domingo, 17 de junho de 2012

Criminal Minds - 7X08 - Hope - Meus Comentários


O epi foi  bom, apesar de alguns absurdos como a JJ deixar a Garcia entrar na casa para negociar. Eles parecem estar buscando fórmulas para variar o cardápio sem deixar cair o padrão.

Promo Oficial 7 x 08 



Lembrou muuuuito o Silêncio do Lago ( excelente filme, me dá arrepios até hoje). Preciso ver de novo, mas o que acho q pesou no epi foi a Garcia. Apesar da imensa sensibilidade da personagem achei meio forçar a barra ela coordenar um grupo como aquele sozinha. Tudo bem participar ajudando, mas me deu a impressão que ela era a única coordenadora, responsável. Estes grupos de apoio normalmente contam com uma assitente social, psicóloga, terapeuta, ou algo assim. Ela é de uma área totalmente diferente, é super emotiva ( já imaginou se cada um que conta seu caso ela for chorar tb?), passional, não me parece ser a pessoa indicada para ter um grupo assim sob sua responsabilidade. E ela estava chorando na hora de negociar c o unsub! O epi foi excelente, mas algo ficou fora de tom p mim talvez por ter sido com ela. Teria ficado mais coerente se fosse a JJ, que durante estes 7 anos, lidou diretamente com pais e mães que perdem seus filhos, q era a pessoa q ficava ao lado de alguém chorando na hora de dar a notícia. Que eu me lembre a Garcia em Penélope diz que ajudava um grupo de pessoas a monitorar casos não resolvidos e q ela fazia isto p que os casos não caíssem no esquecimento da polícia. Anyway, fiquei com a sensação de um ótimo epi,mas meio fora das características dos personagens.




E que diabos, agora todo o epi a Emily resolve sequestrar o Hotch e o Rossi p uma festinha particular??? Vai ver o contrato do Thomas rege que ele só vai participar até os 35 minutos do segundo tempo, e volta mais cedo p casa, eheh!


E o Anderson merecia algo a mais do q uma fala de duas linhas depois de seu súbito desaparecimento dos epis desde o enterro da Haley!!!


O nível dos episódios desta temporada está me acostumando mal e talvez por isto eu esteja ficando tão exigente. Vamos esperar o próximo, talvez volte mais boazinha!!

Bjos!

Criminal Minds – 7 X06 - Epilogue - Meus Comentários


Sensacional! 

O episódio  como um todo, bem como os anteriores, com a exploração de um caso permeando as experiências mais recentes da equipe e suas consequências foi muito bom. A utilização de um caso que pode trazer à tona um assunto tão presente, como a morte de alguém querido ( do ponto de vista da Emily, que quase morreu e dos demais que acreditaram que a "perderam" por uns meses) foi muito além do texto dito, tratando mais de como eles se sentiram ( caso por exemplo da colocação do Reid onde é quase com espanto que ele "percebe" que ela havia sim, morrido, figurativamente, aquela morte fake não fora tão fake assim...).O importante é lembrar que um momento como o que eles viveram deixa marcas em todos e mesmo quando na superfície tudo parece calmaria, os sentimentos ainda estão ali, não de revolta, birra, briga, ali são todos profissionais e adultos, que gostando ou não, devem lidar com isso. No entanto, por baixo do verniz, sempre aparecem resquícios de tintas passadas...Isso é muito legal, porque senti muita falta disto depois do episódio do Hotch/Foyet, acho que tudo passou meio em branco para  ele e para  a equipe. Pena... Quem sabe não será explorado mais p frente ainda...Ainda espero ver o Hotch surtando ( tá, eu sei, não sou muito normal e personagens que vivem assombrados por seus demônios me fascinam!).
Sensível também juntar à todo este caldeirão de emoções o caso do Rossi.


Promo Oficial 07 x 06


Independente da opinião de cada um sobre morte assistida, há de se admitir que é preciso amar muito alguém para se decidir por ajudar ou não a pessoa que faz o pedido. Não achei cruel da parte da esposa. Só real e a realidade dói, por isto teve quem achasse egoísmo dela. E eu só acho que ele não aceitou porque isto teria uma repercussão polêmica demais para um show de tv sobre o assunto. Ele tem todo o jeito para  mim de quem faria isto por amor. É a cara dele. Pena que eles não foram ousados o suficiente, mas foi eficaz também ela já ter decidido por ele. 

Para quem estranhou sobre a cena do Rossi tomando vinho no cemitério, todos os anos, no aniversário do meu padrinho de casamento e tio querido, que foi embora muito cedo, eu abro uma de lata cerveja ( que ele adorava, junto com um bom papo) e conversamos lá por algum tempo. Achei muito normal. Vai do ritual de cada um. 



Sobre as pessoas  se revoltarem com a JJ, a Emily ou Hotch só digo uma coisa: vocês já imaginaram se a gente fosse socar alguém cada vez que outra pessoa profissionalmente toma decisões que te afeta? Ninguém aqui nunca teve que mandar um funcionário que adorava embora, mesmo sabendo que ele teria dificuldades para se empregar novamente e milhões de contas a pagar? Ninguém teve que chamar a atenção de alguém querido no trampo ou mentir dizendo que não sabia de um futuro corte quando você na verdade sabe a semanas que fulano vai rodar? Só exemplos, claro, mas serve para ilustrar. Questões profissionais raramente podem ser vistas com mimimis. Principalmente no caso deles que trabalham com a vida e a morte nas mãos todos os dias. Mas o que eu estou gostando é que parece que eles estão deixando aos poucos transparecer as mágoas profundas, aquelas que não os farão pedir demissão de seus empregos, tão pouco surrarem uns aos outros, mas vão fazer com que percam um pouco a confiança, ou molhem seus olhos em um momento a sós. Eu comparo a um vaso lindo que se quebra. Você pode colar cada peça à perfeição, mas ainda assim, você  sabe onde estão as emendas, ele já não será nunca mais um vaso perfeito.
Estou amando esta temporada.


Foto bastidores 



PS.: Para quem comentou comigo sobre o Hotch sem paletó, tem todo sentido, podem fazer um retrospecto, onde ele aparece só de manga de camisa são os estados/cidades mais quentes dos EUA, ou no caso da praia, paletó na areia é jogo duro...

Outra coisa, correndo o risco de apanhar, o Reid cresceu gente!!!!!!!!!! Se ele fosse o poço de ingenuidade e pureza que a maioria dos fãs  gostariam que ele continuasse sendo ele deveria ser mandado embora do seu emprego. Alguém que vê diariamente o que ele vê, só pode crescer ( ou mudar de emprego, pois está no ramo errado). As pessoas confundem sensibilidade com ingenuidade. A pessoa sensível via de regra, também  aprende a ser calejada com a vida, mas ainda assim, não muda esta característica. A ingenuidade e pureza são como a virgindade, esta, uma vez perdida não tem volta. Odeio quando eles exageram demais na coisa dele não saber de nada do que há lá fora ( como quando ele disse que não tinha e-mail em Internet is Forever - como um agente da elite do FBI não tem e-mail? O chefe fala com ele por sinais de fumaça?). Isto força a barra e deixa de ser convincente. Ser sensível e ligado em interesses diferentes da maioria é uma coisa, ser retardado é outra.

Ok, já levantei o escudo anti pedradas, podem alvejar!

Bjos!

sábado, 16 de junho de 2012

Criminal Minds 7 x 01 - It Takes a Village - Meus Comentários


Adorei a nova entrada!

Em última análise o episódio foi eficiente em resolver problemas. Acho que o povo de lá está tão cheio de saídas, entradas e pendências, que resolveu botar o ultimo prego do caixão no assunto Doyle e passar a régua. Lamento porque o assunto poderia ter rendido um ótimo arco, mas pensando bem, todos temos que seguir em frente e até Doyle já rendeu o que tinha que render. Gostei de terem criado uma linha alternativa para lidar com a morte do Doyle sem ter que sujar de sangue as mãos de ninguém da equipe, e com isto, criar ressentimentos, favores. Genial! Também adorei a recepção da Emily. Hotch chamando para si a responsabilidade da decisão e ninguém fazendo showzinho. Como já disse antes, ali ninguém é criança, pode ficar puto, não pode é dar piti. Cenas da real life. Mesmo Shemar, que na minha opinião é o elo mais fraco da corrente em termos de interpretação, conseguiu passar apenas no semblante, sem fazer grandes movimentos físicos nem xingar muito, todo o seu ressentimento.

Vai ser legal ver eles lidando com isto no dia a dia, mas me sinto aliviada por não terem havido cenas de choro compulsivo nem de marretadas na mesa.

Não sei se estou delirando, mas, como no episódio, também escrito pela Érica - JJ, li muito de subtexto nas entrelinhas, como um recado muito claro para nós, fãs. A CBS - claramente inquerindo e forçando a barra do time através do senador, e cada um deles, marcando seu território, reforçando a idéia de serem um time, e deixando claro que eles venceram - nós vencemos também! Até o exagero do Reid em sua colocação, me fez enxergar um : pense bem, não mexa com o que funciona!
Ok, posso estar sugestionada, e nem sob torutra a Érica admitiria isto, mas... uma psicóloga sempre pensa no subconsciente, ehehe!

Promo Oficial 01x07


No mais, edição perfeita, mas alguém precisa avisar o cenógrafo para mudar o ângulo da escada, é sempre o mesmo toda vez que alguém invade um sobrado ( inclusive em "100"). Cortes bem feitos e iluminação perfeita, sobretudo nas cenas externas com o avião.

Destaque claro:
* para a nova postura da JJ;
* novo corte de cabelo do Reid ( a gente sabe que temporada está assistindo pelo corte de cabelo dele, ehehe!)
* pelo meu Hotch sorrindo , mesmo que pouco, mas já é um pequeno sinal da era Érica ( também não é para botar ele para sorrir toda hora, viu?)
* claro, ele de barba.... aff! Tá, eu sei dos filtros de luz, da maquiagem, ok, mas o que interessa é o resultado final , já que não vou mesmo vê-lo cara a cara, dane-se o filtro, o fotoshop ( p quem não sabe, é um recurso muito usado pela Globo, um filtro usado na camera que suaviza a imagem de astros c mais idade, tipo Regina Duarte, e minimiza as rugas de expressão)
* o discurso final da Emily!

Bem, é disto que eu lembro agora!
Desculpem o discurso, tô meio bombada ainda!

No mais, meus agradecimentos sinceros à CBS por f**** c nossa série, pois deu a eles a oportunidade de se reinventarem , de terem criado uma sexta temporada de excelente qualidade e, muito provavelmente, de proporcionarem à equipe, material para uma sétima temporada memorável!!!!

Esperando pelo 07x02!!!!

Bjos!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Encontro de 2005


"Meninos e meninas,

Como estou muito atrasada em relação aos seus 500 e tantos e-mails, resolvi não fazer um top 10, mas falar sobre esse encontro.

Amo muito AX! Amo porque gosto da série, porque gosto dos personagens, pq eles me fizeram e fazem rir, chorar, sonhar, espumar de raiva, entre outras coisas nestes tantos anos de série e filmes, revistas, recortes, etc.... Mas amo muito AX pq por ele eu tive a oportunidade de encontrar algumas das pessoas mais legais que eu nunca encontraria se não fosse o David, a Gillian,o CC, o Frank, etc.... Pessoas tão diferentes quanto as cores de uma aquarela. Algumas falam muito, outras quase nada, alguns altos, outros baixos, alguns de uma ponta, outros de outra ponta deste país. Alguns quando passam parecem um furacão de tanto barulho que fazem, outros quietos, mais tímidos, só são percebidos pelos seus geniais comentários sempre no momento certo. AX me trouxe, junto com seus enredos inacreditáveis, amigos inacreditáveis. Pessoas com quem às vezes nem dá p/ conversar muito, mas que a gente tem sempre no coração e que nos alegram e enriquecem a vida, cada uma a seu modo e a seu tempo. Pessoas tão diferentes e tão iguais! Aqueles que eu só conheço de ler e-mails mas que para mim já tem uma face: a de um amigo. E aquelas que ganharam face e corpo no aeroporto, na rodoviária, no cinema, na maratona e que de tão diferentes do que eu imaginava, eram tão iguais! Crianças, eu gostaria de ter ficado com cada um de vocês muito mais tempo do que fiquei ( mas minha mãe só vem p/ Vitória uma vez ao ano!, tenho certeza de que vocês entendem como eu estava dividida!) mas tenham certeza que dos que passaram por aqui, ou não, todos vocês fazem parte de um grupo de pessoas de quem eu me orgulho muito por chamar de MEUS AMIGOS DO ARQUIVO X !!!!!Bjs,Débora"

terça-feira, 13 de março de 2012

Novos Anos, Velhos Conceitos.......



Meus filho tem hoje 23 anos!

Às vezes, quando ele começa algum assunto na mesa do jantar, por volta das vinte e tres horas e alguma coisa, quando está de volta da faculdade, acho que ele vai falar sobre o Pokemón ou sobre algum dos Cavaleiros do Zodíaco, coisa que há bem pouco tempo atrás era moda. Eu conhecia todos os Cavaleiros do Zodíaco. Uma vez uma grande amiga ( Zélia, mãe do Victor ) fez uma roupa de cavaleiros do Zodíaco para nossos filhos. Era toda de lamê prateado e meu filho passava os dias sem querer tirar o diabo da roupa nem para tomar banho. Era uma verdadeira paixão. De minha parte, bastava respeitar seu gosto, já que meu passatempo preferido na época era curtir os et's de ocasião na minha série favorita da época, Arquivo X. Paciente, ouvia-o contar com entusiasmo sobre todas as aventuras de Saint Seiya e cia, sobre a saga dos Cavaleiros de bronze e suas incursões no mundo dos mangás e animes. Começava aí, pelo que me lembro, aquilo que se tornou seu fascínio pela cultura japonesa e o levou a buscar outras referências, que mais tarde se tornaram essenciais para que ele levasse tão à sério a prática do Kenjutso e a adoção de sua filosofia de vida.

Quando ele começa a falar, entre uma garfada e outra aguardo ansiosa para que ele me diga qual herói está na moda esta semana ou o que seus amiguinhos aprontaram na aula. Mas o que ouço dele são os comentários elogiosos de seu chefe sobre a implementação de um relátório novo para impostos vinculados à área de comércio exterior ou o quanto foi trabalhoso mudar a interface de um relatório para aquele cliente marrento resistente à novidades. Depois ele muda de assunto e diz que terá uma reunião do grupo de jogos no domingo pois eles conseguiram um patrocínio não sei bem de que empresa e precisam deixar o "jogo" redondo até terça feira. E, entre um assunto e outro ele comenta que a aula de inteligência artificial foi "massa" e que ele está avaliando a possibilidade de mudar o tema do seu TCC.

Enquanto eu tento descobrir em que momento da vida ele deixou de gostar de Shun, o cavaleiro prateado e passou a receber um salário para ser um competente programador ele repete a carne e torna a encher o copo com suco. Vai ter ensaio da banda amanhã, ele precisa comer rápido porque tem que tirar no baixo aquela música do Deep Purple antes de ir dormir suas poucas seis horas diárias de sono. E, entre tantas informações eu fico me perguntando onde eu estava enquanto o tempo passou. Não que eu tenha sido uma mãe distraída. Meu trabalho sempre me permitiu estar presente na vida dele mais do que a maioria das mães gostaria. Mesmo que eu tivesse que varar a noite fazendo lembrancinhas ou montando caixinhas de jujuba, sempre sobrava tempo para estar presente na reunião de pais e nas festas típicas da escola. Sempre pude colocá-lo perto de mim para fazer as lições, sempre estive por perto, ouvindo suas estórias ou contando para ele estórias antes dele dormir. Cortesia de se trabalhar por conta própria. Mesmo assim, o tempo passou mais rápido do que eu gostaria. Ainda que eu tenha curtido todas as cabaninhas feitas com lençol na sala do apartamento, a piscina montada na varanda, ainda que eu tenha acompanhado todas as notas das provas, ainda que eu tenha vibrado com a natação, o futebol, o judô, rido seus risos e chorado suas mágoas, ainda assim, passou depressa demais.

Por isto acho graça quando ouço alguma cliente minha dizer que não vê a hora de seu filho crescer. Às vezes perco tempo tentando dizer a ela que um dia ela vai morder a língua e sentir saudade dos tempos idos. Outras vezes apenas ouço. Algumas coisas a gente só aprende com a vida. Alguns aprendem mais rápido Outros, nem tanto. Não adianta dizer aos jovens que eles não devem ter pressa, nem às mães que seus filhos um dia vão crescer, que as coisas vão mudar e que elas vão sentir saudades. Apenas sinto pena daquelas mães mais preocupadas com as marcas dos tênis ou de jeans que podem comprar para seus filhos do que com aqueles ricos minutos em que eles vão te contar como foi emocionante colher pitanga no pé naquela árvore escondida atrás dos muros da escola ou como foi legal quando ele descobriu a tartaruga ou o hamster no viveiro do Primeiro Mundo.

De minha parte, embora o assunto na mesa agora seja o dos impostos vinculados às importações e os programas específicos para isto, eu ainda ouço, aqui e ali ecoar, vez por outra, os suspiros do meu filho pelo Cavaleiro do Zodíaco da semana. Estas lembranças não trazem a infância dele de volta, mas me dão a certeza de que estive ali, em todos os momentos importantes para que hoje ele tenha se tornado o cara incrível que ele se tornou.

A Falsa Ecologia - Uma Reflexão

A FALSA ECOLOGIA

Eu estou longe de ser perfeita. Mas busco ser uma pessoa coerente. Desde sempre me preocupei, uma vez que tive um filho, com o planeta que iria deixar para ele, e, quem sabe, os filhos dele, netos que não sei se terei, viverem. Fui criada em uma época em que as pessoas retornavam as garrafas fossem de refrigerante, de cerveja ou de leite ( sim, sou do tempo em que se comprava leite em garrafas de vidro!), não haviam latinhas, garrafas pet e sacolinhas plásticas. Haviam sim, os sacos de papel pardo, para não dizer que a quitanda aproveitava o jornal do dia anterior para embrulhar os ovos e outras cositas mais... E sempre havia a voz imperiosa de minha avó ou de minha mãe dizendo para não jogar lixo no chão, não porque o planeta corresse algum risco, mas porque alguém ia ter que limpar a sujeira feita por mim e isto, nossa!, isto não parecia nada justo! Eu deveria ser responsável por meu próprio lixo!

É difícil para uma criança absorver a importância de tal conselho, mas também sou de uma época em que não se questionava os ensinamentos. A gente obedecia. Para o bem ou para o mal, a gente não se punha a discutir com os pais sobre a validade de uma ordem, a gente apenas acatava.



Houve sim, um momento em que me rebelei, em que achava que sabia mais que todos eles, que devia criar meus próprios conceitos. Claro, como todo jovem, eu questionei. Mas, eu não era exatamente uma rebelde sem causa. Me foi ensinado a sempre me informar antes de questionar. Ler, aprender, discutir, debater. Verbos que a juventude de hoje parece não saber mais conjugar.

Curioso como a vida é cíclica. Hoje me pego repetindo coisas que minha avó e minha mãe pregavam. Mas diferentemente da minha juventude, curiosa, revolucionária, interessada e questionadora, vejo uma geração que apenas digere o que lhes é imposto como certo ou errado. Às vezes acho que esta meninada tem preguiça de pensar...

Vamos analisar a questão das sacolas plásticas nos supermercados. Sacos plásticos são uma invenção relativamente atual, como as garrafas pet e as latinhas. Como disse antes, os estabelecimentos comerciais na minha infância/juventude não as utilizavam. Eu muitas vezes fui às compras usando um carrinho, destes que a gente usa na feira, ou uma sacola de lona qualquer. E muitas vezes tomei o ônibus, época em que o carro era um luxo que eu não podia me dar, carregando frutas e verduras amarfanhadas em uma única sacola, estratégica e matematicamente colocadas para que o abacaxi não estraçalhasse as folhas de alface antes de chegar em casa.



Eis que, ao surgirem, as sacolinhas passaram a ser o conforto de quem, apesar de precisar ainda subir em um ônibus ou andar quilometros à pé até seu destino, podia dividir o peso e separar folhas e frutas, legumes e verduras, com o benefício de não precisar mais carregar peso extra na ida às compras ( foram deixados de lado o carrinho e as sacolas de lona ).



Além do mais, havia um benefício extra: podia-se usar a mesma sacolinha para se acomodar o lixo, aquele que deveria ser despachado todos os dias ( ou dependendo da cidade, dia sim dia não).

Nada mais prático, nada mais adequado. Bastava- se educar as pessoas a usar as sacolinhas comedidamente, e não de forma irracional, usando-as para colocar não apenas uma casca de banana ou outra casca de fruta, mas aproveitado-a ao máximo.

Então, algum esperto, lobbista, com certeza, nos dias atuais vem dizer que o plástico leva cem anos para se decompor. Justo. Não posso questionar o prejuízo ao planeta. No entanto, me pergunto, se a sacolinha de plástico ralo e vagabundo ( convenhamos, só de olhar as sacolinhas de supermercado se rompem!!) leva cem anos para se decompor, quantos anos levarão para se decompor aqueles sacos de lixo reforçados que eles nos vendem a preços exorbitantes, com o intuito de embalar nosso lixo adequadamente? Aí, vou mais além e me pergunto porque os supermercados não estão descontando de suas mercadorias, o valor embutido das sacolinhas que antes adquiríamos ( gente, eu trabalho com comércio, creiam-me, nada é de graça na vida!), porque hoje continuamos pagando as mercadorias pelo preço de antes e ainda temos que pagar pelo saco de lixo que embalará os detritos que iremos despachar.....Sim, porque se colocarmos nosso lixo em uma caixa de papelão, como fazíamos em minha infância, seremos multados pela prefeitura!

Acomodação! Eu vejo que as pessoas hoje são movidas pela acomodação. Eu reciclo lixo. Sou daquelas que lava lata de atum cheia de óleo, pote de maionese e afins. Reciclando e levando ao depositário adequado ( tenho uma caçamba da prefeitura à quatro quadras de minha casa e não me furto ao trabalho de levar o lixo reciclável ao lugar adequado), sobra-me pouco lixo diário, coisa que, de forma responsável, uma ou duas sacolinhas de supermercado por dia dariam conta facilmente. Com um pouco de tempo e uma calculadora, cheguei à conclusão de que pagar dezenove centavos por uma sacolinha no supermercado sai mais barato do que comprar um rolo de sacos de lixo destes convencionais.



Fico incomodada quando as pessoas me olham atravessado nos mercados quando digo que vou pagar pelas sacolinhas biodegradáveis para levar minhas compras. Elas me olham como se eu estivesse cometendo um crime contra o planeta. Elas não sabem que fiz contas, que reciclo com responsabilidade, que me importo com o que vou deixar para meus netos ( se um dia os tiver). Elas não sabem que vivi em uma época em que ninguém se importava se eu teria futuro, mas, tudo bem. Eu tenho certeza que estou fazendo o correto. Não vou enriquecer aqueles que vivem de fabricar sacos de lixo, só porque alguém decidiu que isto é o correto.

Ninguém nos útimos quinze anos se importou se estava fazendo o melhor para mim, que estaria vivendo nesta época, mas nem por isto vou mandar a próxima geração se lixar. Faço o que minha consciência manda, e sei que é pouco para quem vem por aí, mas nem todos tiveram a criação que eu tive dos meus pais/avós, nem todos tiveram a criação que dei a meu filho. Falta separar o joio do trigo. É fácil e bonito se falar em salvar o planeta quando se faz cortesia com a cartola alheia. O que falta à geração de hoje é atitude com consciência. É saber porque esta ou aquela decisão é importante. Nao porque é moda, não porque está nos TT's, nem porque foi comentada no CQC, nem porque foi matéria do Fantástico. Apenas porque é o correto. Ler é importante. Informação com responsabilidade é tudo. Mas receio que a geração que vem vindo não terá tempo para isto...... Lamentável.......

A FAMÍLIA QUE EU ESCOLHI TER PARA MIM - MEUS 50 ANOS!!!!

Meninos e meninas,

( até isto já virou tradição, né)

Queria ter vindo aqui antes, mas não me foi possível.

Há muito tempo eu não ficava sem palavras. As indignações com a política, as trocas de idéias com meu filho, os conselhos para amigos, as saudáveis discussões com meu maridão sobre trocar ou não a cortina da sala ou sobre a beringela ser mais saudável se assada ao invés de à milanesa, as infinitas brigas com quem não concorde comigo sobre a retirada das sacolas plásticas dos supermercados ser um engôdo e não postura ecológica e até as minhas longas e inacabáveis Fics de Criminal Minds arrancam de mim milhares de palavras, sempre com muita facilidade. Sempre tenho algo a dizer, ou a escrever. Sempre. No entanto no sábado eu fiquei sem palavras. Não apenas na hora em que percebi que tinha sido "pega" de novo de calças curtas, mas muitas horas depois do acontecido!

Quando fui buscar a Elaine não pudia imaginar como ia acabar meu dia!!


Depois que eu saí da Monte Líbano eu tive um compromisso com meu marido à noite, coisa da empresa dele, e foi difícil explicar porque por tres vezes me vieram lágrimas no olhos enquanto tocavam pagode de má qualidade no evento ( tá, muitos, inclusive a mulher do chefe dele, devem ter pensado q eu estava chorando de raiva, pq ela mesma parecia querer chorar c a péssima qualidade da música e do conjunto - perdoem os que gostam, ok, nada é perfeito!), mas na verdade eu estava ainda pensando em tudo o que tinha acontecido.

Com a turma toda 

Foi muito especial, talvez porque estou mais acostumada a cuidar dos outros do que ser cuidada, porque é assim que eu sou. Me divirto mais fazendo a comida p os outros do que comendo, mais organizando a diversão do que usufruindo dela, sou mais feliz quando vejo aqueles que eu amo felizes. É assim que eu sou. Isto não vai mudar. Logo, receber tanto carinho foi muito especial. Até porque eu soube dos 99 e-mails trocados. Soube do cartão assinado ( só soube, ainda tá com a Elaine, vou pegar ainda esta semana!), soube do capricho da Marcília e toda a sua dedicação para transformar um presente que por si só já era maravilhoso em algo muito, mas muito especial. As fotos na caixa ( e, espero q todos tenham oportunidade de conhecê-la pessoalmente), contam nossa estória de vida nestes 10 anos juntos, contam nossos encontros, descobertas, nos lembram que crescemos e partilhamos muita coisa, alguns a mais tempo, outros nem tanto.

Fazer 50 anos é meio que um divisor de águas, um rito de passagem, meio que como quando a gente atinge a maioridade. Por mais que queira me convencer de que é apenas um número como 48, 49 ou 51, acontece de você parar para fazer um balanço, de ver o que já conseguiu até aqui, o que quer daqui prá frente, o que ainda te faz feliz.

Algumas das minhas perguntas ainda continuam sem resposta, mas uma delas eu não preciso pensar para responder: eu quero a minha Família ESFiles sempre perto do meu coração, quero poder sempre continuar mimando todos vcs, quero enchê-los de lasagna e brigadeiros e de quebra, quando necessário, ter meu ombro à disposição de vcs para aqueles tempos em que não é o momento de brincar. No meu coração cada um de vcs terá sempre um porto seguro, precisando ou não fazer uso dele.

Na saída, a turma se despedindo do meu carro, patrimônio de 10 anos do grupo, tantas estórias.... Vamos ter que criar estórias novas com o Peugeot, ehehe!

A propósito, quero que saibam que o presente q ganhei será super bem aproveitado, já que pareço ser a peça de resistência do grupo, aquela que ainda assiste regularmente AX - sempre à meia noite no TCM!!!, (mas não é sempre q dá p ver!) e agora, à qq momento no aparelho de DVD mais próximo! - e que ainda aguarda ansiosamente pelo AX3 ( tá, agora é momento em que a Bia e a Marke me batem, ehehe!).

Amo todos vcs de coração. Obrigada pela lembrança, pela dedicação e carinho. É gratificante saber que o gosto particular por coisas excêntricas ( bom, fazer loucuras por AX já foi bem mais excêntrico!) nos uniu, que a necessidade de ter com quem dividir nossas maluquices deu forma à família que eu escolhi ter para mim!

Espero todos vcs aqui na mesma bat-data, no mesmo bat-local, para o mesmo bat-louco evento anual ( este ano mais especial do que nunca - são nossos 10 anos juntos!!!!), pagando o indispensável bat-mico de sempre e estarei preparando meus ouvidos para os agudos alucinados de toda(o)s em I Will Always Love You da finada de 2012, Whitney Houston ( claro, isto se outra celebridade não bater as botas mais prá frente!).
Bjos com carinho!

Débora