quarta-feira, 10 de outubro de 2012

FIC - DECISÕES - CAPÍTULO 1



Pessoas,

A Fic Decisões já foi postada na comunidade H/P com o título de A Difícil Decisão. Na verdade eu sempre odiei este título e não gosto mais deste que dei agora, mas meu tempo anda precioso demais para eu ficar filosofando sobre um título melhor. Graças a Deus, pelo retorno que tive de quem leu, a Fic é bem melhor que o título, rsrs.

É uma Fic de oito capítulos, está terminada e contém spoilers da sexta temporada. Caso você não tenha visto ainda a sexta temporada até o final, convém esperar para ler esta Fic. Ela foi escrita antes de saber qual o rumo que os roteiristas dariam à estória na próxima temporada. Tudo o que foi escrito veio da  minha imaginação e provavelmente não vai ter nada a ver com o que eles escreverão para a temporada seguinte. Ou não. Meio que acho, fora o shipper, que o caminho a seguir seria este, mas é apenas um palpite.

Como a maioria das minhas Fics, contém conteúdo sexual, embora nada muito gráfico, pois isto não faz meu gênero. No entanto, dadas as referências, se você for menor ou não gostar do assunto, por favor não leia ( sim, eu sei que isto é quase um sinônimo de " leia, você vai gostar", mas eu preciso avisar antes, por questões éticas).

Eu não conheço Paris, mas sou uma purista quando escrevo. Portanto, considerem que todas as informações contidas na Fic, como ruas, hotéis, referências, foram exaustivamente pesquisadas antes de constarem do meu texto. 

No entanto há uma coisa que muito me orgulha. Esta FIC foi escrita em  25/03/11, quatro meses antes de sabermos o que a série iria nos apresentar. E, para minha grata surpresa, os fatos descritos por mim na Fic foram, na temporada seguinte, relatados pelo Hotch, mais ou menos como eu havia imaginado, a decisão do hospital, o envolvimento da JJ, enfim, fiquei feliz em saber que  cheguei muito perto da solução dos roteiristas 4 meses antes.

Espero que apreciem a estória. O shipper Hotch / Prentiss não existe na série, mas se existisse, para mim, as coisas na sexta temporada teriam acontecido desta forma.

Enjoy, people! e não se prendam à série, a estória fala por mesma!

Se puderem comentar, agradeço. Afinal toda crítica ajuda a crescer!
Bjos!



DECISÕES  -  1

 
"OS FATOS SÃO SONOROS. O QUE IMPORTA SÃO OS SILÊNCIOS POR TRÁS DELES."

CLARICE LISPECTOR





Antes mesmo de entrar na sala já podia ouvir a sua voz firme e precisa dando instruções aos policiais, agentes e toda a sorte de pessoas reunidas ali. Aquilo seria difícil. Não sabia o que era dormir de verdade há muitos dias. E para tudo havia um limite. Amava demais aquelas pessoas para expô-las assim. Era um problema pessoal. Era uma decisão exclusivamente dela. Nenhum dos seus pedira para estar envolvido em nada daquilo. Doyle havia ido longe demais. Ela podia entender seu ódio, mas não podia permitir que ele ferisse pessoas inocentes.

Ela há tempos não sabia o que aquela palavra significava. Inocência era algo que o cargo lhe roubara e ela não se ressentia por isto. Olhou para Reid. Ele não queria ser tratado como criança. Com toda a complexidade de sua mente e de seu brilhantismo intelectual, aquele menino não conseguia partilhar com seus companheiros suas dores de cabeça. Teve vontade de tomá-lo nos braços e protegê-lo.

Desviou o olhar para Penélope. Havia por Deus criatura mais singular, mais pura, mais amável que a doce Penélope, que ela havia tratado de forma desagradável horas atrás? Tão preocupada, tão dentro de um mundo que não lhe pertencia já fazia muito tempo. Seria justo permitir que Doyle lhe invadisse daquela forma, transformando o mundo já nublado de seus companheiros em noites de puro terror?

Enquanto desviava seu olhar discretamente para Derek, deu um passo atrás. Já havia deixado coisas demais à mostra, tinha certeza de que seu amigo não era tolo. Ele prestara atenção a ela o tempo todo e só queria ajudar. Não tinha muita certeza de como fazê-lo, mas era um homem atento, seus atributos iam muito além de chutar portas. Lembrou-se das conversas anteriores e do quanto ele tentou fazer com que se abrisse.




Nada disso era justo. Estas pessoas a queriam bem, era algo que vagamente extrapolava o nível profissional. Como ela podia assistir calada e omissa o envolvimento de Ian Doyle com cada um deles?
A voz pontuada, mas cheia de energia, invadia sua mente, criando uma nuvem que envolvia seus pensamentos e quase não a deixava raciocinar com clareza. Procurou ter certeza de que não olhava agora para ele.

As decisões do passado sempre voltam a nos assombrar, cedo ou tarde. Ela conhecia os riscos e os assumiu quando envolveu-se com Doyle. Era uma época em que tinha pouco a perder. Não mantinha grande apreço por uma família que a criara à margem de suas vontades, sua imensa lista de contatos profissionais não listara amigos que valessem além de um cartão de boas festas no final de cada ano. Nunca se apaixonara de verdade depois de conhecer Aaron Hotchner no breve período em que ele fora o responsável pela segurança de sua mãe, de sua família. Foram anos tentando apagar a imagem do homem interessante e bonito, que ostentava com orgulho uma brilhante aliança na sua mão esquerda e parecia desviar o olhar toda vez que observado por ela. Ela se apaixonara por ele no momento em que o vira, nas escadarias da entrada principal, cercado de outros homens que ela jamais saberia descrever, nem se os encontrasse novamente dez vezes. Não tinha sido assim com ele. A imagem e a voz do promissor profissional lhe trazia a certeza de que poderiam passar-se anos, e ela ainda assim, sonharia com ele várias noites durante sua vida. Alguns sonhos seriam puros, desvendando seu desejo de partilhar com ele uma casinha com jardim, cachorro e filhos, muitos deles, num subúrbio qualquer. Outros, seriam quentes e profanos e com certeza, acabariam com ela acordando à noite molhada e cheia de desejo reprimido.

Quando decidira trabalhar subordinada ao homem que lhe roubava horas de sono saudável em detrimento de horas de prazer onírico, jamais calculou os riscos que tal decisão lhe acarretaria.




Como uma boa profissional confiou em seu trabalho bem feito e na justiça dos homens, que iria providenciar que Doyle permanecesse encarcerado pelo resto de sua vida. Como uma mulher ansiosa por abraçar para si a oportunidade de trabalhar em um ambiente amigável, de ter amizades que fossem além dos cumprimentos de Boas Festas, de estar fazendo o que amava fazer e, sim, de estar perto do homem que ainda lhe aquecia os lençóis em seus pensamentos, ela não exitou. Mesmo que para isso tivesse que enfrentar Erin Strauss, mesmo que para isso tivesse que atravessar o inferno. Bolas, aquelas pessoas a amavam, a queriam bem, se preocupavam com ela. E isto bastava.

Por isto não podia prosseguir com aquilo. Não era justo com eles. Não era justo com ele. Ele já havia perdido tudo. Sofrera mais do que qualquer pessoa pudera suportar. Era a hora de assumir seus atos, de enfrentar Ian Doyle sozinha, e fosse o que fosse, assumir as conseqüências sem permitir que as pessoas que lhe eram importantes sofressem também.

Sua voz dava as instruções. Descrevia o inimigo de forma que ela não faria melhor. Pensou por um instante como lhe traria dor saber que ela não lhe fora totalmente sincera. Mas era melhor assim. A vida toda aprendera a resolver seus problemas por si só, nunca dependera de ninguém. Isto não começaria agora.

Num instante breve lembrou-se de JJ. Olhou para a cadete loira sentada à sua direita e lembrou-se da amiga. Era visível a semelhança e ela ainda não entendera porque Rossi a mantinha estagiando com o grupo. Mas, tanto fazia. Importante mesmo é que sua amiga estava distante daquilo tudo e nada do que pudesse acontecer poderia atingí-la. Menos mal. JJ estava a salvo. A voz aguda de Rossi interrompeu o discurso eloqüente do homem que amava. Ele teceu uma consideração, e então, pode ouvir novamente a voz que lhe tirava do prumo. Eram as instruções finais e chegava o momento de sair antes que fosse notada na sala. 


Ela não pode olhar para ele. Sabia de onde vinha a voz que lhe estremecia, mas não podia olhar em seus olhos. Tinha medo do que poderia entregar. Tinha medo do que ele podia notar. Tinha medo. Muito medo. Ian Doyle iria passar feito um trator por cima de todos que ela amasse. Ela não podia permitir isso.

Foi se afastando sorrateiramente, um passo por vez, certificando-se de que ninguém lhe notava, ninguém prestava atenção a ela naquele momento. Um passo de cada vez, foi deixando para trás uma quase vida que vivera. Amigos com quem tinha em comum mais do que a troca anual de cartões festivos, um trabalho em que sabia que era realmente boa no que fazia. Um homem que podia ter lhe trazido um novo conceito de felicidade. Aos poucos foi deixando para trás uma quase vida feliz, os momentos no bar depois do expediente, os delírios de Garcia e suas elocubrações por um novo namorado, as pilhas de relatórios que agora nem pareciam tão ruins assim. Foi deixando para trás os imensos discursos de Reid por suas amadas estatísticas e o homem que a fazia feliz sem saber, foi deixando suas exigências de pontualidade, seu comportamento austero, suas covinhas que vez por outra teimavam em surgir entre tantas expressões sombrias. Cada passo dado para trás deixava um pouco deles todos salvaguardados.

E foi assim, ao som da voz de tom baixo, mas firme que ela jamais esqueceria, que Emily seguiu rumo ao elevador, decidida a enfrentar seus demônios sozinha, mais uma vez, como sempre fora em toda a sua vida.

Era de Lauren que Doyle se ressentia. Ela poderia ser Lauren outra vez. Uma última vez, para que deixasse a salvo os que amava. Para que pudesse encerrar de vez este capítulo em sua vida.



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Criminal Minds - 8x01 - The Silencer - Meus Comentários




Atenção: SPOILLERS!!! Este episódio só passará no Brasil por volta de novembro de 2012! Se quer esperar para ver na tv, e não quer estragar a surpresa, não leia!!!!

Bem vindos á oitava temporada de Criminal Minds!!



Então, para facilitar e evitar polêmicas e lenga lengas que, segundo meu conceito são passado, vou começar assim: para mim, o assunto da Emily está superado. Aconteceu, passou, seguindo em frente.



Promo Extended Oficial 8x01 - The Silencer


Então, The Silencer já se inicia com uma frase que representa meu estado de espírito nos últimos anos e que só entende quem chega na minha idade: “Quanto mais envelheço, menos presto atenção no que os homens dizem, apenas observo o que eles fazem” – Andrew Carnegie.  FATO! GRANDE FATO!!!


Foi apenas um ótimo episódio de Criminal Minds. Não foi um episódio brilhante. E não tinha porque ser. Nós, no final de temporada não tivemos cliffhanger, o 07x23/24 terminou redondinho, sem explosões, possíveis baixas, suspense algum. Foi um episódio duplo foda – em homenagem à Larissa, que se surpreendeu com meu último palavrão, mas que acabou sem pontas soltas. Além disto, eles tinham, mais uma vez, que lidar com a perda de um personagem importante, com a introdução de um novo personagem, com o estado emocional da perda do personagem anterior, além do caso. Anos atrás, sem internet, se não tivesse havido pressão dos fãs, provavelmente não teríamos tido os minutos iniciais mencionando que Emily está ótima, tampouco Garcia e Morgan se lastimando pela saída dela. Mas entendo que, por necessidade  de manter as pazes com os fãs que ainda lamentam a saída da atriz, as cenas foram necessárias. 

Se eu estivesse escrevendo CM teria colocado a Alex agora? A princípio não, mas, tendo visto os minutos finais, entendo o porque das mudanças imediatas. Tendo um serial que será constante na estória, atazanando a todos eles, talvez ficasse mais difícil introduzir alguém com o caso em andamento ( e, aqui, me permitam a falta de modéstia, mas mesmo estropiada eu continuo a boa e velha Débora Dináh. Eu no final de julho ou agosto, não lembro direito, falei que eles iam trazer de volta o fotógrafo, o cara do 6x22 – Out Of The Light, aliás eu disse isso também quando o episódio passou, ambas as vezes na comunidade CM do Orkut ). Era um dos poucos casos abertos e que dava um bom gancho. Claro que eu posso estar enganada, but, eu chutaria 85% de chances de ser ele. 





Apesar de outros assuntos tomarem o tempo do caso, como as menções sobre a especialização da Alex ser em linguística, a Garcia fornecendo o curriculum vitae dela quase completo, sobre a nova agente já ter trabalhado com o Reid, sobre ela ter uma estória passada com a Strauss, ele desenvolveu-se com coerência. Estas explicações são mais do que necessárias, partindo do princípio que a grande maioria da audiência não acompanha spoillers, portanto, não só você precisa explicar a saída da Emily como precisa ambientar a nova personagem  para quem assiste apenas por diversão, sem ler informações  adicionais.
Não tenho qualquer problema com unsubs vitimados por uma infância ruim cometerem crimes por força das circunstâncias porque o mundo está cheio de gente assim. Aliás, ultimamente é o que mais se vê. E, pelo que ando lendo, ando com pena de meia humanidade! O caso meio que me lembrou aquele unsub que surtava com barulho depois que veio da guerra ( não lembro o nome agora, sorry). Também me lembrou um episódio de uma série onde um cara mata a namorada porque ela faz um implante coxial e passa a ouvir e tocar piano e ele achava que um surdo deveria ser surdo a vida toda ( também não lembro de onde é, os remédios estão acabando com a minha memória!- Estou vendo a cena do piano na minha mente e não consigo lembrar a série! ). Anyway...  Gostei da idéia do unsub matar para ir para a solitária. Mostra o ápice do desespero de quem nunca ouviu nada e só busca o silêncio!! 


Claro que gostei da Alex da Jeanne. Parece que será um personagem forte, daqueles que batem de frente com todo mundo ( para revezar com o irritadinho do Morgan). A Jeanne é uma ótima atriz, passa credibilidade e tem tudo para carregar o personagem com carisma e jogo de cintura. Além do que, a Alex é movida a café, ou qualquer coisa que a mantenha acordada, isto já é uma ótima referência, ehehe!, tipo assim, “estressada é meu nome!”.





 
Para quem comentou, não lembro quem foi ( sorry), eu já disse isto antes, no 07x23/24, mas vou dizer outra vez: depois da reabilitação a Strauss voltou outra, ao meu ver, porque isto faz parte do programa de reabilitação, fazer as pazes com o mundo, admitir os erros, etc...etc... A mudança dela vem sendo gradual e acho coerente com a storyline dela. E ter alguém com assuntos pendentes com ela, deve render. Ela não mudou neste episódio, já vem mudando desde que pediu desculpas ao Morgan. 
Achei incrível a maquiagem, principalmente nas cenas das bocas costuradas, (sobretudo a legista cortando o nylon) gostei de o unsub escrever sua mensagem em um saquinho plástico ( nem sempre há papel disponível em volta), e dele ter preservado o nenê, joga com o resto de humanidade que havia dentro dele.


Quanto à Garcia, bem, eu diria que a personagem dela, por todas as características por nós conhecidas, foi eleita a mais indicada para exorcizar a saída da Emily.  Ela odeia mudanças. É uma característica antiga da personagem. Dos fãs também. Ela foi a voz dos fãs renitentes às mudanças neste episódio. Eles tinham que escoar as lamentações pela saída da Emily por algum lugar e a Garcia foi o canal mais coerente. Ela inicia o discurso meio que desdenhando do currículo fabuloso da Alex e todas aquelas dúvidas representam, em síntese: - será que podemos seguir sem Emily e agora com Alex? Tanto que no final, o recomeço dela com a Alex é uma espécie de:  - ok, pessoal, vamos seguir com a vida? Ela é o personagem emotivo, sensível e mais humano. Seria estranho este pesar vir de um Hotch que já passou pela perda da ex por um unsub ou por um Rossi com anos de vida e experiências amargas nas costas. O Morgan apenas entrou no embalo da Garcia para esticar o assunto. E a menção do Kevin, muito rápida nas primeiras falas foi feita para sossegar os fãs que querem vê-lo de volta. Sem contar o vestido dela, algo... bem Garcia!

Em resumo, na minha opinião, um episódio de boa qualidade,  que como outros, em outras ocasiões, perdeu parte do espaço do caso para apresentar tudo o que foi mencionado anteriormente. Apostando todas as fichas agora no fotógrafo stalker, heheh, infernizando nossos queridinhos!

Quanto à audiência, manteve-se nos números que vinha trazendo depois de anunciada a saída da Emily, estes milhão e meio, dois milhões, se saíram por causa dela, não iriam retornar agora. Diferente da temporada passada em seu início que tinha deixado um gancho enorme com a volta da Emily dos mortos e aguçou a curiosidade de todos. Em tempos de tantos cancelamentos anuais entre tvs abertas e fechadas, tá bom demais.

Continuo pondo fé na série e torço para que ela se mantenha bem sucedida. Quando assistimos a um trailler de The River ( sério, nunca vi nada tãaao ruim!) é que descobrimos que  Criminal Minds está bom além da conta, ehehehe!



Menções:

-  A JJ e a Garcia estão cada vez mais bonitas!
-  O Reid precisa ser novamente apresentado à tesoura ( lembra, aquele objeto que serve, entre outras coisas,  para cortar os cabelos que você conheceu na quarta temporada!) , aquele cabelo ninguém merece!
-  Namorar fez o Hotch voltar a usar terno claro! Fazia muito tempo que ele não aparecia com terno cinza claro. Pessoalmente gosto mais dele nos ternos escuros, enfim... Mas aquela costeleta dele  mais comprida deixa ele mais envelhecido! Precisa diminuir!
-  O Morgan comprou uma camiseta azul! Atendendo às minhas preces, ele já não usa apenas a famigerada camiseta cinza! Achei que ele tivesse feito promessa nas duas últimas temporadas para somente usar camisetas cinza!
 - Só Garcia fica bem em um vestido que estampa a bandeira inglesa!

Agora é aguardar o próximo e esperar para ver se acerto com relação ao fotógrafo, ehehehe!

Bjos e até o próximo!

Criminal Minds - 7x23/24 - Hit & Run - Meus Comentários



Observação: Se alguém odiou o episódio, pode parar de ler por aqui!!!


Simplesmente sensacional! 
Teve absolutamente tudo o que uma SF de respeito precisa ter: uma trama interessante e inteligente, muita ação para marcar o final da temporada ( com a vantagem de não termos que parir um filho até setembro para ver quem é o morto da vez!), uma humanização dos personagens fixos que vem galgando espaço desde a entrada da Érica e encontrou seu ponto alto neste episódio. E, finalmente, um tema universal, batidéssimo, mas que nunca se esgota quando bem explorado: o amor! Toda a forma de amor! O amor de mãe e pai, amor de namoridos ( namorados e ou maridos ), o amor de amigos verdadeiros, o amor na velhice capaz de superar 66 anos de dificuldades, o amor das tribos e suas esquisitices ( a convenção scy-fy claro -, do ponto de vista dos outros ), o amor que nem sempre dá certo (Kevin/Penélope, será?), o amor pelo seu trabalho ou ocupação ( a dúvida da Emily se saía ou não) e, porque não dizer, o amor psicótico, alucinado, que encontra em seus pares igualmente doentes, razões para atos que lógica alguma no mundo se explica, exceto nas mentes mais doentes! O amor e todos os seus envolvimentos, consequências, dores e feridas estava lá, para quem quisesse ver. Da forma mais simples e mais contundente possível. Sem contar que alguns diálogos foram de atores e não de personagens, como Morgan pedindo para Emily seguir seus instintos ou ela dizendo que pensava em sair não porque não os amasse, muito pelo contrário. A sensibilidade destes diálogos só será bem aproveitada por quem acompanhou toda a pendenga dos bastidores nos últimos ano e meio.



Promo Extended Oficial 7x 23/24





O elenco convidado super bem escolhido, a Rainha tinha um olhar de gelar lareiras acesas! Óbvio que no primeiro minuto que seu cúmplice se ofereceu para ajudar Will eu soube que aquele era seu cúmplice, mas quem se importa? Óbvio q Will tb não ia morrer, mas e daí?


A saída da Emily e a sacada da Interpol foram perfeitos, dado o pouco tempo para fazer grandes mudanças no roteiro, em vista do tempo que eles tiveram com a estrutura do crime e do unsub já prontos ( informação do Rick D. num chat). Uma saída digna, um cargo onde ela talvez não se exponha  tanto em campo e possa crescer profissionalmente e amenizar suas dores quanto à experiência Doyle. Obviamente ela só trabalhar na Interpol não faria sentido, mas chefiar uma equipe são outros quinhentos ( eu meio que tinha cantado esta bola em algum comentário antigo meu na comunidade CM do orkut).






O caso ser focado na JJ foi ótimo porque eles mostraram o outro lado da moeda. Onde não é o homem da casa ( caso do Hotch ) que tem um emprego que expõe sua família ao perigo e sim a mulher ( no caso ali os dois, mas o foco era ela). E se alguém achou que ela lutou demais com a doida, para além da explicação natural vinda episódios antes sobre o seu treinamento com Morgan, eu, sem treinamento algum comeria o fígado de quem chegasse perto do meu filho para lhe fazer o mal. É preciso ter/amar um filho para se ter noção do quanto você é capaz de fazer por ele numa situação de perigo.






A participação de todos os personagens foi equivalente e todos tiveram seu momento de ouro. A fotografia brilhante e a edição sem comentários, levando-se em consideração que isto é tv, não cinema. Eu diria que a Emily conhecer as cores da bandeira do Chade seria um exagero, mas nem isto,
visto que ela trabalhou na Interpol, e se lá há uma zona de guerra...
Enfim....

O casamento foi um presente para os fãs, mas também uma mensagem da qual eu compartilho! Claro que todos os shippers do mundo ficaram felizes, inclusive os que shippam a piscina do Rossi com o Sérgio ( gato da Emily - brincadeirinha...), porque eles nem são doidos de fazer nada diferente.







Agradou Hotch/Prentiss, Morgan/Prentiss, Hotch/Beth, JJ/Will, e sobrou até para o Rossi ( desde a entrada dele na série eu estou cantando esta bola dele com a Strauss... não sou Débora Dináh por acaso, ehehe!), além de uma porta aberta para a Penélope/Kevin. E agradou quem não shippa ninguém e vê tudo como uma grande família feliz e  totalmente assexuada! Não vou me espantar se semana que vem já tiver fic da mãe da JJ com o Anderson, kkkkk. E claro, não esqueçamos a piscina do Rossi com o Sérgio,kkk Brincadeiras e exageros à parte, vamos à mensagem: a vida sempre segue em frente, gostemos ou não. A deles ( os agentes, que quase morrem num dia e no dia seguinte se casam,
largam seus empregos, tem filhos, se separam....) é assim, a nossa não édiferente. Foi uma mensagem clara de que podemos gostar ou não do resultado, mas temos que seguir em frente. Assim como farão os fãs de CM:  alguns vão nos deixar pelo caminho, não vão ver mais graça na brincadeira e vão partir, outros ( como eu, aliás, já aceitei a saída da Emily na semana seguinte), vão respirar fundo e continuar acreditando que a série tem bala na agulha para um bom tempo ( independente de contratos serem
renovados ou não). Para aqueles que como eu acham que a gente deve escolher as batalhas pelas quais devemos nos desgastar, restará sempre a saudade de um trabalho impecável da Paget. E, claro, aquele dvd esperto no Blu-ray e um balde de pipoca para resolver o problema.






Os destaques: Eles se esmeraram em não deixar pontas soltas.


* O agradecimento da Strauss ao Morgan foi mais que perfeito e mostra como a pessoa, quando tem auxílio, fica grata a quem lhe estendeu à mão. Aliás, agradecimentos e desculpas são um dos passos dos AA.


* Particularmente gostei ( e este não é um comentário shipper!) do diálogo final Hotch/Prentiss. Todos aqui estão cansados de saber que eu sempre reconheci que o shipper H/P SÓ exisitia na minha cabeça e nas minhas fics, eu nunca antes identifiquei nada entre eles na série que não fosse delírio meu  (opinião pessoal, nem pensem em discutir isto!). No entanto, achei o desenvolvimento da relação profissional/amizade deles no final da temporada perfeito - ele seria o pior chefe do mundo se não
lhe tivesse oferecido ajuda e pior, se não notasse sua inquietação na festa - eles são profilers, pelo amor de Deus!!


*Eu gostaria de acreditar que a gente quando envelhece adquire a sabedoria,a paciência e a consenciosidade do Rossi. Eu tenho feito minha parte, pode ser que eu chegue perto, claro, sem a parte da grana, óbvio!


* Gente, quando vi aquela cabaninha na mesa da casa do Hotch eu voltei no tempo! Já disse outro dia, algumas coisas são universais! Eu passei anos da minha vida brincando e dormindo na sala com meu filho assim! E não me arrependo!


* Independente da minha posição Hotch/Prentiss - porque o assunto já esgotou - eles acertaram a mão com a Beth. Sorry pessoal, ela é a cara dele! Ele busca nela a redenção para todos os seus erros no passado! Ele errou feio, perdeu a esposa, quase perdeu o filho e aprendeu com seus erros, tentando
em uma segunda chance, fazer tudo o que devia ter feito na primeira vez!! Quantas segundas chances a vida nos oferece? Errar é humano, persistir no erro é burrice, e fico feliz que ele esteja tentando mudar. E amei a forma como a coisa aconteceu. Com o menino pedindo para ela ficar! Perfeito!


* Amei também a analogia das rachaduras na fundação da casa com as cicatrizes na vida  da Emily. De uma sutileza ímpar!


* E como eu não sou de ferro nem nada, vou guardar comigo aqueles 5 segundos de dança Hotch/Prentiss para quem sabe, entre o cateterisma do Afonso, minhas pedras nos rins, a maratona ESFILES, trabalho, casa, e outros que tais eu ainda volte a postar fics dos dois!







*Desculpem o texto longo, detestei ter perdido esta brincadeira ao vivo com Sil, Carol, Débora, Carol Z, Jackelyne, e todas as outras meninas mas, como em CM, na vida, nem tudo é exatamente como quero. E como disse ao meu marido que ficaria só + meia hora e faz 1 hr e vinte que estou aqui ( graças a Deus ele pegou no sono) e corro o risco de criar um novo unsub, vou pegar meus analgésicos, antibióticos e outras redondinhas e volto quando ganhar nova carta de alforria do marido e do filho!


Até a próxima temporada!

Bjos carinhosos!
Ps.:
Só para não perder o hábito, senão vocês nem vão achar que sou eu escrevendo: O Hotch estava uma perdição naquela pólo azul marinho!!!  Concordo com você , Rose Rambo, uma vez para entender o episódio, outra para admirar a paisagem chamada Thomas Gibson, ehehe! Ou duas, ou tres... A vista é linda mesmo e é de graça, eheheh!

Criminal Minds - 7x21 - Divining Rod - Meus Comentários



Excelente episódio! Muito bom mesmo!


Promo Oficial 7x21





 Embora eu ainda sinta falta daquelas cenas em que os agentes, à medida em que fazem seus comentários, também aparecem inseridos nas cenas que descrevem ( aquelas cenas eram excelentes para ilustrar graficamente o pensamento deles ), ainda acho que eles têm acertado a mão na volta da
construção dos perfis. Como nos últimos episódios, o perfil foi discutido exaustivamente, com acertos, erros, trocas de informações entre todos os personagens e  nós voltamos a ter a sensação de " trabalho em grupo", coisa que havia se perdido um pouco na sexta temporada. Eles tem não só focado nas informações quando estão trabalhando em dupla, mas voltamos a ver a junção das informações, quase um "brainstorm", onde eles vão levantando as hipóteses e chegando há algum lugar.


Por outro lado todo este trabalho aparece intercalado com comentários ou brincadeiras, humanizando o episódio - os comentários da  Emily sobre cartas escritas à mão, Garcia cochilando e Hotch cutucando Reid para não se estender em comentários tediosos e desnescesários em um momento de
descontração. Aliás adorei a cena do Reid deitado e da Emily "jogada" na cadeira com
as pernas abertas, coisas que deve ser muito comum a quem trabalha horas a fio sob intensa pressão sem qualquer descanso. São pequenos detalhes que vão humanizando a cena, tornando-a mais verossímel.






Quanto ao caso em si, além do fato de segurar o assassino até o final, coisa que valoriza porque gera curiosidade, trouxe um final bastante interessante. Achei ótima a atriz que fez a esposa do unsub, fria e
desesperançada na conversa com Rossi e Emily, chocada no momento em que vê a peruca ( um misto de horror e incredulidade na expressão dela me comoveu) e conformada com seu destino, no final já na prisão com seu novo "parceiro".  Me passou na medida exata o que faz uma baixíssima auto estima, reforçada pela influência da crueldade do comentário do pai, além da passividade diante de fatos que ela julgou incontestáveis - a doença, a fidelidade do marido à ela, tudo ligado à uma mente sugestionável.


Não sabia que um condenado tinha a opção de escolher a forma como será executado, mas sem dúvida, o pelotão de fuzilamento é uma das formas mais horríveis. Dizem que nos primórdios eles decidiram que deviam colocar várias pessoas atirando junto para que quem atira não saiba se seu tiro
foi o que matou o condenado. Como se isso eximisse alguém da culpa. Não sei como alguém pode dormir em paz fazendo "este trabalho". Enfim...


Quanto à Prentiss e sua casa, senti um arrepio quando soube da casa enorme e cara. Espero que ela não esteja planejando trabalhar free lancer para poder cuidar do Declan ( ótimo que ele não apareceu entre as fotos dos que voltaram às gravações na SF, mas isto também não quer dizer muita coisa). Embora eu odeie a idéia, isto justificaria a compra de uma casa maior (?). Espero estar bastante enganada com relação à isto. Porque também por exemplo, adotar uma criança do nada agora, também não faria muito sentido. Só sei que a "casa grande e cara" não me deixou bom pressentimmento.
Compra-se uma casa maior em geral pensando-se em ampliar família. Vamos
aguardar.






De resto, edição limpinha, ágil, com boa fotografia e sacadas legais como o miado do gato no corte da vinheta. Episódio redondinho para o meu gosto. Mistura perfeita entre o caso e interações pessoais, sem que o episódio precisasse ficar focado neste ou aquele personagem. E, claro, como não
podia deixar passar em branco, parafraseando Karl Arnold, trabalhar como Hotch deve ser uma distração, eheheh, ele está cada vez melhor! Que venha o próximo!


Bjos!

Criminal Minds - 7x20 - The Company - Meus Comentários



Certo, tá ficando cansativo mas, tenho que dizer, estou amando esta temporada! Cada caso é um mundo novo a ser explorado, eles estão se reinventando sempre. Quem assiste a várias outras séries policiais como eu sabe o que a repetição de casos é uma constante. E, mais que tudo, mesmo que o tema seja parecido, eles encontram sempre uma forma diferente de contar a estória.



Promo Oficial - 7 x 20






Ando meio cheia do Morgan e seus ataques de raiva e xiliques mas, tenho que admitir que a coisa foi feita para ser focado nele, sem se tornar caricato demais. Além do que, a Garcia disse 70% do que eu queria dizer pro Morgan a temporada inteira, então, ajudou muito, kkk.  Sério, foi muito bom não vê-la passando a mão na cabeça dele, quem ama sabe dizer o que é preciso também, não é só concordar e consolar.








Claro que tinha que ter um filho, nenhuma mulher se submete tão intensamente se a ameaça não atingir um filho. Se você sofre demais e não tem nada a perder, tenta uma fuga desesperada ou se entrega para morrer, para um tudo ou nada. Mas você morre antes de deixar atingirem seu filho ( ao menos
para uma mãe normal ). E pelo visto os canalhas sabiam do peso que um filho acarreta em uma decisão de total obediência, pois o que tinha de criança naquele quarto.... Doeu o coração quando o menino falou que nem era Natal ainda...Eles sabem  como  nos atingir!

Tirando a dúvida da maioria, a Sarah é a outra irmã do Morgan, não a mãe dele. A cena do acidente foi
bem feita e pela porrada achei que a moça teria ficado bem pior.  Gostei que as explicações ficassem silenciosas atrás da porta, nos poupou de ouvir tudo o que a gente sabe que ele ia dizer. E adorei o tapa da tia, tapa de mulher que não sabe bater, kkkkk


E prá bom entendedor, meia palavra basta ( Morgan: Só isto? Hotch: Só isto! ). É bom o Morgan repensar toda a falta de respeito que teve com seu chefe depois disto. Precisa ser muito magnânimo para manter a língua dentro da boca depois de tudo que o Hotch ouviu do Morgan sobre a Emily. Mesmo que fossem situações diferentes, embora o Hotch tivesse a chance de espinafrar o rapaz com o discurso: "como é estar do outro lado?", a falta de palavras ( e a cara fechada também) disse mais que uma bronca. Só quando é o nosso calo que dói é que podemos avaliar o quanto o sapato aperta. Mas,
como eu não sou magnânima como o Hotch eu senti falta de algo menos sutil. Também só em filme que o Hotch deixaria o Morgan entrevistar o unsub, mas faz parte da licença poética do episódio.







Qto ao restante, o perfil, a idéia da Companhia, a noção da submissão ao extremo, a interação genial das moças na sala de interrogatório ( a JJ não titubeou, ambas sabiam exatamente o que estavam fazendo para atingir o unsub e até a conversa sobre a vida pessoal da JJ teve seu objetivo), a
análise sobre o café da manhã dos filhos - cara, eu não sei se algumas coisas são universais ou se é muita coincidência eu me identificar), tudo estava no lugar certo.


O unsub foi um capítulo à parte, a cara de doido convencido e sádico, a certeza de que tudo gira em torno dele, aliás só o vislumbre daqueles objetos sadomasoquistas no quarto já te fazem imaginar todo o horror que uma mulher pode ter passado nas mãos dele. Pior é que deve estar cheio de coisas horríveis assim por aí. Nada a ver com síndrome de Estocolmo, apenas o terror pela dor e a submissão pelo medo de perder ou machucar um filho ,esposa, marido,mãe, etc... Agora bom mesmo foi ver a cara do advogado dominador  e ele entregar rapidinho o serviço para tirar o seu da reta, kkkkk, muito, muito macho!


O episódio só pecou pela aparição da Garcia no final. Não haveria tempo hábil ( e grana?? talvez ) para ela se deslocar para tão longe só para se mostrar solidária. Eles sempre querem forçar uma barra entre eles sem necessidade. A cena da bronca foi muito mais uma declaração de amizade do que a cena final. E  pouco prática. Desnecessário e batido, feito sob encomenda para agradar aos fãs do relacionamento (?) / amizade do dois.


Que venha o próximo, pois com este nível de roteiros, estou apostando todas as minhas fichas no episódio do Rossi e na SF!!!!


Bjos!

Criminal Minds - 7x19 - Heathridge Manor - Meus Comentários

Ok,

Eu preciso escrever agora porque ainda estou sob o impacto do episódio. Quantas
vezes já disse que amo a forma de Criminal Minds se reinventar a cada semana após semana? Inúmeras, eu sei, mas mais uma nunca é demais.

Isto tudo teria dado um filme de suspense /terror de primeira!!!!!!










Vamos lá! Teve todos os elementos que eu amo: uma boa idéia ( a hereditariedade da doença da mãe, sobreposta ao fato do menino estar ainda sujeito a crescer embalado pelos delírios dela ( via estórias +
experiências impactantes como eles deixam claro na primeira cena ). Além do fato da doença da mãe vir de encontro com o mais lúdico dos prazeres, que é sonhar ( via teatro, filmes, música, livros, etc...).  Nada mais tênue ( e atual) do que a linha frágil entre o prazer da fantasia e a perda da noção total da realidade ( que, neste caso é representada pela doença mas, que em alguns casos pode ser impulsionado apenas por egocentrismo e narcisismo nada extremos, suficientes apenas para produzir políticos estriônicos e BBB's ( celebridades instantâneas e sem noção).


Teve ainda todos os elementos da produção de perfil, o erro nele ( enquanto achavam que seria obra de um satanista e não de alguém que queria proteção contra o diabo), um monte de números para o Reid decifrar ( ehehe!), um lugar sem luz para as meninas usarem suas lanternas( qual é, filme com
aspecto de filme de terror que se preze tinha que ter um lugar sem luz e lanternas, muitas lanternas), kkk


A fotografia e o primor da direção, à despeito de ser do Matheus ou não, são um capítulo à parte. Este rapaz  tem que fazer um longa de suspense, o cara tem talento para isso. Por mais óbvios que sejam os recursos por ele usados, obtiveram o efeito esperado, todos aqueles cliches da pouca luz, a casa imponente, o asilo abandonado, o cadáver aparecendo de surpresa ( tá, concordo, existem em todos os bons filmes de terror, por isso são cliches, mas a gente se assusta mesmo assim), o corpo caindo no poço e a cena final, tudo estava no lugar certo. Isto levando em conta, claro, o curto tempo de epi, onde vc tem que explorar o começo, meio e fim da estória em 43 minutos. Claro que estava evidente que ele iria enxergar na irmã uma das mulheres do Diabo, estar perdendo o controle sobre ela, mais a sua culpa pelo incesto só poderiam levar a isto, mas a escalada foi feita de forma interessante dentro do
tempo disponível.







Eu estou acostumada a ver a Madaleine Martin como uma adolescente rebelde e meio sacana em Californication, então vê-la como uma quase donzela em perigo foi muito gratificante. O rapaz, embora não tenha tido um desempenho excepcional, soube como manter o toque quase ingênuo de
suas ações, selando a culpa de seus atos através do viés do heroísmo. O incesto, claro, foi um ponto para o roteiro, mas, principalmente para a CBS, que permitiu que o ato fosse deixado mais claro através do beijo ( eles são sempre tão hipócritas que me surpreendeu terem mostrado a cena). O final
do episódio foi poético, e, mais uma vez, clássico de filmes deste tipo, a empregada - que não existia, por isso não se virou para vê-la descer as escadas e não se incomodou com a campainha, a música, a expressão no rosto da moça, tudo só para nos lembrar que ninguém que passou por tudo aquilo
que ela viveu desde a infância, escaparia impune, tendo ela herdado os distúrbios mentais da família ou não.


Também gostei que o episódio fosse centrado no  unsub e seus atos, dando uma folga às estórias paralelas dos personagens principais. De qualquer forma, não haveria como, em um episódio como este, espaço para gracinhas ou mesmo outras menções aos agentes.


Ponto para a luta do unsub com o Hotch ( em uma variação do famoso tiro que mata o unsub), ponto para os flasbacks com a mãe ( a cena do delírio do rapaz onde corta da mão da mãe para a mão dele proprio é genial, muito bem feita), para a crueldade em cortar o braço da própria filha - a loucura
em seu extremo, ponto p o Matheu que conseguir equilibrar sua participação com a direção, coisa difícil de fazer, sem desfalcar a equipe do Reid, que neste episódio tinha tão importante participação.










Mimos especiais para mim exclusivamente, porque amo Smoke Gets In Your Eyes, porque a citação final foi do meu incrível Edgard Allan Poe, e a citação absolutamente genial do início do não menos genial Oscar Wilde e, me perdoem meninos e meninas que não gostam, mas para o Hotch, que estava
um caso de polícia, com um agente daqueles no meu bairro acho que ia querer cometer delitos toda a semana, ehehe! A visão dele me atorda! Só queria saber onde ele manda lavar aquelas camisas absolutamente a e assustadoramente brancas, preciso do número desta lavanderia com
urgência,kkkkkkkkkkk ( poderia dizer que deve ser no mesmo lugar onde mandaram lavar os ossos brancos de Big Sea, mas seria muita maldade, né?).

Ótimo!  E que venha o próximo!

Bjs!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Criminal Minds - 7x18 - Foundation - Meus Comentários





Quando eu digo que CM ainda tem muita lenha p/ queimar..... ehehe!
Episódio excelente! A despeito da obviedade ( não sei se é por assistir a filmes demais, assim que a moça mencionou o pai na delegacia, ou melhor, quando o Reid soube disto pelo delegado, tive a certeza que ele era o unsub, em nenhum momento isto para mim foi uma dúvida), o importante no epsódioi foi a carga dramática da situação de se lidar com um pedófilo e uma vítima de longa data com maus tratos. O peso no ombro dos agentes por lidar com crime tão hediondo e vítima brutalizada impiedosamente deu o tom do episódio, claro, trazendo a reboque, a experiência do Morgan no assunto e sua malfadada identificação com toda a situação, além de uma mobilização aquém do normal para
salvar o menino desaparecido. Todo crime deve de certa forma abalar quem trabalha com isto, mas acho que lidar com uma vítima como Angel deve dar uma nova perspectiva a quem caça monstros. Além disto, eles não se preocuparam em "humanizar" o unsub com traumas de infância ou "gatilhos"
que gerassem a realização do crime. É hediondo. E pronto. Não há nada para ser humanizado ali. A cara do pai ao passar pela filha na delegacia reforça a repugnância que eles nos querem impingir ao término do episódio. Com efeito, conseguiram. As mordidas foram a cereja do bolo, tudo para horrorizar com requintes de crueldade a quem assiste e nos deixar enojados ao extremo.







Não vejo exatamente como a maioria o episódio. Normalmente não me preocupo muito sobre quem apareceu mais ou teve mais ou menos destaque no episódio, nem como as duplas são montadas.Costumo ver o conjunto da coisa, e claro, com 7 protagonistas, alguém sempre aparece um pouco mais ou um pouco menos. Normalmente isto não causa prejuízo, como foi neste caso.

Fiquei feliz pelo Jim Clemente ter tirado de mim a péssima impressão daqueles ossos branco Vanish do último episódio que ele escreveu ( Big Sea - acho que foi o 6x19 0u 20), com o Reid dando um perfil das vítimasatravés de ossos que estavam no mar a tanto tempo, de forma tão rápida. Muito irreal, mesmo com licença poética. Este foi muito superior àquele.







A fotografia tb esteve impecável, dando o tom escuro e sombrio, nas buscas e na delegacia e dando - nos um show de cores na casa do unsub quando a filha o visita, para assegurar que aquele era um lar perfeito, e seu pai, um cara normal ( não colou para mim, mas tudo bem, a intenção é que conta). A filha trabalhar com plantas foi perfeito, nada mais contraponto ao sofrimento do que passar o dia todo dando vida e cuidando de algo que também é vida. Também compreensível a resistência dela em crer na verdade, afinal sempre nos apegamos à perfeição dos pais, mais ainda ela que tinha sido criada apenas por ele.


Excelente, vale destacar, o rapaz que fez o Angel e os pais ( prinicipalmente o pai) do outro menino na delegacia, numa alusão à culpa que a maioria dos pais sentem pelo mal que acontece a seus filhos, mesmo que isto seja ilógico. Interpretações pequenas,mas super precisas. Ponto também para o
drama da mãe do Angel, em uma verdadeira escolha de Sofia, onde tinha que abrir mão de dar queixa do desaparecimento de um filho em detrimento de salvaguardar o futuro dos outros dois filhos, explorando o tema das imigrações ilegais no país. Imaginem (ou é quase inimaginável) a culpa desta mãe com o correr dos anos por tomar uma decisão impossível de ser acertada! São pequenas menções, mas preciosas no todo.


Quanto ao Shemar, ele se sai bem neste tipo de cena paternal e embora  interpretações mais elaboradas não sejam o seu ponto forte, ele saiu-se bem, carregando a dor da vítima como sendo a sua também. Quanto à JJ, é o mínimo que se poderia esperar dela com o passar do tempo é  amadurecimento. Sua experiência anterior no Pentágono e sua promoção à profiler não dão mais margem à
inexperiência ou imaturidade. É um caminho sem retorno. Coincidência ou não ( caso deles estarem sabendo de longe a saída da Emily, ou não) ela está preparada para ser a nova agente forte feminina. A equipe sobreviveu sem duas agentes ( Emily e a JJ), pode sobreviver agora sem uma só.
Será desnecessário se eles quiserem introduzir outra atriz agora.










Por fim, não sei se colocar o Hotch em mangas de camisa escura, lindo daquele jeito é um bônus para um caso tão deprimente ou um prejuízo. Porque, sinceramente, ele me fez rever o episódio duas vezes, ou eu ouço o que eles falam, ou eu olho para ele!! Ele me desconcentra!!! Fala sério! Aliás, agora já podem parar com as lasagnas e feijoadas, porque ele já está no ponto! hehehehee!!

Por fim, de novo, genial e acertada demais a citação final do episódio!!!


Que venha o próximo!!!!!!!!!!