar com o fato de frequentar o mesmo local onde a vítima que ela examina foi capturada  e o policial encarregado do caso ter reservas quanto a uma intervenção de agentes do FBI ( mais para frente no decorrer do episódio, esclarece-se que ele havia perdido um parceiro durante uma operação onde havia tido uma intervenção do FBI, daí a falta de credibilidade nos agentes). E, também depois, a própria legista preocupar-se com o fato da foto ter sido encontrada com o cadáver. Preocupar-se com a equipe foi um toque de delicadeza em um momento tão duro. Parece pouco, mas são detalhes que trazem mais veracidade à trama.

Adorei o fato de, a despeito de terem se passado cinco temporadas, eles mostrarem que Erin Strauss continua sendo uma agente burocrática, daquelas que só sabem agir atrás da mesa. Embora ela dê todo o apoio necessário à sua equipe, eles não se esqueceram de mostrar a face dela cheia de repulsa ao ver as fotos na exposição do caso, tal qual aconteceu no episódio In Name And Blood,  na terceira temporada, onde fica bem claro que ela não foi feita para ser uma agente de campo.





Tenho que dizer que adorei a cena onde eles descobrem o corpo com a foto do Hotch. Tanto o Rossi quanto o detetive encarregado fazem uma cara de "como assim?", enquanto Hotch faz a sua cara de.... Hotch! Às vezes tenho a impressão de que ele está soldado para qualquer coisa que lhe aparecer pela frente. Talvez pela morte da ex mulher, talvez por tudo o que já viu em seu trabalho, talvez pelo seu temperamento, ele apenas vê as coisas, e não importa o que sinta, isso quase nunca transparece. Ele tem sempre aquela expressão impenetrável, não importa o quanto ele sentiu "o seu na reta " naquele momento. E eu amo isso nele.

A tremedeira nas mãos do unsub e a total desorganização do quarto do próprio quando é focalizado deixam claro antecipadamente, para nós, profiles de plantão, que ele jamais poderia ser o nosso replicador. Isto, para meu alívio, é esclarecido pelo próprio Hotch no decorrer do episódio.

Algumas pessoas implicam com o fato de Erin Strauss passar a apoiar a equipe de uns tempos para cá. E, da mesma forma que aceitei todas as outras mudanças na série, vejo isso como uma evolução da personagem, coerente com a estória criada para ela.  Como já disse antes, pessoas que entram para o programa de passos do AA tem certas etapas a cumprir. Acho digno eles mostrarem esta evolução no seu comportamento. Seria ridículo uma chefe alcóolatra, encaminhada para reabilitação por seus subalternos, continuar a tratar seus subordinados com empáfia e sem qualquer resquício de arrependimento. Tal comportamento só se justificaria caso ela tivesse feito a reabilitação nas coxas e, na verdade, prosseguisse com o vício.


  

Também muito coerente e bem amarrado o fato deles mostrarem uma tentativa de afastar os membros envolvidos do caso que os afeta. Embora fosse óbvio que ninguém se afastaria ( ou não haveriam os próximos episódios), futuramente ninguém poderá alegar que, uma vez envolvidos eles deveriam ter sido  afastados, ou coisa parecida, aquele blá,blá,blá de dizer que em uma situação real eles não estariam perseguindo seu próprio perseguidor e tal.E uma boa oportunidade da Strauss se redimir por parte de seus pecados, ehehe! De certa forma, ela endossando-os também coloca o seu na reta e a torna responsável pelo que possa acontecer a algum deles no futuro. Ponto para a idéia e para a expressão de descrédito da Blake ao ouvir tal afirmação, tipo: "estou pagando para ver!" E ponto adicional para quem lembrou de dizer que o caso do qual o Rossi lembrou foi do Gideon. Eles traçam perfis, são obrigados a estudar casos diversos, mesmo não tendo participado deles diretamente ( caso do Rossi).

No momento em que a equipe passa o perfil do unsub para os demais policiais, nós, não eles, já sabemos que eles estão enganados. Que a pessoa que eles procuram tem uma ligação com o replicador, mas não é o próprio. Gosto disto. Traz mais credibilidade ao trabalho deles, que, afinal, não é de pura adivinhação.

Aqui tenho que fazer um adendo. No momento  em que vi que o suspeito estava se vingando por ter tido sua vida destruída por uma falsa acusação me lembrei imediatamente do caso da escola Base de São Paulo, nos anos 80, onde os donos tiveram suas vidas estraçalhadas por uma falsa acusação de pedofilia. Tema mais que atual, onde o julgamento público passa a ter mais peso ( culpa de uma mídia irresponsável e sensacionalista) do que o julgamento jurídico, feito por seus pares. Tiro meu chapéu pela abordagem verdadeira de um problema endêmico na sociedade americana e também brasileira. Ao acontecer um crime, a imprensa se arvora do direito de fazer conjecturas e, a partir daí, o réu é condenado mesmo antes de passar pelos trâmites de lei. Claro que, aqui, neste caso, é ficção, mas que nos faz refletir sobre uma série de coisas fundamentais, e creio que isto só valorize a exploração do tema no episódio.


Uma frase em especial me chamou a atenção no depoimento do unsub. Ele diz que a vida das pessoas é tão ruim que eles amam quando  podem assistir a desgraça dos outros. É como dizer que a mídia inescrupulosa serve a refeição e o público em geral refastela-se dela. Tão atual e real quanto qualquer programa estilo Datena. Inacreditavelmente atual. 

O ponto fraco do episódio, obviamente fica por conta de agentes experientes deixarem um criminoso sozinho com um vidro de remédios. Mas, não fosse isso, o episódio não teria a sequência desejada, então, vamos supor que isso fosse possível. Não dá, definitivamente, para se ter tudo.

Só consigo pensar que a música de Frank Sinatra foi uma menção clara ao Rossi ( declaradamente fã do cantor e seu estilo "rat pack"). A despeito da letra da música, dizendo  que "você me encontrou e tornou minha vida menos solitária", temos, além da música em referência ao Rossi, a taça roubada do Morgan com suas digitais, a foto do Hotch, as flores da JJ, a aula da Blake e o telefonema do Reid. A única ainda não claramente mencionada foi a Penélope. De qualquer forma, a tomada dos agentes na casa, tendo a visão das próprias fotos nas paredes foi absurdamente impactante, cada qual, sob a luz de um farolete, visualizando a si próprio e parecendo não acreditar no que via.

Destaque para a direção de fotografia, com luz baixa e cheia de sombras, as tomadas de flashback do unsub e a tomada da cena final, em dois planos. 

Merecem menção:

* A lembrança do Gideon ( afinal ele faz parte da estória do departamento).

*A tomada da sala da Strauss durante a videoconferência, onde aparece os agentes na tela da sala dela ( teria dado menos trabalho focalizar a sala por outro ângulo, mas não teria o mesmo impacto, ponto para o diretor de fotografia e a cenografia responsável pela imagem na tv).

* Rossi lembrando que se é para "ofender um de nós, ofende a todos nós" - reforçando o aspecto família, tão admirado neste grupo.

* O Hotch não identificar a ligação da Garcia feita da casa dela ( não deve ser um número que ele tenha na agenda profissional dele).

* Garcia ir para casa depois de n horas de trabalho ( às vezes parece que eles não comem, não dormem, não tomam banho, valeu a lembrança!).

* Opinião pessoal : continuo achando ( só palpite ) que o unsub perseguidor é o Marcus Talbot. Além deles destacarem veementemente o fato dele usar fotos reveladas manualmente, outras características me chamam a atenção. Ele era egocêntrico, manipulador, organizado, mantinha arquivos das moças vítimas do unsub que ele supostamente manipulou, era magro ( pelo pouco que se observou do unsub, tem mãos magras), e teria um motivo interessante, porque acho que depois da acusação supostamente falsa do seu envolvimento no assassinato daquelas moças ele deve ter, no mínimo, perdido seu emprego e/ou sua credibilidade como professor. Outra coisa que me chama a atenção é o aspecto voyer, ele observava adolescentes através de buracos nas paredes, tudo a ver com um perseguidor que fotografa a vida alheia de longe. Mas, são apenas divagações e não vou me decepcionar se ele for o unsub. 

 * Também não creio que qualquer agente vá morrer ( li gente falando na morte da Strauss, da Beth, do Anderson, e por aí vai). Acho que teremos um cliffhanger no final da temporada, com todos os agentes em perigo, e apenas creio na eventual morte ou afastamento de alguém, caso o contrato do ator/ atriz não seja renovado ( nestas alturas, acho que todos renovarão, mas nunca se sabe o que vem pela frente).       

 * Por fim, continuo a pedir encarecidamente para que o departamento de make-up e afins faça uso da tesoura e pente nos cabelos do meu querido Reid. Já não é uma questão de torná-lo mais bonito( o que ele já provou que é, quando quer). É uma questão de presença necessária a um agente do nível dele ( leia-se higiene ou algo que o valha). Eu sei que as mocinhas adoram seus cabelos desgrenhados, mas um agente do nivel dele tem que ter credibilidade e presença, ele não é mais um adolescente em fase de experiência no FBI.

* E, por favor, alguém podia lembrar de dar ao Anderson uma fala de mais de tres linhas?  Dá dó saber que o ator vai gravar para dizer apenas 6 palavras!

De resto, só posso dizer que o episódio foi impactante, cumpriu seu propósito de forma exemplar. Teve ação, tiroteio, emoção, muitas dúvidas, erros no perfil, sensibilidade, e, só para não perder o hábito, um Hotch de camisa branca e colete ( preciso mencionar, vocês me entendem, não é?). Que venham os próximos, e que se mantenham a criatividade e a execução brilhantes dos episódios desta oitava temporada.

* Ah, quase me esqueço, e seria imperdoável! Melhor frase do episódio: " - Pegue este filho da mãe, Aaron!" - by Strauss.

Um abraço,

Débora 

 

 





 

  





































sábado, 9 de março de 2013

The Following - Meus Comentários

(O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS)....



Eu havia prometido não falar de outra série aqui no meu blog, até porque ando com duas reviews de Criminal Minds atrasadas e dois textos aleatórios sendo lapidados, mas assistindo ao sétimo episódio da série não resisti.







Por conta de uma série de fatores, ando chata demais com séries de tv. Sou do tempo de Jeannie É Um Gênio, I Love Lucy, Zorro, A Feiticeira, The Waltons, Chips, A Gata e o Rato, entre outras pérolas. Vejo shows norte americanos há tempo demais. A idade nos trás a necessidade da seleção. Quando descobrimos enfim que somos mortais e não vamos viver eternamente ( aquele momento em que cai a ficha e você percebe que o tempo começa a passar mais depresssa do que sempre passou ) a gente começa a selecionar o que lê, o que ouve, quem merece seu tempo, sua dedicação, e, no caso deste post, o que se assiste. Daí dispensar algumas horas para falar sobre The Following.


Não farei reviews sobre seus episódios, não tenho mais tempo para isso, mas não posso me furtar a uma série de considerações. Quem me conhece sabe que, para desgosto do homem que me acompanha há quase trinta anos, meu amado esposo, eu há muito deixei de ter prazer com séries ou filmes fofinhos, gratuitamente românticos, comédias pouco inteligentes e coisas do gênero. Ele vive a dizer que não sabe qual o meu prazer em ver filmes com corpos dilacerados, assassinos calculistas e mentes perturbadas. Mas, como nos respeitamos mutuamente, eu também não entendo seu gosto por boxe, motovelocidade ou seu vício por 20 Mil Léguas Submarinas filmado em 1954 com uma lula gigante mecânica e um Kirk Douglas cantando aos 25 anos acompanhado de uma foca, mas respeito. É o sacerdócio da convivência a dois. 


Mas ele tem razão. Como psicóloga de formação, me fascina a mente humana. Me fascina a forma como ela pode distorcer os mais puros conceitos e transformar em pesadelo a mais pura das intenções. The Following é mais ou menos isto.


Havia muito tempo que a tv americana não mostrava de forma tão crua a distorção da mente humana, de forma a ser crível. Claro, a série traz todos os bons e velhos cliches amados/odiados por nós fãs de novelas policiais, mas não é bem disto que se trata. A despeito do mocinho em busca de redenção, do bandido em busca de vingança, do amor mal resolvido, das citações a Edgar Allan Poe (um parênteses importante aqui, meu poeta e romancista  favorito - O Barril de Amontillado sei de cor - julguem-me! ), de todas as implicações jurídicas e dos truques corriqueiros em séries do gênero, o tema da série alcança um patamar nunca explorado antes em tema similar: a devoção. Em que se pese que vivemos um momento neste mundo onde as seitas, sejam as oficiais e reconhecidas ( religiosas ou não), sejam as dissimuladas, transvestidas de opiniões calorosas sobre determinado assunto ( que podem ir da homossexualidade ao criacionismo) hoje fazem parte do nosso conturbado dia a dia, e me incomoda profundamente o princípio. A palavra Following ( Seguidores/ Discípulos na tradução literal), tão em voga no vocabulário dos usuários de Twitters e Facebooks da vida ganha outra dimensão quando ao final do sétimo episódio da série, saem de dentro de uma casa dezenas de pessoas que cultuam e compactuam com um assassino em série cruel, rancoroso e, acima de tudo, muito, muito inteligente.




Roteiristas espertos trataram de arranjar um jeito de soltar o até então prisioneiro e líder desta seita encarceirado e, de certa forma, ampliar sua área de atuação, já que preso as limitações que o cerceavam eram grandes. Mas o assustador, além do fato de expor inúmeros malucos de plantão para seguí-lo em sua transloucada empreitada, gente a princípio dita normal, é o fato dele querer usar o próprio filho, uma criança por volta os sete anos, para se tornar, obviamente seu seguidor e sucessor.

Em dias de em que um retardado como Marco Feliciano diz que "ser gay é uma questão de escolha, ser negro é uma questão de azar" ou algo parecido, a série em si passa a ter outro contexto para mim. Pessoas que seguem um lunático, pessoas que parecem iguais a mim, a você leitor, e que, na série evidentemente, mas numa realidade nem tão distante assim, existem e podem estar ao nosso lado, sem sequer percebermos. Não, não sou do tipo alarmista ou exagerada, embora o texto possa sugerir isto, mas a mensagem do show é exatamente esta e aí está a novidade: qualquer um pode ser um assassino, isto vemos em CSI, em Criminal Minds, em Law &Order, em Castle, você escolhe, existem diversos shows que nos mostram isto claramente. The Following nos mostra outra coisa. Esta série nos mostra que qualquer um pode ser um seguidor, mesmo que seja um seguidor de um assassino em série, de um lunático, mesmo que seja um seguidor de um sujeito descerebrado, cheio de más intenções e idéias escabrosas e indecentes. A grande sacada é esta. A pergunta não é porque um sujeito comete um crime. É porque um sujeito normal passa a cometer crimes simplesmente porque alguém o convence que isto é o certo. Este é o grande trunfo de The Following. O indivíduo libera seus instintos primais apenas porque alguém de boa lábia e discurso convincente o convence de fazê-lo. Claro, o instinto está lá, está em todos nós, mas alguns se deixam levar e apenas cumprem seu papel, de obedecer e achar que estão fazendo o certo.

Na boa, isto me dá medo. O que não faltam hoje são indivíduos de boa lábia e discurso convincente transformando um bando de indivíduos cheios de preguiça mental em retardados funcionais.
Neste ponto a série acerta em cheio e tem grande potencial. Claro que tudo vai depender da audiência, da censura, da criatividade dos roteiristas, mas as chances da série só crescer é enorme. Some-se a isso o peso da atuação de bons atores ( ver Kevin Bacon, o meu eterno McCormick de Footloose de 1984 envelhecido, são uma destas coisas que me lembra minha própria mortalidade), boas tomadas de fotografia e uma edição de imagens rápida e eficiente e temos uma série que finalmente foge do lugar comum  das séries policiais. Obviamente, é provável que em mais cinco ou seis episódios eu já não a ache tão genial, sabe-se lá como a coisa será conduzida, mas importa é que ate aqui a série, para além do entretenimento, levou-me a uma reflexão. E isto já é muito quando se fala de uma série de tv.

Meus desejos de que os roteiristas continuem inspirados e tenham a sonhada liberdade para escreverem o que desejam ( levando-se em conta a duvidosa falsa moralidade americana para programas de tv isto já é desejar muito, enfim... que continue intrigante enquanto permitirem....).

Se você, leitor, estiver em dúvida quanto a assistir The Following, dê uma chance à série. E, se assistir, lembre-se vagamente ( ou vigorosamente, fica a seu critério) sobre como pessoas com o dom da palavra podem mudar o mundo....para o bem ou para o mal!

Um abraço,

Débora   

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Criminal Minds - 8x15 - Broken - Meus Comentários




É sempre muito difícil escrever sobre Criminal Minds sem parecer apenas uma fã incondicional. Mas, mesmo para aqueles que acompanham a série sem o fervor habitual dos apaixonados, como não dizer que Broken foi perfeito?

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A estrutura do episódio nos remete de cara aos primórdios da série, onde o perfil do unsub importava sempre mais que a ação, que garimpar pistas ou de nos envolvermos com a vida pessoal dos nossos queridos agentes. Desde a escolha do tema, diga-se de passagem, atual e recorrente, até o desenvolvimento da ação final, vemos um passo a passo do processo da realização de perfis. Muito mais do que apoiar o livre arbítrio, o episódio escancara as dificuldades ( mesmo para quem não sofreu pressão de família e sociedade) de se assumir diferente, para o outro e para si mesmo. De uma forma honesta, em última análise, coloca em cheque nossos conceitos e preconceitos, traçando paralelos com qualquer outro padrão de comportamento que fuja do habitual, que em escalas diferentes, podem ir do racismo aos inalcançáveis padrões de beleza.

Pouco a pouco, vemos a construção de um desastre eminente, onde não se sabe o que mais aterroriza: os crimes brutais, o ódio e o remorso que permeiam o jovem assassino, existir uma instituição destinada a torturar jovens para que eles se enquadrem naquilo que a sociedade costuma chamar de aceitável ou, finalmente, um pai, não só incentivar, mas participar ativamente de tal nível de desqualificação do próprio filho. Um show de horror, desenvolvido brilhantemente para chocar não com imagens, mas com fatos e reflexões. A forma sincera como se desenvolve a conversa entre os dois amigos, que experimentaram situações semelhantes e, ainda assim, reagem de forma diferente, deixa claro que, ser vitimado por injustiças causa dores iguais, mas reações diversas, uma vez que o amigo havia buscado ajuda profissional e sentia-se mais preparado para deixar o passado para trás e assumir sua homossexualidade. 

A inclusão dos relógios no perfil, cujo objetivo no acampamento, claramente era o de esconder as marcas das agulhas no braço dos rapazes, acaba tomando para si, no ato do assassino, o de incluir a religião como cúmplice fiel deste tipo de preconceito, mostrando o quanto as pessoas distorcem a fé para justificar o que querem provar ou pregar, e ninguém melhor que Rossi para, do alto de sua experiência, além do fato de ser um homem católico, como ele mesmo se descreve em várias passagens da série, sacar que os números poderiam ser citações bíblicas.



Outro ponto alto foi o embate entre Hotch e a prostituta durante seu interrogatório. O personagem é talhado para este tipo de cena e Thomas Gibson sabe bem como valorizá-la, através da voz acentuada e da face dura e fria, carregando a mão na intolerância com seu comportamento ( fica evidente que ela também era uma psicopata, que sentia prazer no que fazia e no controle que tinha da situação). Brilhante a expressão da detenta ao ver que ela entregou o jogo sem perceber e que não levaria vantagem alguma com aquela situação.

A fotografia e a edição de imagens foram impecáveis, captando cenas de forma pouco habitual, como, por exemplo, a tomada por cima da invasão da JJ chutando a porta ou a SUV do Rossi chegando ao local de desova do segundo corpo. Somam-se a isso, a contribuição solida dos atores convidados, todos muito bem escolhidos para seus papéis ( a participação da atriz que faz a prostituta é curtíssima, no entanto fundamental para a cena, mesmo com texto sucinto ela consegue passar toda a indiferença da personagem). Menção também para a cena inicial da Blake ministrando aula, tentando mostrar um pouco da personagem sob outro ângulo. E claro, uma pitada do nosso “monstro” da temporada, nos fazendo lembrar de forma inquietante que ele irá transtornar em breve a vida dos nossos queridos agentes.

Com episódios desta qualidade, a oitava temporada tem se firmado, em minha opinião, como uma das mais estáveis, sobrevivendo de forma digna ao desgaste provocado pelo tempo de exibição ( afinal são oito temporadas ) e às substituições de atores e atrizes, além das mazelas provocadas pela CBS. Não me surpreende, visto que roteiristas e equipe de forma geral já mostraram diversas vezes que são especialistas em tirar água de pedra e manter o nível da série com temas atuais, casos interessantes e polêmicos.

Que venham os próximos, e que eles consigam manter o padrão estabelecido pela última temporada!

Um abraço!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Criminal Minds - 8x13 - Magnum Opus - Meus Comentários



Espetacular!

A única palavra que encontro para definir este episódio.

Se no episódio anterior, na morte da namorada, tivemos angústia e sofrimento em forma de ação e dinamismo, neste, que trata sobre o luto, tivemos a mesma angústia e sofrimento de  forma quase silenciosa. O tom do episódio foi baixo, as cores escuras, a morte tratada como poesia aos olhos do unsub e aos olhos de quem acompanhou a jornada de sofrimento do Reid, sejam seus companheiros de equipe, sejamos nós, telespectadores.


 Promo Oficial 8x13


A narração do caso como fio condutor para o contato com Reid, margeando sua recuperação, mostrou de forma eficaz tanto o apoio dos colegas quanto a característica principal de um personagem que  buscou forças no compromisso com seu trabalho para erguer-se do vácuo em que se é jogado em uma situação destas. A fragilidade das conversas, a necessidade de se saber que ele estava melhor ( embora eu odeie dizer, não gosto quando a Garcia força demais a barra mas, esta é a cara da personagem, é como ela é, eu posso estar cheia dela pegar sempre pesado, mas é coerente com o que define a Garcia), a sacada do Morgan em saber que Reid não responderia a um apelo emocional, mas não resistiria a um caso interessante, onde pudesse contribuir, tudo foi na medida certa. Até a referência ao caso do Hotch com a morte da Haley, no momento em que o Rossi diz que pôde se despedir da ex e não podia imaginar como era não poder, e então ele percebe que, de certa forma, Hotch também não pôde. E, ninguém melhor que o próprio Hotch para dizer que não sabe quanto tempo leva para se ficar bem, mas que eles estarão todos lá para Reid, como eles estiveram para ele próprio.

Quanto ao insub, embora totalmente doentio, encaixa-se na coisa da dor, do  sofrimento, do quão quase poético é a dor que a morte deixa em quem fica ( isto fica bastante evidente na citação sobre o pintor  do quadro abstrato que via a filha morta enquanto pintava). Claro que, mais uma vez, o caso acaba meio que resolvido mais rápido do que  o esperado, para que haja tempo hábil para se tratar do assunto do Reid e suas consequências. Há que se passar por cima do fato de que, nem com mágica, dava para a Garcia encontrar o unsub entre os artistas rejeitados, que trabalhavam no meio artístico, eram hemofílicos e doadores universais, tudo num tapa só. Paciência. Todo o resto valeu a pena. 





O texto acertado, a sutileza nas interpretações ( de todos eles, sem exceção), a fotografia e iluminação perfeitas e a edição, trazem o clima do luto para dentro de nós durante todos os 42 minutos de exibição do episódio. De brinde, ainda, uma piada velada sobre os anos 80 entre Rossi e Alex que só quem viveu nesta época pode entender ( estes foram anos estranhos, para dizer o mínimo).

Um contraponto perfeito para o episódio anterior, cheio de adrenalina e ação. E uma resolução eficiente para cobrir o período do luto do Reid. Foi o que faltou, na minha opinião, no caso do luto do Hotch. Eu sempre defendi que eles deveriam ter explorado mais a dor do luto, principalmente por ter sido ele o responsável pela morte da ex. Desta vez eles souberam aproveitar a oportunidade, sem tornar a situação piegas demais, mas abordando com sensibilidade um personagem que há muito merecia uma storyline à sua altura.





Escrito por Jason Bernero, não nega filho de quem ele é - alguns dos melhores roteiros de Criminal Minds foram escritos por seu pai ( Ed Bernero) de quem,aliás, ele  puxou   também  a   incrível semelhança física.

Com roteiros desta qualidade, se não houver uma debandada dos atores/atrizes na hora de renovar o contrato ( por motivos particulares dos próprios), Criminal Minds terá ainda vida longa.

Que venham os próximos!!!

Até,


Em tempo:

* O apartamento do Reid é a cara dele, ponto para o departamento de cenografia ( art director e set decorator ) que, segundo o próprio Jason Bernero em chat um dia após apresentação do episódio, foram os responsáveis pela criação do ambiente.

* A cena final no apartamento, a ajuda dos amigos e a frase final  ("As  vezes, o mais difícil não é  esquecer, mas   ao   invés disso, aprender a recomeçar" - Nicole Sobon ) merecem menção honrosa como um dos melhores encerramentos de episódios da série inteira. Diz milhares de coisas com 6 ou 7 segundos de imagem. Primorosa.

*  As pinturas em "sangue" eram realmente obras muito semelhantes às pessoas assassinadas. Chegaram a dar medo. 

* Devo dizer que a personagem Alex tem sido introduzida de forma simpática e muito eficaz, ela traz maturidade e equilíbrio para um território que antes era apenas explorado pelo próprio Rossi. E, Jeanne Tripplehorn encontrou o tom certo para sua personagem.
 
* Por fim, para quem não acompanhou o chat com Jason Bernero, Beth está por voltar para mais um episódio. Será que minha profecia se realizará e será o começo do fim de Hotch na série? ( Nunca torci tanto para estar enganada....a saída dele será uma perda incrível para Criminal Minds...). 
Meu palpite, como já disse por aí, não de hoje, verdade seja dita, bem antes de todo o problema do ator com a prisão, é que ele estaria indo morar com a Beth em NYork. Desde a ida dela em definitivo para Scandal, que ela assinou um episódio a mais para Criminal Minds para algum momento da oitava temporada. Sempre achei que eles estavam guardando este episódio como um coringa para o caso do Thomas não renovar no final da temporada e eles poderem dar um final decente para o personagem. 
Talvez os fatos com o ator apenas acelerem este meu palpite. But, queira Deus que Débora Dináh esteja errada desta vez.....

Até, ... de novo! 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Para Viver Um Grande Amor




( Mais um texto que me deu a maior saudade ao resgatar. É de 2008 e aqui o coloco em homenagem às pessoas tão especiais que formam o grupo ESFILES. Foi escrito alguns dias após a Maratona onde fizemos uma exibição fechada de AX2 apenas para participantes do grupo no Cine Norte-Sul. Muita saudade destes quinze dias de loucura, folia e celebração de amizade! Logo em seguida ao meu texto, a versão feita pela Nathália, que mandou por mandar meu texto para o Frank Spotnitz ( produtor e co-roteirista do filme AX2 – I Want To Believe – 2008) e que, para nossa grata surpresa, foi por ele publicado em seu blog com direito a foto e tudo, eheheh! )



Para Viver Um Grande Amor!


Para viver um grande amor, há que se fazer grandes sacrifícios (ou, para um grande amor, nem sacrifícios são!)

Há que se assistir tantas vezes um filme ( no meu caso, 15 vezes!), para que se possa apreciar tantos detalhes quanto seja possível.

Há que se observar um mesmo balão que aparece três vezes em cena, apreciar um olhar enviesado de Scully quatro vezes e lembrar-se da primeira cena de AX  quando Scully grita "Jesus, Mulder".

Há que se observar portas que se abrem quase imperceptíveis, há que gravar cada gesto, há que se contar as oito vezes que Mulder passa a língua entre os lábios, há que se guardar nos olhos cada emoção que um coração excer sente. Há que se rir de si mesmo, pois às vezes não parece fazer sentido essa tal abstinência que nos quer bater à porta a qualquer momento, algo que nos esteve tão próximo, tão à mão agora mesmo e que parece que ao terminar vai nos levar um pedaço junto.

Há que se bolar planos mirabolantes para não deixar este sentimento escapar, pois afinal ele é tão bom e ainda traz com ele o privilégio de se poder compartilhar tudo isso com pessoas especiais.

Há que se registrar toda a pipoca, as balas, a coca, os gritos de : "não desliga não, deixa a música ir até o final!”, o olhar do bilheteiro que sabe que você esteve lá ontem, anteontem, sei lá. Há que se relevar se o enredo não agradou, se a casa era perto demais, se a legenda deixou a desejar, se a Scully tem dois cortes diferentes de cabelo durante o filme. Tudo isto faz parte de algo muito maior. De um sentimento que eu não sei explicar ( aliás, nem quero!) mas que é bom demais. E que não vai acabar. Acabam-se as sessões, as pipocas, o bilheteiro, mas fica tudo de bom que AX2 nos trouxe: paixão de excer, milhões de referências que nos farão chafurdar nos extras do DVD como porquinhos na lama, a sensação de vinte dias deliciosos, amigos incríveis com quem partilhar todos estes momentos ( ao vivo ou via e-mail) e mil motivos para continuarmos falando seguidamente de AX, com ou sem um terceiro filme, pois se este vier um dia, será malhado como foi AX2, mas todos iremos assistir mil vezes e nos deliciarmos novamente.

Isso é AX! Um maravilhoso motivo para sermos felizes dentro e fora do cinema. Um maravilhoso motivo para termos pessoas diferentes e tão iguais partilhando barquinhos, Broken, Bad Blood, Duanny Barry, a careca do Skinner, os cabelos da Scully ( meninos vocês podem partilhar outras coisas da Scully é claro!) e a teimosia do Mulder ( ok! meninas, vocês também podem partilhar outras coisas do Mulder! Aliás, eu soube por algumas de vocês que a Perspicácia dele tem sido muito elogiada!).

Ivan Lins canta uma música maravilhosa onde ele diz: Guarde Nos Olhos! Eu ouso acrescentar: guardem nos olhos e no coração! Para sempre!



Meninas e meninos foi mesmo uma honra partilhar com vocês todos estes momentos de AX2!

Obrigada a todos!



Bjs carinhosos,



Débora ( esperando que o filme seja exibido bem longe daqui para que eu não sucumba à tentação de visitar Marataízes ou Cachoeiro no fim de semana!!!!!!)















To live a great and real love, you have to do some sacrifices (But if is a REAL love, it’s not such a sacrifice)…
You have to watch a movie so many times that you can appreciate the details as much is possible…
You have to notice that same balloon that appears three times, to appreciate a angry look from Scully 4 times at the movie, the ceiling with the pencils… You have to remember of the first “The X–Files” scene when she screams “Jesus, Mulder!”
You have to notice doors that opens almost in a imperceptible way, have to memorize every move, have to count all the eight times that Mulder pass his tongue between his lips, have to memorize everytime Scully arches her eyebrow… You have to keep with you every beat that an EXCER hart feels. You have to laugh of yourself ‘cause sometimes seems don’t make sense that abstinence that wants to knock our doors anytime, something that we had so close, in our hands and now seems that’s going away and leaving a part of us with it.
You have to create incredible plans to not let this feeling to escape, ‘cause I’ts so good and brings whit it the honor of sharing all that whit such special people.
You have to memorize all those popcorns, the candies, the Coke (or the Diet Coke) and the screams saying “Don’t turn off, let the music plays ‘till the end, we have to see the little boat scene and wave back to them!!!!” Or even screams to strangers “Hey, don’t left! There’s something special after the credits…” And see that people looking at you and thinking “Okay, they’re i-n-s-a-n-e!” But you don’t give a damn because you live and dye for our own X-File, OUR series, OUR passion.
The ticket guy who knows you were there yesterday, before yesterday, last week, I don’t know! You know if the storyline was wrong, if their house was too near from the case, if the subtitles was wrong and “left to be desired” in our country, is Scully has two different hair cuts in the movie… All this belongs to a something more, a huge thing! It belongs a feeling that I don’t know how to explain (Actually, I don’t even want to!) but it’s SO good… And it will never end.
Now it’s over. The ticket man looking weird at us, the popcorn, our tears, our movie at the theatre…But we’ll keep everything good that “The X-Files 2″ brought to us: Excer passion, a million of references that will make us to wallow the DVD extras like pigs at the mud, the 20 delicious days sensation, incredible friends who came from far away to enjoy this premiere with us, or even they that couldn’t be here but shared everything by e-mails and a thousand reasons to keep talking incessantly about “The X-Files” with or without a third movie. ‘cause if this movie become real, we WILL be there and be happy again, seeing the movie 21 times like Marcília, 20 times like Débora (the writer), 10 to others from our group… Laugh about Nathália (the blond Scully in the photo you posted) and Cinthya begging to the ticket man to give them the “X-Files” official trailer and left the mall screaming and crying with two rolls of the REAL movie to put in a frame! Begging to posters, photos, everything! It’s our passion, it’s our life…
That’s “X-Files”!!! A wonderful reason to us to be happy inside and out the theatre. A wonderful reason to have such brilliant and different people united sharing little boats, Bad Blood, Duanne Barry, Skinner’s Bald, a new years eve kiss, Scully screaming “Mooooldeeeer”, Mulder screaming “Sculeeeeeee”, Skinner’s bald, Scully’s hair (Ok, guys you can share another Scully things…), Mulder’s stubbornness (Ok, girls… We can share another Mulder’s thing, also!), and ride inside a car singing/screaming “Broken” or smile when your cellphone rings and plays the song…
Ivan Lins sings a song that says: Keep it in your eyes! I dare to say: Keep it in your eyes and inside your heart!
ESfiles, it was a honor every little-big moments of “X-Files” with you.
Frank, Carter, Bowman, Gilly and Dave… THANK YOU.
We S2 you forever, and we’ll never forget.
P.S.: We’re VERY glad that you posted our photo in your blog, it means EVERYTHING to us. THANK YOU.
Written by Débora
Translated by Nathália (sorry for my bad English!)
ESfiles Group
Vitória, Brazil.

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Criminal Minds - 8x12 - Zugzwang - Meus Comentários




A coerência das estórias dos personagens principais é um dos méritos da série ( sorry para quem não concorda com a estória criada para o Hotch e a Beth). Desde a estória complementar, descrevendo Reid e seu modo estranho de ser até o comportamento da equipe frente ao caso, tudo bate. A começar pelo sonho de Reid. Vejam, na minha opinião, ele expressa tanto desejo quanto premonição, e, mais ainda, deixa claro que todos os que o amam - sua equipe, estarão lá, sempre, para o bem e para o mal.



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Reclamaram sobre o Hotch estar furioso.Claro que ele estava furioso. Ele já sentiu isto na própria pele, independente do fato de eles serem todos como uma grande família. De todos, o que mais iria se morder os cotovelos seria ele, pois além de colocar-se no lugar     do  Spence,    como   chefe  da   unidade    teria    que responder pelas suas ações e,    por   exemplo, explicar porque autorizou o rapaz a subir desarmado para aquilo que só poderia ser uma armadilha. Coerente também    o fato do   Reid   procurar conversar com a Blake e não qualquer um dos outros, porque, a despeito de eles mostrarem já haver uma relação pregressa entre os dois, ela seria a que estaria mais isenta de opiniões pessoais e influências do dia a dia ( caso do Morgan, por exemplo).

Reid é um personagem riquíssimo e dele eu jamais esperaria uma relação normal com  uma  mulher. Todos os traumas de sua infância, sua mãe doente, o abandono do pai, suas nerdices e não enquandramento numa dinâmica escolar convencional, o receio de desenvolver a doença da mãe, tudo levava à procura de alguém que fosse tão excluída e problemática quanto ele, senão ao menos alguém com vivência suficiente para entendê-lo.






A decisão de um unsub que nada tivesse a princípio com ele foi acertada.Seria peso demais ter sido o responsável direto pela morte da única mulher por quem já sentira algo. No entanto, culpo exclusivamente às fãs e à internet o fato de Reid não conseguir ser feliz ao lado de uma namorada. Por histórico, eles sabiam que, isto é exaustivamente repetido em foruns, as fãs não querem uma namorada para ele. Então, a única alternativa para mostrá-lo humano e suscetível ao amor seria fazê-lo apaixonar-se e, em seguida, eliminar a "ameaça". Deu um baita episódio, mas tenho a certeza de que   não   fossem   as   fãs  xiitas  ( algumas nos fóruns
americanos parecem mais unsubs que os próprios que estrelam a série!), Reid poderia sim, ter uma namorada, mesmo que do tipo pouco convencional.

Anyway, o episódio teve uma cara única, adorei o aspecto pessoal, desde a chamada de Hotch pelo Reid, até a reunião para decidir se alguém pulava fora ( mais um motivo para Hotch estar tenso, não havia oficialmente um caso e era o dele, de novo na reta).

As primeiras cenas foram um revival das tomadas dos primeiros episódios, onde havia superposição de imagens do que havia acontecido no ponto de vista dos agentes.

Fotografia primorosa, condução do roteiro inteligente e longe do lugar comum, interpretações além do esperado, principalmente para MGG, mais tocado do que na maioria dos episódios que giram em torno de seu personagem. A moça que fazia a unsub foi muito bem escolhida e só acrescentou ao episódio.





Mas, o que me comoveu foi a despedida da namorada citando Thomas Merton. Para  mim foi algo como, um verdadeiro amor pode durar uma eternidade ou dez segundos, o que vale é sua intensidade. Me comoveu de verdade. Claro que isto trará ainda mais consequências para a rotina do Reid, mas afinal, não é isto que todas nós queremos?

Excelente episódio, que venham os próximos!!!